Economia & Energia

Evolução da Dívida Pública
Dados
Dívida Pública Interna Líquida

WB01517_.gif (727 bytes)Gráficos
# Dívida Pública Líquida(federal, estadual e estatais)
#Dívida e Créditos Internos
#Dívida Pública  Líquida (interna e externa)
#Dívida Pública relativa ao PIB

Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a
marcos@rio-point.com
Revisado:
Thursday, 20 November 2003.

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Dívida Pública Líquida

 Responsável: Aumara B. Feu Alvim Marques
aumara@ecen.com

Dívida Pública  Líquida (interna e externa)

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Conforme o gráfico acima pode-se notar que a evolução da dívida interna e externa, tomada por seus valores líquidos, demonstra que a partir de 1992 o processo de substituição da dívida interna pela externa recrudesceu, tendo a dívida externa líquida praticamente se anulado no final dos anos 90. Pode-se verificar, ainda, que a política de globalização começada no governo Collor e reforçada no governo Cardoso, que baseou seu plano de estabilização no suporte dado à âncora cambial pelo volume de capital disponível no mercado desde que se oferecessem juros atrativos, acarretou no aumento da dívida interna líquida.

Conforme analisa Alvim (1996), o governo assumindo compromissos – formais ou informais – com uma certa paridade com o dólar, parte da dívida interna passa a ser também externa. Esta situação se agrava quando o fluxo de capitais externos, após a crise na Rússia e a conseqüente perda de confiabilidade do mercado brasileiro, torna-se negativo. Com isto, o governo ao não conseguir saldar os compromissos assumidos internamente, reverte o processo de substituição da dívida, com um decréscimo na dívida interna acompanhada de um acréscimo na dívida externa. Poder-se-ia argumentar que o total da dívida estaria caindo, contudo, deve-se lembrar que este decréscimo se deve a desvalorização cambial e é acompanhado do decréscimo no PIB.

O processo de endividamento interno se deu primeiramente pela substituição da dívida externa pela interna. Como a política governamental de geração de saldos na balança de bens de serviços, por meio da desvalorização da moeda nacional e da concessão de subsídios à exportação, colocou em grandes dificuldades quem havia assumido dívidas em moeda estrangeiras, houve uma socialização da dívida. As empresas estatais capitalizaram suas dívidas ou receberam aportes do Governo, enquanto as empresas particulares obtiveram ajuda governamental de forma a amenizar a correção cambial, tendo com isto o governo assumido, também, parte de sua dívida. Após um período de crescimento que se deu até 1988, a relação dívida interna/PIB vinha decrescendo tendo alcançado 14% do PIB. No entanto, em 1994, com o Plano Real a dívida passa a crescer num ritmo acelerado, passando a representar 56% do Produto Interno Bruto em fevereiro de 1999. A recuperação parcial do Real em relação ao dólar e alguma recuperação nas reservas fez com que a dívida caísse em relação ao PIB .

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