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Economia & Energia
No 22 - Setembro-Outubro 2000   ISSN 1518-2932

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Descrição do Módulo Macroeconômico - Programa Projetar_e

 1 - Concepção

No livro "Brasil: O Crescimento Possível" - Bertrand do Brasil 1996 - Carlos Feu Alvim et al. estudaram as limitações ao crescimento econômico brasileiro, adotando uma metodologia análoga à utilizada neste módulo. O módulo macroeconômico, aqui apresentado, simplifica algumas etapas e torna automática, a incorporação de novos anos à base de dados históricos. Também foram introduzidos alguns aperfeiçoamentos no tratamento dos dados.

O modelo do livro usa, como âncora, o comportamento histórico de algumas variáveis macroeconômicas que apresentaram, no passado, forte inércia. Trata, por outro lado, da "economia real" onde, em uma primeira aproximação, faz-se uma abstração dos fatores financeiros, tais como: inflação, juros e fluxos de moeda. A análise se concentra na acumulação de bens de capital, na produção física e na transferência de bens e serviços não financeiros, conforme expressos nas Contas Nacionais.

Em razão dessa abordagem o dinheiro, corrigido pelo deflator do PIB,  é usado para exprimir estes valores em uma unidade comum. As limitações financeiras - dívida acumulada e taxa de juros - são introduzidas, como conseqüência de mudanças na economia real (transferências para o exterior) e como parâmetros para o estabelecimento de limites de endividamento, que restrinjam ou determinem o fluxo de recursos.

 

2 - O Módulo Macroeconômico

Esse módulo mantém, em sua abordagem, a idéia de "ancorar" nossas projeções no comportamento histórico usando, em média, um período de cerca de 50 anos, para as projeções econômicas (sempre que possível baseadas nas Contas Nacionais do IBGE ou coerentes com ela). As projeções energéticas têm sido "ancoradas" em dados do Balanço Energético Nacional - BEN editado pelo Ministério das Minas e Energia do Brasil - MME, de cerca de 30 anos.

O módulo macroeconômico de projeção usado neste programa , que vem sendo utilizado em outros trabalhos da e&e ( http://ecen.com), é uma adaptação dinâmica do modelo do livro.

Existe a possibilidade de expansão de sua base de dados históricos, fazendo-se, endogenamente, o reajuste das funções de comportamento de acordo com os novos valores históricos ou revisões dos existentes.  Também foi introduzida a opção  de modificar   tendências históricas, em virtude de mudanças de política econômica ou  de tecnologias projetadas. A transição, no entanto, sempre leva em conta a inércia histórica do comportamento anterior.

O modelo, ao poder adaptar-se às novas políticas, tornou-se menos determinístico que o do livro.  Em contrapartida, o mesmo  assinala, claramente, que esta é uma modificação da tendência  histórica que só é possível pagando-se o preço de  instalar uma política global, coerente com o objetivo proposto. A amarração com os dados históricos  cria, por outro lado, dificuldades em formular hipóteses muito incoerentes com o comportamento passado. Sempre que possível, também utilizamos comparações externas com outros países para orientar nossa escolha.

Apresentamos, nesse trabalho, uma "rodada", que pode servir de referência para outras.

3 - Apresentação do Modelo

O modelo está disponível em linguagem Visual Basic para Excel (Microsoft) o que permite a fácil utilização de seus resultados em outras aplicações.

Sua apresentação inicial é mostrada abaixo (Figura 1). Eventualmente, outras figuras desta descrição do módulo apresentarão outras opções que se referem a outras aplicações, nas quais foram utilizadas o mesmo módulo macroeconômico.

Figura 1: "Capa" de apresentação do programa

O estoque de bens de capital é calculado a partir dos investimentos históricos (em valor percentual do PIB do ano, convertido para fração do PIB de 1980, através do deflator  implícito  do PIB),  corrigidos do sucatamento mediante função de sobrevivência logística, com vida média diferente  para investimentos em: construção civil; e, máquinas e equipamentos (+ outros). O sucatamento considera o investimento em cada ano e o intervalo de tempo decorrido até o ano em que se calcula o estoque do capital. Estes gráficos, como diversos outros disponíveis, podem ser visualizados como indicado na Figura 2.

 Figura 2: Escolha de exibição de gráficos

Resultando na exibição do gráfico da função de sobrevivência, mostrado na Figura 3:

Figura 3: Tela correspondente às curvas de sucatamento para bens de construção civil e para máquinas e equipamentos (inclui outros).

O programa permite a visualização dos resultados por meio de gráficos, como exposto acima, e também em planilhas numéricas específicas:

Figura 4: Visualização de resultados numéricos a partir do menu.

Os outros itens do "menu" apresentam referências às ações já previstas no EXCEL ou de ações específicas do programa. Outras opções, além das referentes ao módulo macroeconômico, podem estar presentes.

Figura 5: Exemplo de acionamento a partir do menu do programa. As ações correspondentes ao módulo macroeconômico estão abertas e algumas poucas ações do EXCEL foram incluídas.

Na Figura 5, estão indicadas diferentes ações do programa. Neste item do menu, encontram-se algumas ações de caráter geral. A primeira ação da lista  corresponde a "Entrar  Dados" de um cenário, como parâmetros de cálculo, e deve ser executada para carregar dados, eventualmente, ausentes da memória em virtude da ordem em que foram operadas as janelas. Portanto, ao acioná-la o programa faz um trajeto semelhante ao de percorrer todas as janelas em ordem predeterminada, refazendo os cálculos e atualizando os valores de acordo com os elos de programação existentes. Devido a esta característica, esta ação  deve ser acionada sempre que houver alguma dúvida sobre a atualização dos dados. A maioria das outras ações correspondem a cálculos que podem ser feitos a partir de parâmetros históricos ou do programa. De modo geral, essas ações são auto-explicativas.

4 - Inserindo ou Alterando Cenários


[1] Este déficit cresceu no início dos anos 90  e parece estar relacionado com as mudanças no câmbio. Em 1991, a queda da diferença entre paralelo e oficial  que aumentou o volume das transações no oficial relacionadas às viagens e às remessas e, em 1994, a sobrevalorização do Real  que estimulou as viagens ao exterior.