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Economia & Energia
No 23 - Novembro-Dezembro 2000  ISSN 1518-2932

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e&e No 23

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Aplicação da Metodologia no
Estudo de Termelétricas
Cenário Econômico de Referência
Demanda de Energia Equivalente
Demanda de Energia Elétrica 
Geração 

Termeleétrica 2000-2020
Centrais por Tipo de Combustível na Geração
Capacidade de Geração Térmica Necessária
Emissões em Termelétricas
Conclusões

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Geração Termelétrica em Centrais de Serviço Público

1. Geração de Eletricidade e Participação dos Combustíveis

1.1 Atendimento da Demanda de Eletricidade

  Do item Demanda de Energia Elétrica podemos extrair a projeção da demanda bruta resultante a ser atendida pela importação, por Centrais Autoprodutoras e para Centrais de Serviço Público. Na Figura 1.1 e Tabela 1.1 são indicados esses valores. Na Figura eles são representados em comparação à sua evolução histórica.

  
Figura 1.1: Atendimento da Demanda Bruta a partir da importação de eletricidade, da produção em centrais autoprodutoras e de centrais de serviço público. 

                        Tabela 1.1: Demanda Bruta Projetada  (TWh/ano)                                                  

  

1995 

1999

2001 

2005

2010

2015

2020

Importação 

35 

37

43 

44

46

49

59

Autoprodutores 

15 

18

26 

28

35

43

52

Serviço Público 

261 

273 

332 

344

421

519

626

Total 

311 

328 

401 

416

502

612

737

 

1.2 Participação de Combustíveis

A participação dos cenergéticos na geração de eletricidade e na própria geração é predominante hídrica. A forma de contabilizar a energia hidráulica do BEN (pela energia necessária para gerar a eletricidade a partir de uma térmica) faz com que o percentual de uso das fontes seja próximo ao de produção de energia, a menos de variações relativas na eficiência na geração entre as térmicas.

A predominância da energia hidráulica na geração de eletricidade pode ser observada nas Figuras 1.2 e 1.3, em valor absoluto e relativo, para as Centrais de Serviço Público. A participação das térmicas veio decrescendo desde o início da década de setenta em virtude da interligação entre os maiores  centros  consumidores e das crises de petróleo de 1973 e 1979. Em 1983 apenas 3% das fontes usadas para gerar eletricidade em centrais de serviço público era térmica.

    

 Figura 1.2: Valores históricos da eletricidade gerada a partir das diversas fontes de energia.

As térmicas existentes estiveram por um longo período apenas como reserva para deficiências no regime hídrico. Com o advento do Plano Cruzado houve um crescimento do consumo que foi temporariamente atendido pela geração a base de óleo combustível. As centrais que utilizam carvão mineral como combustível, seja porque estavam acopladas às minas próximas seja porque consumiam combustível nacional, foram mantidas na base.

A contribuição da central Nuclear Angra I, embora fosse destinada a atender à base, teve um comportamento irregular por problemas técnicos.

As Figuras 1.3 e 1.4 mostram a participação dos combustíveis por consumo de fonte usada na geração e na geração da eletricidade que têm aspecto bastante semelhante. Em ambas estão indicados os dados referentes às centrais de serviço público. Na Figura 1.4 vê-se apenas a participação das térmicas na geração de eletricidade.

  
Figura 1.3: Participação das fontes, por consumo do energético usado na geração, para as centrais de serviço público. Note-se que a escala vertical foi cortada em 20% para, que fosse possível, mostrar melhor a participação das térmicas (a  fonte hidráulica completa os 100%).

 
Figura 1.4: Participação das fontes energia térmica convencional na geração de eletricidade nas centrais de serviço público

 
Figura 1.5: Geração de eletricidade a partir de térmicas. Chama a atenção o uso do óleo combustível para atender aos picos anuais de demanda, a partir da retração de seu uso, após  a primeira crise de petróleo. A partir de 1992, já se vê as conseqüências das mudanças políticas que dificultam os investimentos de longo prazo e que favoreceram o uso das térmicas.

1.3: Introdução de Térmicas

 

A introdução das Centrais Térmicas de Serviço Público foi projetada levando em conta o quadro geral do Plano Decenal 1998/2008 da Eletrobrás e, até 2001 os projetos aprovados pela ANEEL. O procedimento adotado parte de parâmetros que podem ser alterados, para estudos de hipóteses alternativas, usando-se tela resumo mostrada no anexo.

A avaliação da demanda atendida pelas térmicas de Serviço Público parte de uma “meta” de participação no horizonte de 2020 que considera os valores dos últimos anos, por ajuste de uma curva de segundo grau, passando pelo valor da meta em 2020. A transição entre esse valor e o futuro é feita mediante a adoção de uma curva de Poisson cuja média é a constante de tempo indicada.

Neste trabalho consideramos os valores para esses parâmetros indicados na Tabela 1.2.

Tabela 1.2: Parâmetros para extrapolação da contribuição das térmicas

 

Carvão Vapor

Diesel

Gás Natural

Témicas.. Convencionais

Constante de Tempo

12

14

6

6

Participação 2020

3.0%

1.5%

10.0%

17.0%

 

Figura 1.6: Projeção da participação na geração de Energia Elétrica em centrais de serviço público dos combustíveis convencionais.

 
Figura 1.7: Participação, em valores absolutos, dos combustíveis térmicos tradicionais na produção de eletricidade.

A necessidade de incremento de geração térmica surge diretamente dos dados de consumo previsto e é base para a projeção de centrais térmicas a serem construídas. A capacidade instalada correspondente depende, ainda, da projeção do fator de carga em que iriam operar as centrais. Na Figura 1.8a  é mostrada a Energia Elétrica adicional projetada para cada ano e a histórica.

 

 

Figura 1.8a e 1.8b: Variação da geração anual em térmicas convencionais histórica e prevista. Na parte de baixo da Figura (1.8b) estão indicados os valores das médias móveis.

A Figura 1.8b mostra a média móvel correspondente que minimiza a variação anual de uso da capacidade instalada; esses valores serão úteis na projeção da capacidade a ser instalada para atender a demanda e poder compará-la com outras projeções.

2. Geração de Eletricidade a partir de Termelétricas e Participação dos Combustíveis na Geração