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Demanda de Energia
Equivalente e Elétrica no Brasil – Primeira Aproximação 1. Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil 2 - Demanda de Energia Elétrica
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2 - Demanda de Energia Elétrica 2.1. Participação da Energia Elétrica no Consumo de Energia A projeção da participação da Energia Elétrica no consumo de Energia Equivalente permite acoplar um consumo de Energia Elétrica ao cenário econômico considerado. O procedimento adotado é semelhante ao usado para a projeção da demanda em energia equivalente. Na Figura 2.1 é mostrada a participação da energia elétrica no total para diversos países (na medida do possível os mesmos da Figura 1.2). Pode-se ver que a participação da energia elétrica, a exemplo do ocorrido historicamente no Brasil, aumenta com a variação do PIB/hab. Ao contrário do observado em relação ao consumo da energia global, o Brasil já possuiu uma participação relativamente importante da eletricidade, quando comparado com países de PIB per capita equivalente.
Figura 2.1: Participação da Energia Elétrica no consumo global de energia, medida em Energia Equivalente. Pode-se notar que o Brasil apresenta uma participação relativamente importante da eletricidade no total. Os valores referem-se a 1996 e foram obtidos com metodologia simplificada. Também estão indicados, referidos ao eixo da direita, os valores, em paridade de poder de compra, do produto per capita dos países.
Figura 2.2: Participação da eletricidade no total do consumo em Energia Equivalente. São apresentados valores históricos e projetados. 2.2. Projeção da Demanda de Energia Elétrica A Figura 2.3 mostra as projeções, em valores relativos a 1998, dos valores para o PIB, do Consumo de Energia Equivalente e o de Energia Elétrica. As taxas de crescimento do PIB, de energia e do uso de energia elétrica são indicadas, para os períodos selecionados, na Tabela 2.1. Note-se que o crescimento do PIB é relativamente modesto no período 2000 a 2005 em virtude dos reajustes admitidos na economia. Mesmo assim, as taxas de crescimento de Energia Elétrica são expressivas. Tabela 2.1: Taxas de Crescimento nos Períodos
Figura 2.3: Projeções de Crescimento do PIB, do consumo final, expresso em de Energia Equivalente, e do consumo de eletricidade. O objetivo deste trabalho é oferecer um instrumento de avaliação da demanda e das emissões associadas à produção de Energia Elétrica a partir das centrais térmicas. Outros cenários podem ser analisados com facilidade a partir da metodologia desenvolvida. 2.3. Avaliação da Evolução das Perdas, da Importação e da Participação dos Autoprodutores Para passar da demanda de eletricidade, ao nível do consumo, para a demanda a nível de geração interna (contabilizada como transformação no BEN) é necessário avaliar as perdas na geração e no armazenamento e também estimar a importação. Para vincular a demanda de geração, ao nível do consumidor, à produção de eletricidade nas usinas de uso público é necessário extrapolar a contribuição das usinas autoprodutoras. No caso da eletricidade, devemos lembrar que as variações de estoque, normalmente necessárias para fechar o balanço anual de qualquer forma de energia, são desprezíveis. Igualando oferta e demanda: Produção + Importação Líquida = Consumo Final + Perdas Temos ainda: Produção em Centrais de Uso Público = Produção Total - Produção Autoprodutores. A participação dos autoprodutores na oferta de eletricidade pode ser obtida, no Balanço Energético Nacional, dividindo-se a eletricidade gerada pelos produtores autônomos pelo total de transformação (eletricidade gerada). Para se ter uma indicação da participação das autoprodutoras na demanda bruta (incluindo perdas), deve-se adicionar ao denominador as importações líquidas. A participação dos autoprodutores na capacidade total instalada também é mostrada na Figura 2.4.
A Figura 2.5 mostra a extrapolação da participação
dos autoprodutores na oferta que é considerada tendendo para 5%, média
dos últimos 10 anos. Figura 2.5: Extrapolação das perdas na transmissão e armazenagem, da participação da importação e dos autoprodutores, relativas à demanda bruta (consumo + perdas). A oferta bruta (transformação + importação) deve se igualar à demanda bruta A Figura 2.5 mostra ainda a extrapolação das perdas onde consideramos uma redução pela introdução das térmicas (menos perdas devidas a transmissão em grandes distâncias) e maior eficiência na administração da produção e melhor repressão aos furtos. Igualmente é mostrada a extrapolação da participação das importações que supomos, como primeira aproximação, evoluírem para uma participação de 10% no atendimento da demanda. Na Tabela 2.2 são mostrados os valores usados na extrapolação. São indicados o último valor conhecido (1999) e os valores de estabilização projetados e as constantes de tempo utilizadas. Tabela 2.2: Valores Usados para Extrapolação
Pode-se também avaliar os mesmos parâmetros em função do consumo final, como é mostrado na Figura 2.6. A avaliação da demanda em função da atividade econômica e da participação na Energia Equivalente foi feita ao nível do consumidor e refere-se ao que é chamado no BEN de consumo final tornando interessante a representação dos valores projetados em função desse consumo.
Figura 2.6: Valores Históricos e Projetados em relação ao consumo final que é o valor projetado em função da atividade econômica Finalmente, considerando-se o consumo final de Energia Elétrica projetado, pode-se estimar estes parâmetros em valores absolutos como é mostrado na Figura 2.7.
Figura 2.7: Valores Históricos e Projetados de perdas, importações e participação de autoprodutores. O objetivo deste trabalho é estudar as alternativas de produção de eletricidade e seu efeito sobre a emissão de gases geradores do efeito estufa. Para operacionalizar isso, o Programa desenvolvido apresenta uma planilha resumo, em que o efeito da participação na geração de eletricidade e o das emissões pode ser facilmente visualizado a partir de alternativas. No Anexo, estão transcritas algumas dessas planilhas. No caso atual, são visualizados os valores relativos e absolutos de perdas, importação e energia gerada pelos autoprodutores em função de parâmetros adotados para a participação e para a constante de tempo. Na Tabela 2.3 são mostrados os valores das importações, perdas e produção de energia elétrica por autoprodutores para 1999 e projeções para anos intermediários. Tabela 2.3: Projeções para o Cenário de Referência para a Energia Elétrica (Twh/ano)
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