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Economia & Energia
No 23 - Novembro-Dezembro 2000  ISSN 1518-2932

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e&e No 23

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Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil – Primeira Aproximação
2000/2020

1. Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil 

2 - Demanda de Energia Elétrica

 

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2 - Demanda de Energia Elétrica

2.1. Participação da Energia Elétrica no Consumo de Energia

A projeção da participação da Energia Elétrica no consumo de Energia Equivalente permite acoplar um consumo de Energia Elétrica ao cenário econômico considerado. O procedimento adotado é semelhante ao usado para a projeção da demanda em energia equivalente.

Na Figura 2.1 é mostrada a participação da energia elétrica no total para diversos países (na medida do possível os mesmos da Figura 1.2). Pode-se ver que a participação da energia elétrica, a exemplo do ocorrido historicamente no Brasil, aumenta com a variação do PIB/hab. Ao contrário do observado em relação ao consumo da energia global, o Brasil já possuiu uma participação relativamente importante da eletricidade, quando comparado com países de PIB per capita equivalente.


Figura 2.1: Participação da Energia Elétrica no consumo global de energia, medida em Energia Equivalente. Pode-se notar que o Brasil apresenta uma participação relativamente importante da eletricidade no total. Os valores referem-se a 1996 e foram obtidos com metodologia simplificada. Também estão indicados, referidos ao eixo da direita, os valores, em paridade de poder de compra, do produto per capita dos países.


Na Figura 2.1 mostramos a evolução dos valores da participação da energia elétrica na energia equivalente e sua projeção. Para orientar a opção de consumo relativo máximo, foi  considerado que o melhor ajuste para o Brasil corresponde a um limite superior em 33% para a participação da eletricidade. Por outro lado, a média dos nove países mais ricos é de 39%. Também foi considerado um ajuste para um valor limite futuro de 34%. Este valor é ligeiramente superior ao do melhor ajuste e leva em conta uma recuperação indicada no cenário do PIB per capita e os valores superiores dos países mais ricos. O ajuste e a projeção, para o valor limite considerado (34%), podem ser vistos na Figura 2.2.

Figura 2.2: Participação da eletricidade no total do consumo em Energia Equivalente. São apresentados valores históricos e projetados.

2.2. Projeção da Demanda de Energia Elétrica

A Figura 2.3 mostra as projeções, em valores relativos a 1998, dos valores para o PIB, do Consumo de Energia Equivalente e o de Energia Elétrica. As taxas de crescimento do PIB, de energia e do uso de energia elétrica são indicadas, para os períodos selecionados, na Tabela 2.1.

Note-se que o crescimento do PIB é relativamente modesto no período 2000 a 2005 em virtude dos reajustes admitidos na economia. Mesmo assim, as taxas de crescimento de Energia Elétrica são expressivas.

Tabela 2.1: Taxas de Crescimento nos Períodos

 

 

1995-2000

2000-05

2005-10

2010-15

2015-20

PIB

 

2.1%

2.1%

3.5%

3.3%

3.6%

Energia Equivalente

3.8%

3.2%

4.1%

3.7%

3.8%

Energia Elétrica

4.3%

3.8%

4.4%

3.8%

3.9%

Figura 2.3: Projeções de Crescimento do PIB, do consumo final, expresso em de Energia Equivalente, e do consumo de eletricidade.

O objetivo deste trabalho é oferecer um instrumento de avaliação da demanda e das emissões associadas à produção de Energia Elétrica a partir das centrais térmicas. Outros cenários podem ser analisados com facilidade a partir da metodologia desenvolvida.

2.3. Avaliação da Evolução das Perdas, da Importação e da Participação dos Autoprodutores

Para passar da demanda de eletricidade, ao nível do consumo, para a demanda a nível de geração interna (contabilizada como transformação no BEN) é necessário avaliar as perdas na geração e no armazenamento e também estimar a importação.

Para vincular a demanda de geração, ao nível do consumidor, à produção de eletricidade nas usinas de uso público é necessário extrapolar a contribuição das usinas autoprodutoras. No caso da eletricidade, devemos lembrar que as variações de estoque, normalmente necessárias para fechar o balanço anual de qualquer forma de energia, são desprezíveis.

Igualando oferta e demanda:

Produção + Importação Líquida = Consumo Final + Perdas

Temos ainda:

Produção em Centrais de Uso Público = Produção Total - Produção Autoprodutores.

A participação dos autoprodutores na oferta de eletricidade pode ser obtida, no Balanço Energético Nacional, dividindo-se a eletricidade gerada pelos  produtores autônomos  pelo total de transformação (eletricidade gerada). Para se ter uma indicação da participação das autoprodutoras na demanda bruta (incluindo perdas), deve-se adicionar ao denominador as importações líquidas.

A participação dos autoprodutores na capacidade total instalada também é mostrada na Figura 2.4.


Figura 2.4: A participação dos autroprodutores na oferta interna, no atendimento da demanda (incluindo a atendida por importação de eletricidade) e na capacidade de geração instalada . A partir de 1985, com o funcionamento de Itaipu as importações começam a ser significativas.

A Figura 2.5 mostra a extrapolação da participação dos autoprodutores na oferta que é considerada tendendo para 5%, média dos últimos 10 anos.

Figura 2.5: Extrapolação das perdas na transmissão e armazenagem, da participação da importação e dos autoprodutores, relativas à demanda bruta (consumo + perdas). A oferta bruta (transformação + importação) deve se igualar à demanda bruta

A Figura 2.5 mostra ainda a extrapolação das perdas onde  consideramos uma redução pela introdução das térmicas (menos perdas devidas a transmissão em grandes distâncias) e maior eficiência na administração da produção e melhor repressão aos furtos. Igualmente é mostrada a extrapolação da participação das importações que  supomos, como primeira aproximação, evoluírem para uma participação de 10% no atendimento da demanda.

Na Tabela 2.2 são mostrados os valores usados na extrapolação. São indicados o último valor conhecido (1999) e os valores de estabilização projetados e as constantes de tempo utilizadas.

Tabela 2.2: Valores Usados para Extrapolação

 

Perdas

Importações

Autoprodutores

Projeção (% Demanda Bruta)

14%

8%

7%

Constante Tempo (anos)

8.0

8.0

4.0

Pode-se também avaliar os mesmos parâmetros em função do consumo final, como é mostrado na Figura 2.6. A avaliação da demanda em função da atividade econômica e da participação na Energia Equivalente foi feita ao nível do consumidor e refere-se ao que é chamado no BEN de consumo final tornando interessante a representação dos valores projetados em função desse consumo.

Figura 2.6: Valores Históricos e Projetados em relação ao consumo final que é o valor projetado em função da atividade econômica

Finalmente, considerando-se o consumo final de Energia Elétrica projetado, pode-se estimar estes parâmetros em valores absolutos como é mostrado na Figura 2.7.

Figura 2.7: Valores Históricos e Projetados de perdas, importações e participação de autoprodutores.

O objetivo deste trabalho é estudar as alternativas de produção de eletricidade e seu efeito sobre a emissão de gases geradores do efeito estufa. Para operacionalizar isso, o Programa desenvolvido apresenta uma planilha resumo, em que o efeito da participação na geração de eletricidade e o das emissões pode ser facilmente visualizado a partir de alternativas. No Anexo, estão transcritas algumas dessas planilhas. No caso atual, são visualizados os valores relativos e absolutos de perdas, importação e energia gerada pelos autoprodutores em função de parâmetros adotados para a participação e para a constante de tempo.

Na Tabela 2.3 são mostrados os valores das importações, perdas e produção de energia elétrica por autoprodutores para 1999 e projeções para anos intermediários.

Tabela 2.3: Projeções para o Cenário de Referência para a Energia Elétrica (Twh/ano)

 

1999

2005

2010

2015

2020

Perdas

57

69

75

85

102

Importação

40

45

46

52

63

Autoprodutores

24

32

38

46

55

Consumo

315

386

474

568

686

Transformação

332

410

504

601

725

Centrais Elétricas Serv. Público

308

378

465

555

670