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Demanda de Energia
Equivalente e Elétrica no Brasil – Primeira Aproximação 1. Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil 2 - Demanda de Energia Elétrica
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Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil – Primeira Aproximação 1. Demanda de Energia Equivalente e Elétrica no Brasil – Primeira Aproximação 1.1. Demanda de Energia Equivalente A conversão de demanda final em energia equivalente, para o caso do Brasil, foi anteriormente exposta e está resumida no Documento 3 que integra esse relatório. O conceito de energia equivalente busca estabelecer, para os diferentes setores da economia, uma equivalência média nos diferentes usos para as diversas fontes de energia na forma dita final em que são contabilizadas nos balanços energéticos. As eficiências de uso são tomadas em relação a um energético de referência. Nesse trabalho usamos o gás natural como energético de referência. Por uma questão de facilidade de entendimento e, para evitar estabelecer outra unidade, nos referimos a tonelada equivalente de petróleo- tep, significando10800 Mcal.Assim, 1 tep corresponde a 1167 m3 de gás natural seco. 1.2. Energia equivalente/PIB A projeção da demanda de energia equivalente depende do PIB estimado, da composição setorial da atividade econômica, da evolução tecnológica e de outros fatores não diretamente ligados à atividade econômica.
Figura 1.1: A evolução da razão Energia Equivalente/PIB mostra uma boa estabilidade e previsibilidade ao longo do período em que ela pode ser avaliada para o Brasil. O ajuste supondo uma estabilização no longo prazo, também é mostrado. A evolução do consumo em energia equivalente / PIB pode ser observada, para o Brasil, na Figura 1.l. No consumo global, como em muitos setores estudados, a relação Energia Equivalente / Produto mantém-se aproximadamente estável, mesmo em presença de substituições importantes de energéticos em uso, nos setores estudados. Para projetar este parâmetro é interessante comparar os valores brasileiros para a razão Energia Equivalente / Produto, em um ano recente, para diversos países. Foi elaborado o trabalho (Documento 4), onde foi aplicado um processo expedito de conversão de Energia Final em Energia Equivalente, usando-se as eficiências relativas médias dos energéticos para apenas três setores da economia. O resultado para países de diferentes graus de desenvolvimento (da Etiópia aos EUA) é mostrado na Figura 1.2.
Figura 1.2: O gráfico mostra a razão Energia Equivalente / PIB para diversos países colocados, da esquerda para a direita, em ordem crescente de PIB per capita. Os valores do consumo por produto são relativos ao do Brasil. O eixo secundário e a curva ao fundo indicam o PIB/hab. dos países selecionados. Pode-se notar que diferentemente do que ocorre com a razão Energia Final / PIB, que costuma decrescer na medida que o país se desenvolve, a razão Energia Equivalente / PIB não apresenta uma tendência nítida de crescimento com o desenvolvimento. Os países desenvolvidos estudados apresentam, no entanto, valores superiores ao observado no Brasil. Como foi visto na Figura 1.1, a tendência histórica é de aumento desta razão. Para projetar esta variável está em elaboração um módulo Energia Equivalente / Produto que permite, frente a uma hipótese de evolução futura, estabelecer a trajetória esperada considerando a inércia do comportamento anterior. Algumas telas geradas, são mostrada no Anexo 2. Foram considerados, na extrapolação, os valores históricos para o Brasil e os valores de Energia Equivalente / produto de outros países mostrados nas figuras anteriores. Os nove países mais ricos apresentam um consumo de energia por produto 1,4 vezes o do Brasil. A média dos países europeus e do Japão é de 1,15. Esses valores serviram de base para que adotássemos o valor de 1,2 como tendência futura. O Gráfico da Figura 1.3 mostra o ajuste considerando os valores do passado e os supostos para o futuro.
Figura 1.3: Extrapolação do parâmetro Energia Equivalente / PIB. Os valores históricos, o ajuste e a projeção são mostrados no Gráfico à esquerda. Os valores para outros países, mostrados na figura anterior, serviram para orientar a escolha do valor limite. Esta aproximação leva em conta apenas os fatores globais. Estamos elaborando um módulo setorial que permitirá considerar as variações das contribuições setoriais. Isso permite apresentar uma avaliação independente da demanda de energia que pode diferir das consideradas no planejamento dos setores energéticos envolvidos cujo grau de detalhe é, geralmente, maior. Em contrapartida, a metodologia permite avaliar a demanda para diferentes cenários econômicos. 2. Demanda de Energia Elétrica (próxima página)
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