ANO VIII - Nº. 230, em 30 de outubro de
2009.
Crônica
LANÇAMENTO DE LIVROS
O JORNALEGO chega ao
número duzentos e trinta! Em vista do alentado acervo dos escritos estou
querendo contrariar meus pensamentos originais de não publicar nenhum dos
textos, deixando-os vagar pelo web espaço. Mudando de opinião, planejo
publicar quatro livros com parte do material disponível. Já trabalho na
composição dos mesmos. Espero concluí-los em 2010.
Primeiramente farei
uma reimpressão de um opúsculo com 24 contos que lancei em 2005, apoiado pela
editoria da Economia & Energia, minha hospedeira na Internet. Coletânea que
atende pelo nome de Pessoa, Persona, Personagens.
Depois, será
a vez de um livro de contos que se chamará Criaturas do Acaso. Essa
expressão foi colhida num romance de Alexandre Dumas Filho, A Dama das
Camélias, em contexto diferente do que pretendo dar. Por que escolher aquele
título? A ocorrência de vida na Terra passa por uma série interminável de
acasos, circunstâncias e possibilidades, todos favoráveis à consecução desse
fim, que não foram até agora encontrados em outros planetas. Há quem creia que
foi Deus que a tenha criado, o que não afasta o acaso de ele ter escolhido nosso
corpo celeste (sem trocadilhos) como habitat da raça humana. Depois, vem
o milagre de se criar uma determinada vida, entre milhões de possibilidades,
pois, inúmeros são os espermatozóides que participam em cada tentativa de
geração; trata-se de uma grande obra do acaso. Para finalizar, a criação de um
personagem literário, entre a miríade de alternativas existentes na cabeça do
autor é outro produto do acaso. Esse livro terá por volta de três dezenas de
contos selecionados. Contos que eu reputo os melhores da minha coleção.
O terceiro livro
levará o jocoso nome de Cro-Co-Di-los. Cro de crônicas, Co
de contos e Di-los que equivale a “eu os disse”. Será uma coletânea de
textos mais ligeiros e leves do que os que pretendo publicar no livro anterior.
Finalmente, um livro
de prosa poética que terá como título o neologismo Proesias. Poesias
livres de rima, versos de pé quebrado e prosa com ares de poesia.
Depois de impressos,
o primeiro passo será registrá-los junto às Bibliotecas Públicas. Imediatamente
após, procurarei alguns concursos literários e inscreverei algum deles para ver
no que dá. Abaixo o complexo de vira-lata!
Agora é que vem o
busílis. Colocá-los à venda em livrarias? Talvez seja um sonho inviável para um
autor desconhecido. Sem contar com uma editora que faça um bom trabalho de
promoção, divulgação e distribuição, fica difícil. Promover uma sessão de
autógrafos onde, por certo, contaria com a presença de parentes, de amigos, de
colegas e de conhecidos, não me satisfaz. Vou presentear alguns exemplares à
minha periferia mais periférica e guardarei o resto para uma outra
oportunidade.
Que oportunidade
seria essa? Já bolei. Quando do meu passamento (qrande eufemismo para a morte)
farei (ou farão seguindo minhas instruções) distribuir a tetralogia entre os
participantes do velório antes da cremação.
Não é uma bela
ideia? Nada de morbidez ou coisa semelhante. Pretendo com isso fazer uma
perpetuação temporária (isso deve ser um oxímoro) da minha extinta passagem
por este “vale de lágrimas”; uma celebração (sem festa) à vida, com oferecimento
de presentes aos presentes. “Gracias a la Vida, que me ha dado tanto!”
Sairão todos felizes sobraçando os livrinhos que, espero, mereçam ser lidos.
Caso contrário virei puxar a perna dos leitores inadimplentes.
Essa sessão de
lançamento dos livros contará com o autor de corpo presente e com livros adrede
autografados, faltando, por motivos óbvios, as dedicatórias pessoais. Esse, um
exercício muito cansativo e criativo, o grande motivo porque resolvi não
promover o lançamento da minha obra ao vivo.
Espero que todos
venham prestigiar este lançamento (com duplo sentido). A concretização da
segunda parte desse projeto deve demorar, não sejamos ansiosos!
Fica mantido, por
enquanto, meu epitáfio virtual: “Aqui jaz um homem que nunca escreveu um
romance”.