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Economia & Energia
Ano XVIII-No 92
J
aneiro/Março 2014
ISSN 1518-2932

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Energia e Emissões de CO2 no  Estado do Amazonas

 

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Nº 92: Janeiro/ Março de 2014

Energia e Emissões de CO2 no
 Estado do Amazonas

Autor: João Antonio Moreira Patusco

E-mail: jmpatusco@gmail.com

1.  Síntese

 

O Brasil, pelas suas dimensões continentais, proporciona que cada Estado brasileiro tenha algumas características peculiares, nas áreas econômica, social e de uso da energia, que o diferencia das demais Unidades da Federação.

O artigo evidencia estas características, tendo como foco principal analisar e comparar indicadores de energia relacionados com socioeconomia e emissões de partículas, da Unidade da Federação com o Brasil e com os demais estados. É apresentado o ranking do Estado do Amazonas (AM) diante dos demais estados brasileiros, para uma seleção de 42 indicadores.

2. Características Demogficas e Econômicas

O Amazonas é um estado brasileiro, localizado no Norte do país, sendo o maior deles em território, com uma área de 1.570.745,68 km², constituindo-se na nona maior subdivisão mundial, sendo maior que as áreas da França, Espanha, Suécia e Grécia somadas. Seria o décimo oitavo maior país do mundo em área territorial, pouco superior à Mongólia. É maior que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados.

Seus limites são com o estado do Pará ao leste; Mato Grosso ao sudeste; Rondônia e Acre ao sul e sudoeste; Roraima ao norte; além da Venezuela, Colômbia e Peru ao norte, noroeste e oeste, respectivamente.

A economia baseia-se fortemente na indústria, sendo que as áreas de eletroeletrônicos, automobilística, e de petróleo e gás natural, têm maior destaque. O Estado detém o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) da região Norte (30% do PIB da região), sendo que um pouco mais de 80% do PIB está concentrado na capital Manaus. O Estado também possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) (empatado com o Amapá) da região.

O setor primário, com cerca de 7% do PIB, é menos relevante na economia estadual, com produção de praticamente todo tipo de produto da lavoura temporária, com maior vocação para uso interno. Na silvicultura, o estado produz produtos alimentícios como o açaí, castanha-do-pará (também chamada castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia) e umbu, além de látex coagulado e produtos oleaginosos. Há também produção de fibras, como o buriti e piaçava. O estado caracteriza-se por ter a segunda maior produção de açaí, sendo superado apenas pelo Pará. A exportação de peixes, como surubins, piramutabas e ornamentais são relevantes no setor primário.

A Região Metropolitana de Manaus se destaca por sediar a quase totalidade da produção do setor secundário do Estado (perto de 42% do PIB), caracterizado pela Zona Franca de Manaus (ZFM), o principal centro industrial da Região Norte brasileira. Foi implantado pelo regime militar brasileiro com o objetivo de viabilizar uma base econômica na Amazônia Ocidental, promovendo melhor integração produtiva e social dessa região ao país e garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras.

A biodiversidade da Região Amazônica é única, e a mais rica do mundo. Suas florestas concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. Estima-se em cerca de um milhão de espécies animais e vegetais, incluindo mais de 2.000 tipos de peixes, 2.500 tipos de pássaros, 3.500 tipos de árvores com mais de 30 cm de diâmetro e 300 espécies de répteis, cobras e lagartos. Das 483 espécies de mamíferos existentes no Brasil, 324 vivem na Amazônia (67%); das 141 espécies de

morcegos, 125 voam na região. Com 30 milhões de espécies, os insetos formam o maior grupo de seres vivos na Terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na Amazônia está um terço deles. Esta biodiversidade constitui uma reserva estratégica para a sobrevivência do ser humano, na medida em que possui uma considerável reserva de plantas alimentícias, bem como de plantas medicinais.

Com estas características especiais, o turismo de recreação e científico aparece com destaque no setor de prestação de serviços (Terciário) do Estado, este respondendo por algo em torno de 51% do PIB, indicador menor do que o verificado no Brasil, de 68%.

A Argentina é um grande importador de produtos do Amazonas, respondendo por mais de um quarto das exportações do Estado. Dentre os principais produtos estão motocicletas e ingredientes para a preparação de bebidas.

3. Ranking Estadual:

Paradoxalmente, o Amazonas com a mais rica biodiversidade do mundo, é o estado brasileiro com maior indicador de emissões de CO2 por unidade de energia consumida. De fato, com emissões de 2,24 tCO2/tep, o Estado supera em muito o indicador médio do Brasil, de 1,54 tCO2/tep, e se aproxima do indicador mundial, de 2,38 tCO2/tep.

As altas emissões relativas são resultado da forte presença de combustíveis fósseis na matriz de Oferta Interna de Energia (OIE), de 82,5%, percentual que coloca o Estado em último no ranking nacional – maior agressão ao meio ambiente-, e que supera em muito o indicador do Brasil, de 56%. A oferta de eletricidade, quase que totalmente com origem em óleo e gás, é a razão principal do alto nível de fósseis.

Em 2012, o Amazonas emitiu 10,2 milhões tCO2, correspondendo a 2,3% das emissões nacionais, a duas vezes as emissões do Paraguai e a uma vez e meia as emissões do Uruguai. A OIE foi de 4,5 milhões tep de energia, 1,6% da demanda nacional, e igual ao consumo total de energia do Paraguai, com 6,6 milhões de habitantes.

Em razão de uma indústria bem desenvolvida e com alto índice de mão-de-obra, o Amazonas apresenta o maior PIB per capita dos estados do Norte e Nordeste, de 10.595 US$/hab (11º no ranking nacional), para uma população de 3,54 milhões (15º no ranking nacional). O PIB per capita do AM é 13% inferior ao nacional e 71% inferior ao do Distrito Federal, o maior do País.

Em termos de OIE per capita, com indicador de 1,27 tep/hab, o Estado se posiciona em primeiro lugar nos estados do Norte e em 12º no ranking nacional. O indicador fica 12% abaixo do indicador do Brasil, de 1,45 tep/hab; e 52% abaixo do indicador do Espírito Santo, de 2,63 tep/hab, o maior do País. O indicador mundial é de 1,88 tep/hab.

Com uma frota de 271 mil veículos leves (18º no ranking), o AM se posiciona com um baixo indicador de veículos por habitante, de 76 por mil hab (21º no ranking nacional, 5º na Região Norte e 43% do nacional), e se posiciona com alto indicador de consumo de energia do Ciclo Otto (gasolina + etanol + gás), por veículo, de 1,74 m³ de gasolina equivalente ano (9º no ranking e 135% do nacional). Trata-se de indicadores característicos de concentração de renda – baixo número de veículos concentrados nas classes de maior renda, e alto consumo específico.

Um maior consumo relativo de lenha e carvão vegetal na cocção de alimentos, de 0,096 tep/hab, contra o indicador nacional de 0,036 tep/hab, é outro indicador do AM que mostra maior presença relativa de classes de menor renda na economia.

Ranking de Energia, Emissões e Socioeconomia

fig_1_enrg_emiss_socioec

Nota: quanto maior a posição no ranking piores são as condições do indicador em termos de desenvolvimento econômico e de agressão ambiental.

4.  Terminologia e Conceitos Energéticos

A Oferta Interna de Energia (OIE), ou Demanda Total de Energia, ou Total Primary Energy Supply (nome em inglês), representa toda a energia necessária para movimentar a economia de um estado, região ou país. A OIE e suas relações com informações econômicas, demográficas e de emissões de partículas, se configuram nas mais importantes variáveis para análises e comparações entre regiões.

A OIE se decompõe em dois grupos de usos, o primeiro corresponde à energia consumida nos setores econômicos (Consumo Setorial de Energia); e o segundo corresponde aos usos e perdas da Indústria de Energia, cuja produção se destinada ao primeiro grupo. O primeiro grupo cobre o consumo final de energia nos setores industrial, residencial, transportes, serviços e agropecuária, além dos usos não energéticos (solventes, asfalto, lubrificantes,

dentre outros). O segundo grupo cobre os usos para calor de processo, força motriz e iluminação nos processos de produção e transformação de energia; as respectivas perdas térmicas destes processos; e as perdas na distribuição e armazenagem de energia.

Assim:

OIE = Consumo Setorial de Energia + Indústria de Energia

A tonelada equivalente de petróleo (tep) é a unidade padrão que possibilita a soma de quantitativos de diferentes formas de energia nas suas unidades comerciais. Cada fonte de energia libera mais ou menos calor quando da sua combustão (queima). A lenha, por exemplo, libera 3.100 calorias por grama (cal/g), ou 3,1 Gcal/t, quando da combustão. A gasolina libera 10,4 Gcal/t e para o petróleo se utiliza o indicador médio de 10 Gcal/t. Assim, a razão entre o indicador da lenha e o do petróleo, resulta em 0,31 tep/t, fator que converte toneladas de lenha em tep. O fator da gasolina seria de 1,04 tep/t. Este é o critério que permite somar todas as formas de energia na unidade padrão “tep”.

As emissões de CO2 são calculadas a partir de coeficientes que são obtidos das reações químicas que ocorrem quando da combustão de cada fonte fóssil de energia em presença do oxigênio do ar. Os coeficientes dos diferentes tipos de carvões ficam entre 3,5 e 4 tCO2/tep; os de petróleo e derivados entre 2,5 e 3,4 tCO2/tep e os de gás natural entre 2 e 2,4 tCO2/tep.   

5. Oferta Interna de Energia (OIE)

A OIE do AM, em 2012, foi de 4.474 mil tep (1,6% do montante brasileiro), sendo apenas 17,5% de fontes renováveis e 82,5% de fontes fósseis, indicadores bem distintos dos nacionais, de 42% e 56%, respectivamente. Na estrutura da OIE, o gás natural, com elevado uso na geração de energia elétrica, e a lenha por seu maior uso na cocção de alimentos, se destacam em relação às médias nacionais.

 Matriz de Oferta Interna de Energia, por Fonte (%)

fig2_matriz_of_energ

5.1 Emissões de CO2

O AM emitiu, em 2012, 10,2 milhões de toneladas de CO2 (2,3% das emissões brasileiras). Devido à maior presença de fósseis na OIE, o AM emite 2,27 tCO2 por tep da OIE (último no ranking nacional – maior agressão ambiental pelo uso de energia), contra a média do Brasil de 1,54 tCO2/tep. Não obstante, o indicador é um pouco inferior ao mundial, de 2,38 tCO2/tep.

Emissões de CO2 por Fonte de Energia ssil (%)

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Na distribuição por fonte, o óleo fica com 72% das emissões e o gás com 28%, embora na OIE as participações sejam iguais. A justificativa está nos maiores coeficientes de emissões de petróleo e derivados, por tep, em relação ao gás. As emissões per capita do Estado são de 2,9 tCO2, 28% superior ao indicador nacional, de 2,27 tCO2/hab.

A demanda de energia destinada à geração elétrica, com 55%, tem a maior participação nas emissões de CO2 do AM. Em seguida vem o transporte, com 24% das emissões. Os demais setores, como agro, serviços, industrial e residencial, respondem por 21% das emissões, contra os 43% da média brasileira. A baixa participação da indústria decorre do elevado uso de energia elétrica na produção de eletroeletrônicos e motos, em combinação com o baixo uso de combustíveis fósseis.

Emissões de CO2 por Atividade (%)

fig4_emiss_co_ativ

5.2 Comércio Externo de Energia

Da OIE de 4.474 mil tep, o AM importa apenas 144 mil (3%), o menor percentual entre os estados que apresentam dependência externa de energia. O Estado é importador e exportador de petróleo e derivados, tendo dependência líquida de 5% das necessidades destes produtos. A produção primária do Estado foi de 6.602 mil tep, em 2012, sendo que, no caso de gás natural, da produção de 4.158 mil tep, 1.967 mil tep foram reinjetados em poços de petróleo e 215 mil tep não foram aproveitados (queima). Isto dá ao AM um potencial para passar a exportador de energia, na medida em que o gás substitua derivados de petróleo nos mercados consumidores do estado.

Superávits e Déficitis de energia - % sobre a OIE

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5.3 Oferta Interna de Energia, por Atividade

A desagregação da OIE do AM em Consumo Final Setorial (CFS) e Indústria de Energia (IE) mostra diferenças em relação ao Brasil, em razão, principalmente, da maior participação relativa de geração elétrica em termelétricas, o que proporciona elevadas perdas térmicas. O Estado, com expressivos 50,2% de participação da IE na OIE, mostra o maior indicador no ranking nacional. No Brasil, a IE absorve apenas 18,6% da OIE e no mundo o indicador é de 35%, este, também, com elevada participação de oferta de eletricidade por termelétricas.

Em 2012, dos 4.474 mil tep da OIE do AM, 2.245 mil tep foram utilizados na Indústria de Energia e 2.228 mil tep foram consumidos nos setores econômicos. Cabe ressaltar que cerca de 180 mil tep da IE, referentes a perdas comerciais de energia elétrica, deveriam ser contabilizados no consumo final setorial, para uma comparação mais equitativa com a média nacional. No caso, a IE passaria a uma participação de 46% na OIE.

Destino da Oferta Interna de Energia (%)

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5.3.1 Indústria de Energia

Observa-se no gráfico a seguir que as Perdas Elétricas respondem por 72,2% dos usos de energia na Indústria de Energia do AM, aí consideradas as perdas térmicas e as perdas na transmissão e distribuição. “Outras Perdas”, que ocorrem na exploração e produção de petróleo, na refinaria e nas carvoarias-, respondem por 18,4%. Já o Consumo Próprio, responde por 9,4% da IE, e ocorre, principalmente, na extração de petróleo e gás, no campo de Urucu, em Coari; e na Refinaria de Manaus (REMAN). São percentuais bem distintos dos verificados no País.

Destino dos Usos de Energia na Indústria de Energia

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5.3.2 Consumo Final Setorial

No Consumo Final Setorial de energia do AM, observa-se predominância do setor de transportes, com 41,3% e do setor residencial, com 25,3%. A indústria, embora com um pouco mais de 40% do PIB do Estado, é muito pouco intensiva em energia. Em decorrência, os usos não energéticos são, também, baixos. Assim, os demais setores econômicos ganham proporção no CFS.

Consumo Final, por Setor Econômico (%)

fig8_cons_finl_setr_econ

5.3.2.1 Consumo Industrial de Energia

A indústria do AM consome apenas 0,4 milhão tep de energia, equivalente a 0,4% do consumo industrial nacional. Na matriz por fonte de energia, assume relevância o uso da eletricidade, com 45% de participação, mais do dobro da participação nacional. A biomassa, com 27% de participação, vem em seguida, tendo como principal vetor o uso da lenha na produção de alimentos e de cerâmica.

Matriz do Consumo Industrial de Energia, por fonte (%)

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5.3.2.2 Consumo de Energia nos Transportes

Na matriz de transporte sobressaem, em comparação com o BR, o modo hidroviário e o aéreo, o primeiro pelas condições especiais de navegação fluvial do Estado e o segundo pela posição geográfica estratégica de Manaus como ponto de reabastecimento de aeronaves em trânsito.  

Matriz de Consumo de Energia em Transportes, por Modal (%)

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Na matriz de transportes por fonte de energia, destaca-se o agregado “Outros”, em razão do uso de querosene de aviação e do abastecimento de óleo combustível a navios nacionais – o abastecimento a navios estrangeiros é considerado como exportação. O Estado apresenta baixa produção de etanol, o que leva a menores proporções do uso nos transportes. A gasolina “A” apresenta a maior participação no consumo total do setor, com 38,1%, vindo em seguida o diesel, com 35,3%, situação diferenciada da do Brasil, em que o diesel tem a maior proporção. 

Matriz de Consumo de Energia em Transportes, por Fonte (%)

cons_energ_transp

No Ciclo Otto – combustão por centelha de gasolina, etanol e gás-, em gasolina equivalente, o Estado apresenta indicador de consumo per capita 42% inferior ao nacional (0,126 m³/hab e 0,219 m³/hab, respectivamente). Já no consumo por veículo, o AM mostra indicador 35% superior ao do Brasil (1,74 m³/veículo e 1,29 m³/veículo, respectivamente), o que caracteriza maior concentração de renda. O baixo indicador de veículos por habitante corrobora com a afirmativa de maior concentração de veículos nas classes de maior renda, o que aumenta o consumo por veículo – maior proporção de veículos novos, com maior potência e maior percorrido médio anual.

Relação entre o Consumo da UF e o do Brasil (Ciclo Otto)

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5.3.2.3 Consumo Residencial de Energia

O estado do AM apresenta consumo per capita de lenha e carvão vegetal, no setor residencial, bem superior ao do Brasil, de 0,096 tep/hab e 0,036 tep/hab, respectivamente. Este maior consumo de biomassa é reflexo do menor consumo de GLP, 26% abaixo do indicador nacional e próximo do indicador do estado de menor consumo. No consumo de eletricidade, o Estado mostra indicador 28% inferior ao nacional, de 439 kWh/hab e 606 kWh/hab, respectivamente (cabe esclarecer que o indicador do AM é semelhante ao nacional, ao se realocar as enormes perdas comerciais aos setores de consumo).

Em 2012, da oferta total de energia elétrica do Estado, de 9.509 GWh, 37,5% corresponderam a perdas comerciais e técnicas na distribuição (3.567 GWh), percentual muito superior ao do Brasil, de 16%.

Setor Residencial: Relação entre o Consumo per capita da UF e do Brasil

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Assim, na matriz de consumo residencial de energia do Estado observa-se uma maior participação da biomassa, em relação ao Brasil. O maior consumo de biomassa, com eficiência de uso entre 1/7 e 1/10 da eficiência de fogões a GLP, proporciona ao Estado um maior consumo per capita da energia total residencial em relação ao Brasil, de 0,159 tep/hab e 0,123 tep/hab, respectivamente.

Matriz Residencial de Consumo de Energia, por Fonte (%)

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5.3.2.4 Consumo de Energia na Agricultura

Na agricultura, o AM ocupa o 22º lugar na produção de grãos e o 20º em efetivo de bovinos, o que resulta em baixo consumo de energia no setor. O consumo de lenha na fabricação de farinha de mandioca e de doces, e no preparo de ração para animais, acaba prevalecendo perante as demais fontes de energia. O consumo total de energia per capita do Estado, de 0,039 tep, é 28% inferior ao do Brasil, de 0,054 tep/hab.

 Matriz de Consumo de Energia na Agricultura, por Fonte (%)

matriz_consumo_agr

6. Usos Finais Totais de Energia, por Fonte

Adicionando ao Consumo Final Setorial o Consumo Próprio da Indústria de Energia, o gráfico a seguir apresenta a estrutura de participação das diferentes fontes de energia. Pelas características já comentadas, o óleo se mostra com a maior participação, devido ao uso em transportes e, também, a eletricidade, devido às características da indústria, mais intensiva no uso desta fonte de energia. O uso do gás natural se deve quase que exclusivamente à exploração e refino de petróleo, da Indústria de Energia.

Matriz de Usos Finais de Energia, por Fonte (%)

Matriz Usos Finais

Cabe ressaltar que a participação da eletricidade passaria a 26%, caso as perdas comerciais do AM fossem equiparadas à média nacional, o que deslocaria cerca de 180 mil tep para os setores econômicos.

7. Oferta Interna de Energia Elétrica

Na Matriz de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) – subconjunto da matriz de OIE-, observa-se que no AM, em relação ao Brasil, sobressaem maiores participações de óleo e gás natural, e as menores participações de hidráulica e biomassa. Assim, as fontes renováveis ficam com participação de 13,7% no Estado, contra o indicador nacional de 84%.

 

 Matriz de Oferta de Energia Elétrica, por Fonte (%)

mariz_oferta

 

 Balanço Energético Simplificado (2012)

fig18

Autor: João Antonio Moreira Patusco

E-mail: jmpatusco@gmail.com

Fones: (55 61) 9963 0790 e 3248 1706 / 5402

 

Em 27 de novembro de 2013

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Monday, 12 May 2014
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