Economia & Energia
Ano II - No 9
Julho/Agosto/1998

Olla_de_oro5362.gif (580 bytes) Página Principal
Olla_de_oro5362.gif (580 bytes)Economia e Termodinâmica
Olla_de_oro5362.gif (580 bytes)Acumulação de Capital na Economia Brasileira
Olla_de_oro5362.gif (580 bytes)Crescimento Econômico 1997 a 2010
Olla_de_oro5362.gif (580 bytes)
Vínculos e&e

Olla_de_oro5362.gif (580 bytes)BEN98

Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a
marcos@rio-point.com
Revisado:
Sunday, 13 December 1998.

http://ecen.com

SINOPSE DO BALANÇO ENERGÉTICO   NACIONAL 1998

DESTAQUES ENERGÉTICOS

Produção: Ministério de Minas e Energia
Contactos: João Antônio Moreira Patusco
patusco@mme.gov.br

Em 1997, o consumo final de energia cresceu 6,1%, apresentando elasticidade de 2,0 em relação ao PIB e incremento de 0,25 ponto em relação à elasticidade de 1996. Este aumento da elasticidade se deve, em parte, ao aumento do consumo de eletricidade nos Setores Comercial e Residencial e ao aumento do consumo de querosene de aviação e de díesel no Setor de Transportes.

As reservas totais (medidas, indicadas e inferidas) de petróleo, LGN e gás natural atingiram 16,9 bilhões de barris equivalentes de petróleo - bep, em dezembro de 1997, volume 19,9% superior ao de 1996. Ao se considerar somente as reservas medidas de petróleo, de 7,0 bilhões de barris, verifica-se que correspondem a cerca de 22 anos da produção atual.

A produção média de petróleo foi de 843 mil barris/dia, em 1997, (869 mil, se incluído LGN), crescendo 7,3% em relação a 1996. O consumo de derivados de petróleo cresceu 7,7% (1599 mil bep/dia, incluindo o consumo próprio do Setor de Petróleo). No mesmo ano, as importações de petróleo e derivados chegaram a 852 mil bep/d e as exportações a 89 mil bep/d. Neste contexto, a dependência externa de petróleo e derivados ficou em 46%, igual à de 1996.

A exemplo de 1996, o querosene de aviação e a gasolina automotiva apresentaram expressivas taxas de crescimento de consumo, 12,5% e 8,9%, respectivamente. Considerando o consumo automotivo total de gasolina e álcool, observa-se uma forte queda nas taxas de crescimento, de 10,7% em 1996 para 3,6% em 1997. Assim, após três anos de elevadas taxas de crescimento do consumo e atendidas as demandas reprimidas resultantes do período recessivo de 1990/93, o consumo de combustível do ciclo otto volta a ter desempenho mais próximo ao do crescimento econômico.

O consumo de álcool automotivo foi de 13,3 milhões de m3 em 1997, 3,9% inferior ao consumo de 1996. Em razão do volume de vendas de veículos novos a álcool ter ficado abaixo do montante de carros sucateados, o que provocou a redução e o envelhecimento da frota, o consumo de álcool hidratado decresceu 8,7% em 1997. Já o consumo de álcool anidro acompanhou o crescimento do consumo de gasolina, mas não foi suficiente para evitar a formação de estoques de álcool, acima de 2 milhões de m3.

Em 1997 foram incorporados ao mercado interno cerca de 1,9 milhões de automóveis ciclo otto, que consumiram, segundo estimativas, cerca de 1,7 milhões de m3 de gasolina e álcool. No mesmo ano, foram acrescidos ao mercado 0,9 milhões de m3 deste combustível (gasolina e álcool), quantidade menor que a exigida pela nova frota.Assim, cálculos estimados indicam que houve uma redução de 2,5% no consumo médio por veículo em 1997, situação inversa à verificada em 1996, quando houve um aumento de cerca de 5,1% .

O consumo de energia elétrica cresceu 6,4%, em 1997, (elasticidade de 2,1 em relação ao PIB), impulsionado pelos desempenhos dos Setores Comercial (9,8%)e Residencial (7,3%), bem superiores ao desempenho da Indústria (4,6%). Embora com menor vigor, o consumo residencial continua sendo impulsionado pelas novas ligações e pela incorporação de bens de consumo durável, principalmente pelas classes menos favorecidas, que têm seu poder de compra aumentado com a redução da inflação. No Comércio, o consumo de energia elétrica continua refletindo a expansão e modernização dos serviços e o uso mais intenso de aparelhos de ar condicionado, além da abertura de grandes centros comerciais.

Ainda, em relação ao Setor Residencial, cabe acrescentar que, mesmo tendo havido um acréscimo de cerca de 1,4 milhão de novas contas em 1997, o consumo médio por conta apresentou crescimento de 2,9% (cerca de 175 kWh/mês), ainda expressivo, mas em processo de desaceleração em relação aos anos anteriores (4,7% em 1996 e 8,8% em 1995).

No Setor Industrial (exclusive a Indústria de Energia), é relevante mencionar que, pelo quarto ano consecutivo, o consumo de eletricidade apresentou elasticidade menor que um em relação ao Valor Agregado -VA do seguimento. Em 1997, alguns ramos industriais intensivos em energia apresentaram taxas de crescimento da produção física abaixo do PIB, como Ferro - Ligas (-12,9%) e Alumínio (-0,8%) e outros apresentaram desempenho bem acima do PIB, como Cimento (10,1%), e Química (7,5%). Os mais intensivos em eletricidade foram os que cresceram menos, o que explica um menor crescimento no consumo da eletricidade industrial. Nesse contexto, o consumo de energia industrial (exclusive a Indústria de Energia) apresentou crescimento de 4,6% em relação a 1996, com elasticidade de 1,5 em relação ao PIB e de 0,77 em relação ao VA Industrial.

 

DADOS GERAIS DO BRASIL

Área do Brasil (km2)

8511965

     
Densidade Demográfica (hab/km2)

18,8

     
População Urbana - 1990 (%)

73,9

     
Taxa de Câmbio-média de 1997 - R$/US$

1,078

     
Moeda Nacional

Real

     
Idioma Oficial

Português

     

ESPECIFICAÇÃO

UNIDADE

1996

1997

%

População

10^6

157,8

159,8

1,27

Produto Interno Bruto - PIB

10^9US$(96)

776,5

800,0

3,03

Per Capita

US$(96)

4921

5006

1,7

Oferta Interna de Energia

10^6 tep

230,6

242,8

5,3

Per Capita

tep

1461

1519

4,0

Por PIB

kep/mil US$

297,0

303,5

2,2

Consumo Final de Energia

10^6 tep

209,0

221,8

6,1

Oferta de Eletricidade

TWh

327,8

348,5

6,3

Geração de Eletricidade

TWh

291

308

5,8

Produção de Petróleo(+)LGN

10^3b/d

809

869

7,4

Importação Total de Energia

10^3 bep/d

1285

1461

13,7

Exportação Total de Energia

10^3 bep/d

83

93

11,9

Consumo Total        
Derivados de Petróleo

10^3 bep/d

1484

1599

7,7

Gasolina e Álcool

10^3 b/p

523

539

3,1

Óleo Diesel

10^3 b/d

536

569

6,1

Óleo Combustível

10^3 b/d

236

247

4,7

Querosene de Aviação

10^3 b/d

53

59

12,5

Eletricidade Total

TWh

278

296

6,4

Eletricidade Industrial

TWh

130

136

4,6

Eletricidade Residencial

TWh

69

74

7,3

Eletricidade Comercial

TWh

35

38

9,8

Gás Natural

10^6 m3/d

16,3

17,5

7,7

Reserva Total de Petróleo(+)

Gás Natural(+)LGN

10^9 bep

14,1

16,9

19,9

Preços Médios - US$(1997)        
Petróleo (CIF)

/b

20,3

18,8

-7,4

Gasolina

/bep

129,3

145,8

12,8

Óleo Diesel

/bep

69,1

70,8

2,5

Óleo Combustível

/bep

32,7

30,4

-7,0

Álcool

/bep

165,3

194,0

17,4

Gás Natural Industrial

/bep

25,2

23,4

-7,1

Lenha

/bep

19,9

18,4

-7,5

Carvão Vegetal

/bep

19,8

21,5

8,6

Eletricidade Residencial

/bep

267,8

264,5

-1,2

Eletricidade Industrial

/bep

110,3

103,8

-5,9

Produção        
Ferro-gusa e Aço

10^6 t

25,2

26,2

3,6

Ferro-ligas

10^6 t

1,00

0,87

-12,9

Alumínio

10^6 t

1,20

1,19

-0,8

Cimento

10^6 t

34,6

38,1

10,1

Produtos Químicos

10^6 t

26,9

28,9

7,5

Papel e celulose

10^6 t

12,4

12,8

3,4

Residências com Eletricidade

%

93,0

93,6

0,6

Residências C/GLP/Gás de Cidade

%

95,2

95,5

0,3

DESTAQUES ECONÔMICOS

O Produto Interno Bruto - PIB, da economia brasileira, cresceu 3,03% em 1997, 0,12 ponto acima do crescimento de 1996, de 2,91%. Descontado um

crescimento anual da população de 1,3%, o PIB per capita do Brasil cresceu 1,8% em 1997.

Ao contrário dos anos anteriores, onde o crescimento da economia foi sustentado pela Agropecuária e pelos Serviços, em 1997 o crescimento de 3,03% do PIB foi fortemente influenciado pelo crescimento da Indústria, de 5,8%. A Agropecuária, com crescimento de apenas 1,15%, em 1997, teve nas lavouras a sustentação do seu crescimento (2,8%), situação inversa da verificada em anos anteriores (-0,8% em 96 e zero em 95) . Na mesma direção, a produção animal também apresentou comportamento inverso ao dos anos anteriores (-2,47% em 97 contra 7,8% em 96 e 12% em 95).

O baixo crescimento do Setor de Serviços (1,27%) foi influenciado, em grande parte, pelo desempenho de 0,62% de Comunicações e de 0,37% de Instituições Financeiras e Outros Serviços.

O Setor Industrial (inclusive a Indústria de Energia), cresceu 5,8% em 1997, resultado expressivo e bem superior ao verificado em 1996, de 2,0%.Nesse seguimento, as altas performances da Construção Civil (8,5%) e da Extrativa Mineral (7,3%), contrastaram com uma menor performance da Indústria de Transformação (4,1%).

wpe1.gif (995 bytes)