Economia & Energia
Ano XV-No 82
Julho/Setembro
de 2011
ISSN 1518-2932

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Editorial

As dez maiores economias e a energia nuclear:

Uso da biomassa lignocelulósica em biorrefinarias

Gripe americana

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Textos para Discussão:

As dez maiores economias e a energia nuclear:

Carlos Feu Alvim1 e Leonam dos Santos Guimarães2

O artigo analisa as dez maiores economias mundiais, nas quais se inclui o Brasil, do ponto de vista da energia nuclear, tanto com relação ao domínio do ciclo do combustível para a geração de eletricidade quando a posse de armas nucleares. Desses dez países, somente o Brasil não possui armas nucleares, enquanto os demais países ou as possuem ou compartilham essas armas com aqueles que as possuem. Neste contexto, é mostrada a importância estratégica do Brasil se manter ativo nos usos pacíficos da energia nuclear, expandindo seu domínio tecnológico e capacidade industrial instalada nos diversos setores a ela associados. Assinala ainda a conveniência do Brasil manter a posição de rejeitar o uso não pacífico da energia nuclear, como estabelecido na Constituição Brasileira e em vários acordos internacionais firmados pelo Brasil.

Iniciativas para o uso da biomassa lignocelulósica em biorrefinarias: a plataforma sucroquímica no mundo e no Brasil

Márcia França Ribeiro Fernandes dos Santos3,
Suzana Borschiver4 e Maria Antonieta Peixoto Gimenes Couto5

Petróleo, gás natural e seus derivados representam 55% do consumo mundial de energia; no entanto, eles são recursos finitos e sua predominância não vai durar mais do que algumas décadas. É  necessário encontrar substitutos para estes combustíveis e uma alternativa que se apresenta é a utilização de matéria orgânica renovável (biomassa). O artigo visa apresentar iniciativas adotadas no mundo e no Brasil sobre o uso de matérias-primas lignocelulósicas no contexto da biorrefinaria. O enfoque será dado na plataforma sucroquímica para a produção de etanol de 2ª geração, tendo em vista a posição de destaque neste segmento de mercado no agronegócio nacional. Os resultados da pesquisa bibliográfica sugerem que a tecnologia ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento e desperta grande interesse para consolidar o mercado mundial de etanol.

Ensaio:

 A gripe americana

A crença de que um resfriado nos EUA corresponde a uma gripe ou pneumonia no Brasil não é confirmada pela análises do comportamento das taxas de crescimento econômico nos dois países nos últimos oitenta anos (1930/2010); com efeito, não parece existir uma correlação entre taxas de crescimento dos dois países nesse período. Ao fazer a análise por períodos históricos menores, verifica-se que existe correlação positiva (crescimento em fase nos dois países) em alguns períodos, mas, em boa parte do tempo, a correlação é negativa.

 

Editorial:

Gripe americana e resfriado no Brasil?

Nos fizeram acreditar que um resfriado americano representa certamente uma gripe ou pneumonia por aqui, ou seja, as crises nos EUA têm resultados imediatos e mais radicais aqui do que lá. Nessa época de gripe americana, é útil discutir a veracidade histórica dessa afirmação porque o simples fato de se acreditar nela já provoca efeitos negativos em nossa economia.

Celso Furtado, contrariando essa crença corrente, assinalou que as crises na economia americana são sentidas aqui no curto prazo, mas, de modo geral, acabaram sendo benéficas para a economia brasileira no médio prazo. Ele relacionou a crise de 1929 e 1930 nos EUA com o notável ressurgimento brasileiro, já em 1932, baseado no mercado nacional.

Quando se busca uma correlação entre as taxas de crescimento americanas e as brasileiras no período 1930 a 2010, as indicações estatísticas são de que ela praticamente não existe para todo o período.

É possível separar, ao longo desses oitenta nos, períodos em que os altos e baixos da taxa de crescimento econômico dos EUA e do Brasil estão na mesma fase do ciclo e outros em que o que aconteceu nos dois países tem sinal inverso. Em uma análise preliminar, pode-se dizer que os períodos em que estiveram em fase inversa superam os que estiveram na mesma fase.

Buscando-se uma correlação linear entre as variações do PIB dos EUA e do Brasil nesses períodos, encontra-se efetivamente que, em uns, ela é positiva e, em outros, é negativa.

A mudança de intensidade e sentido da correlação nos faz pensar que a possível dependência entre o crescimento brasileiro e o americano não é direta; é muito mais complexa e, para fazer sentido, deve ser estudada por períodos históricos. O que se conclui é que a “teoria do resfriado” não explica o passado mesmo quando ainda éramos muito mais dependentes dos EUA.

 Nos últimos quinze anos estivemos em fase inversa com os EUA: em 1998 eles estavam no auge da era Clinton e o Brasil passando por um fosso em sua taxa de crescimento anual. Depois, começaram a experimentar queda no seu crescimento enquanto a economia brasileira tinha as taxas de crescimento em elevação.

No final de 2008 configurou-se uma crise nos EUA que teve reflexo no ano seguinte no Brasil, que registrou uma queda no PIB de 0,6%. O consumo, no entanto, cresceu no ano 2,4%. Em 2010, o “pibão” de 7,5% fez com que, no seu conjunto, os anos de 2009 e 2010 possam ser considerados como anos normais. O consumo cresceu, na média, 4,5%, mais que na média do período Lula (4,0%). Já o PIB cresceu 3,3%, um pouco abaixo da média, também de 4,0% ao ano do governo passado. Os dados vêm das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. A defasagem entre o crescimento da produção e do consumo foi praticamente coberta com importações e menor investimento. Ou seja, a queda do PIB em 2009 se deveu, a nosso ver, a uma redução exagerada da oferta pelo setor produtivo em virtude de uma leitura equivocada do efeito da crise americana sobre a economia brasileira.

O crescimento nos dois anos pós-crise nos EUA foi normal, passou a primeira “marola”. E agora? Entraremos na mesma fase de ciclo dos EUA?

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A análise dos dados é feita, neste número, no ensaio: A gripe americana.

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1 - Carlos Feu Alvim - Editor da Revista Economia e Energia e&e http://ecen.com. Foi o primeiro secretário brasileiro da ABACC - Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares, de 1992 a 2003.

2 - Leonam dos Santos Guimarães - Assistente do Diretor Presidente da Eletrobrás Eletronuclear S.A. e membro do Grupo Permanente de Assessoria em Energia Nuclear do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica.

3 - Márcia França Ribeiro Fernandes dos Santos - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Diretoria Executiva – CRM – Av. Franklin Roosevelt 146, 6º andar, sala 602 – Centro – Rio de Janeiro/RJ. Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cidade Universitária – Centro de Tecnologia, Bloco E – 2º nadir – DPO – Área de Gestão e Inovação Tecnológica – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21949-900. email: marciafribeiro@yahoo.com.br

4 - Suzana Borschiver - Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cidade Universitária – Centro de Tecnologia, Bloco E – 2º nadir – DPO – Área de Gestão e Inovação Tecnológica – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21949-900. email: suzana@eq.com.br

5 - Maria Antonieta Peixoto Gimenes Couto - Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cidade Universitária – Centro de Tecnologia, Bloco E – 2º nadir – DEB – Área de Processos Bioquímicos – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21949-900. email: gimenes@eq.com.br

 

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Monday, 07 May 2012
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