Economia & Energia
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1. SETOR ENERGÉTICO ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL Produção: Ministério de Minas e
Energia O Brasil está, desde 1995, caminhando firmemente na reformulação do setor energético, abrindo oportunidades para a participação do setor privado nos investimentos necessários e na responsabilidade pela garantia do suprimento nacional.
1.1. RESTRUTURAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO A restruturação do setor elétrico iniciou-se com a promulgação da Lei 8987, de 14/02/95, conhecida como a Lei de Concessões de Serviços Públicos e da Lei Setorial 9047, de 19/05/95, quando foram estabelecidos os fundamentos básicos do novo modelo e iniciada a sua abertura à participação dos capitais privados. Estas leis introduziram profundas e importantes alterações, em especial quanto: (i) à licitação dos novos empreendimentos de geração; (ii) a criação da figura do Produtor Independente de Energia; (iii) ao livre acesso aos sistemas de transmissão e distribuição; e (iv) a liberdade para os grandes consumidores escolherem seus supridores de energia. Ainda, em 1995, o Decreto 1717, de 24/11, estabeleceu as condições e possibilitou a prorrogação e reagrupamento das concessões de serviços públicos e a aprovação dos Planos de Conclusão das obras paralisadas em 22 empreendimentos de geração elétrica, equivalentes a 10.100 MW de potência. Em 1996, o Decreto 2003, de 10/09, regulamentou as condições para a atuação dos produtores independentes e dos autoprodutores. Também em 1996, foi instituída a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, pela Lei 9427, de 26/12, com a finalidade de regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no país. Em 1997, novas regulamentações ocorreram, sendo de destacar: (i) a Lei 9433, de 08/01, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; (ii) o Decreto 2335, de .07/10, que constitui a ANEEL e aprova sua Estrutura Regimental; (iii) a Portaria DNAEE 466, de 12/11, que consolida as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica, harmonizadas com o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078, de 11/09/90); (iv) a Portaria MME 349, de 28/11, que aprova o Regimento Interno da ANEEL, estabelece o Controle de Gestão e extingue o DNAEE; e (v) o Decreto 2410, de 28/11, que dispõe sobre o cálculo e recolhimento de taxa anual de fiscalização de serviços públicos por todos os concessionários, permissionários e autorizados dos serviços de energia elétrica. Outras importantes decisões ocorreram em 1998, com a publicação da Medida Provisória 1531, de 05/03, que autoriza o Poder Executivo a promover a restruturação da ELETROBRAS e de suas subsidiárias, sendo de destacar as seguintes regulamentações:
geração nos sistemas elétricos dos Estados do Acre e Rondônia, e uma outra para transmissão;
Alguns resultados podem ser apontados, resultantes das reformulações em curso. É o caso da participação privada na geração e na distribuição de energia elétrica, que, de praticamente nula em 1995, passou, em 1997, a 3% na geração e 32% na distribuição. 1.2. RESTRUTURAÇÃO DO SETOR PETRÓLEO A indústria de petróleo e gás natural esteve submetida durante 44 anos ao regime de execução exclusiva do monopólio pela empresa estatal PETROBRAS, entretanto, a partir do advento da Emenda Constitucional nº 9, de 09/11/95, foi flexibilizado esse monopólio, e pela Lei 9478, de 06/08/97, regulamentada a abertura setorial para a participação de empreendedores privados e de seus capitais, em todos os segmentos dessa importante atividade. Ainda, pela Lei 9478, foi instituída a Agência Nacional do Petróleo ANP, entidade integrante da Administração Federal Indireta, submetida ao regime autárquico especial, como órgão regulador da indústria de petróleo, vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Em 1998, pelo Decreto 2455, de 14/01, a agência foi implantada, tendo definidos sua estrutura e cargos. Assim, a PETROBRAS passa a desenvolver atividades exclusivamente empresariais, ainda vinculada ao Ministério de Minas e Energia e tendo o Estado como seu acionista majoritário. Após a sua regulamentação e vencida a etapa inicial de instalação, a ANP, além de definir as áreas que remanescerão com a PETROBRAS, estará apta a divulgar e operar um calendário de licitação de blocos, dando início a um programa de outorga de concessões para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás. 1.3. POLÍTICA ENERGÉTICA GLOBAL Em 1997, pela Lei 9478, de 06/08, foi instituído o Conselho Nacional de Políticas Energéticas - CNPE, com o objetivo de apreciar as proposições de políticas na área de suprimento e uso de energia, para encaminhamento e decisão superior do Presidente da República. Já em 14/01/98, pelo Decreto 2457, que dispõe sobre a estrutura e funcionamento do Conselho, o Ministro de Minas e Energia e o seu Secretário de Energia, são incumbidos, respectivamente, das funções de presidir e secretariar as atividades do CNPE. No momento, o Ministério de Minas e Energia toma as providências necessárias para colocar em marcha as atividades do CNPE. 1.4. CONCLUSÕES Com o início de operação da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, no final de 1997 e da ANP - Agência Nacional de Petróleo, no início de 1998 e, também, a criação do CNPE - Conselho Nacional de Políticas Energéticas, inaugurou-se uma nova etapa na evolução do setor energético brasileiro, caracterizada por uma ampla abertura de seus mercados, eliminação de monopólios e retirada do Estado de funções próprias de um empreendedor. O quadro 1, anexo, apresenta a nova estrutura do Setor Energético Brasileiro e o anexo 1 apresenta os endereços, principais gerentes e estruturas das principais entidades envolvidas na gestão, controle, regulamentação e execução desse setor. 2. CARACTERÍSTICAS DO PLANEJAMENTO DA EXPANSÃO DO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO 2.1. PLANO PLURIANUAL DO GOVERNO O PLANO PLURIANUAL, de atualização anual, é o principal instrumento do Governo, que relaciona os Temas, Ações, Objetivos e Metas, das diferentes áreas educação, saúde, transporte, energia, comunicações, etc. para os cinco anos seguintes ao exercício findo. No setor de energia, o PLANO PLURIANUAL inclui as principais obras a serem concluídas ou iniciadas, com recursos da União, nas áreas de eletricidade e petróleo, tais como: hidrelétricas, termelétricas, linhas de transmissão e de distribuição, exploração de petróleo e de gás natural, refinarias, plantas de gás natural, gasodutos, polidutos, etc, bem como as respectivas metas a serem alcançadas. Com a eliminação de monopólios e a privatização do Setor Energético, em curso, o Estado passa a ter maior disponibilidade de recursos para aplicação em áreas tipicamente sociais (saneamento básico, saúde e educação). Assim, o Plano Plurianual passa a ser, a cada ano, menos representativo dos investimentos totais na área energética. 2.2. GESTÃO DO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO O Ministério de Minas e Energia - MME, criado em 1960, é a entidade diretamente vinculada à Presidência da República, responsável pela gestão do Setor Energético Brasileiro e encarregada de promover o adequado suprimento de energia do País. 2.3. PLANEJAMENTO DA EXPANSÃO DO SETOR ENERGÉTICO O Ministério de Minas e Energia, ao longo de sua existência e consoante suas atribuições, tem orientado o desenvolvimento energético brasileiro nas diversas dimensões: física, econômica (preços e tarifas), ambiental, social, tecnológica, regulatória e institucional. Nesta direção, o MME tem, também, coordenado e conduzido vários estudos prospectivos de energia, contemplando: (i) todas as fontes e formas de energia - eletricidade, petróleo, gás natural, carvão mineral, nuclear, biomassa, etc; (ii) as diversas estruturas físicas da oferta, comércio externo, transformação e consumo final de energia; e (iii) as diretrizes de política para cada área energética. Estes estudos têm recebido diversas denominações: "MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA", "MODELO ENERGÉTICO BRASILEIRO", REEXAME DA MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL", etc, e têm sido colocados como "Instrumento Indicativo" da expansão do suprimento e uso de energia. Para efeito deste documento, o conjunto de estudos anteriormente citado passa a ser denominado de "PLANEJAMENTO ENERGÉTICO INTEGRADO PEI". Assim, a seguir, são mencionadas as principais experiências do MME em PEI. A primeira experiência em PEI, no País, ocorreu no início da década de 70, quando o MME, em conjunto com o Ministério do Planejamento, iniciou a execução do projeto denominado "Matriz Energética Brasileira-MEB". Devido à nova "ordem econômica", imposta pela primeira crise do petróleo em 1973, este projeto foi encerrado, não tendo sido divulgado publicamente nenhum resultado parcial. Nos estudos concluídos consta a elaboração da matriz consolidada de energia de 1970 (comparável às matrizes energéticas atuais do Balanço Energético Brasileiro), demonstrando um enorme esforço de coleta de dados, que permitiu identificar as diversas relações físicas entre oferta, transformação e consumo por energético. Constam, também, nos estudos, as matrizes projetadas para os anos de 1975, 1980 e 1985, que viriam tornar-se inócuas, diante dos novos condicionantes de futuro. Outros estudos prospectivos de energia, com visão energética global, ocorreram com a instituição oficial do Balanço Energético Nacional - BEN, em 197 No período de 1976 a 1979, o BEN foi elaborado apresentando estatísticas dos últimos 10 anos e dados prospectivos relativos aos dez anos seguintes ao último exercício. As projeções eram feitas com base nos planos de expansão dos Setores Elétrico e de Petróleo. Ainda em 1975, foi criado o Programa Nacional do Álcool, bem como foram criadas condições para uma maior participação do carvão mineral na matriz energética brasileira. Já em 1979, com a segunda crise do petróleo, foi instituído o Modelo Energético Brasileiro-MEB, com características diferentes dos estudos anteriores, dado que se tratou de um instrumento de política energética baseado em metas a serem alcançadas até o horizonte do ano de 198 O objetivo principal era a redução da dependência energética de petróleo, que à época era de 85% e pesava muito na balança comercial do País. Assim, o MEB estabeleceu uma série de metas para produção de petróleo, demanda de derivados, produção de carvão mineral, álcool, lenha e carvão vegetal, além de metas em conservação e em eletrotermia. Em grande parte estas metas foram atingidas o que proporcionou a redução da dependência externa de petróleo para 43%. Com a criação do MEB, o BEN deixou de publicar dados prospectivos de energia. Mais uma experiência ocorreu na área de PEI, em 1990, com a instituição do projeto "Reexame da Matriz Energética Brasileira". Os resultados foram publicados e divulgados em 1991, contemplando uma série de diretrizes de política em cada área energética, bem como, alguns dados físicos, indicativos da oferta e demanda de energia para os anos de 1995, 2000 e 2010. 2.4. PLANEJAMENTO ENERGÉTICO SETORIAL - PES Dadas as características do Setor Energético Brasileiro, até poucos anos atras: (i) com forte participação do Estado nas atividades de produção e distribuição, (ii) com mercados praticamente cativos, e (iii) com pouca interferência das ações de uma área energética com as outras; os planejamentos dos setores elétrico e de petróleo sempre se pautaram por forte interdependência, com pouca ou nenhuma comunicação entre as partes. Com a restruturação do Setor, ora em curso - onde haverá predominância de participação do setor privado, em ambiente de livre concorrência entre um grande número de empresas produtoras e distribuidoras e, com maior possibilidade de diversificação da oferta de energia, inclusive através de interligações com outros países - o PLANEJAMENTO ENERGÉTICO INTEGRADO passa a ser instrumento praticamente indispensável como "indicativo" para a tomada de decisões de investimentos em empreendimentos energéticos. 2. PLANEJAMENTO DA EXPANSÃO DO SETOR ELÉTRICO O Brasil apresenta algumas características peculiares, que exigem um adequado planejamento da expansão da geração elétrica: (i) organização institucional complexa, em função das suas dimensões, das diferenças regionais e da necessidade de participação dos diferentes agentes públicos e privados; (ii) sistema predominantemente hidrelétrico, com grandes reservatórios de regularização plurianual; (iii) sistemas de transmissão com grandes distâncias das usinas aos principais centros de consumo; (iv) possibilidades de conexões inter-regionais com aproveitamento da diversidade hidrológica entre bacias; e (v) grande potencial de desenvolvimento de parque de geração térmica. Em função dessas peculiaridades e dos prazos de maturação dos projetos e dos estudos que antecedem sua concepção, o planejamento da expansão do sistema elétrico nacional é desenvolvido em três níveis, a saber:
Os condicionantes para estes estudos são a evolução do mercado, a disponibilidade de fontes energéticas primárias para geração, as tendências de evolução tecnológica e os impactos ambientais dos projetos. Sua periodicidade é de 5/6 anos e constitui-se na base para a elaboração dos Planos Nacionais de Energia Elétrica.
Os condicionantes desses estudos são o atendimento ao mercado com o mínimo custo, a viabilidade ambiental dos empreendimentos, a continuidade do programa de obras e o aproveitamento seqüencial adequado do potencial hidrelétrico. Sua periodicidade é de 2 a 3 anos.
Os condicionantes destes estudos são os requisitos de mercado dos diversos subsistemas, os prazos de implantação dos empreendimentos e a capacidade financeira do Setor Elétrico. A participação da iniciativa privada é também considerada, seja como produtores independentes, como autoprodutores, ou em consórcios para a construção de usinas hidrelétricas e termelétricas. Sua periodicidade é anual e resulta no Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. Em geral, os estudos do Plano Decenal consideram quatro cenários macroeconômicos, um dos quais é adotado como de "referência". Cabe à ELETROBRAS Centrais Elétricas Brasileiras S.A., empresa de economia mista e subordinada ao Ministério de Minas e Energia, exercer a coordenação do planejamento da expansão e da operação dos sistemas elétricos brasileiros. Neste sentido, em 1982, foi criado o Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos - GCPS, órgão colegiado integrado por 35 empresas concessionárias, para, sob a coordenação da ELETROBRAS, promover os estudos de longo, médio e curto prazos, anteriormente citados. Dessa forma, o GCPS se constitui no foro onde se articula e se coordena o planejamento setorial, através de um ciclo anual de estudos, com a elaboração dos planos e programas de expansão. A estrutura básica do GCPS compreende, para cada região geo-elétrica, um Comitê Diretor (CD), um Comitê Técnico para estudos de mercado (CTEM), um Comitê Técnico para estudos energéticos (CTEE), um Comitê Técnico para estudos de Transmissão (CTST), uma Comissão do Programa de Investimentos na Distribuição (CPID), comissões para assuntos específicos e Grupos de Trabalhos. Uma Secretaria Executiva supervisiona as atividades e dá apoio administrativo a todos os órgãos do GCPS. 2.6. PLANEJAMENTO DA EXPANSÃO DO SETOR PETRÓLEOA metodologia básica de previsões, utilizada até os anos de 1970, pela PETROBRAS Petróleo Brasileiro S.A., empresa subordinada ao MME, fundamentava-se em hipóteses de que o futuro poderia ser antevisto mediante a análise do passado. Até então, esta formulação obtinha relativo sucesso devido à estabilidade observada nas condicionantes políticas, econômicas e tecnológicas da época. A aceleração das mudanças, principalmente a partir da segunda crise do petróleo em 1979, alterou de forma definitiva essa posição na medida em que introduziu descontinuidades e transformações, evidenciando o alto grau de incerteza do mundo moderno. A metodologia que passou a ser adotada, internacionalmente e no próprio País, para antecipar futuros com horizontes de médio e longo prazos, foi a de construção de cenários. Ela visa configurar as imagens de futuros alternativos para um sistema ou contexto. As principais características desta metodologia de macrocenários são:
Desde 1987 a PETROBRAS vem desenvolvendo esforços para a construção de macrocenários internacionais e nacionais, com o objetivo de melhor subsidiar decisões quanto à expansão da produção de petróleo, de refinarias, etc. Regra geral, os estudos prospectivos efetuados pela PETROBRAS levam em consideração dois ou mais cenários internacionais e três ou mais cenários nacionais. Após a avaliação dos macrocenários, baseada em critérios de plausibilidade, é escolhido um Cenário de Referência para a elaboração de Planos e Programas do Setor, quando são formuladas proposições de curto prazo (horizonte de 2 a 3 anos) e de longo prazo (horizonte de 10 anos). 3. CENÁRIOS MACROECONÔMICOS E ENERGÉTICOS 3.1. CENÁRIO INTERNACIONAL Continua o processo de globalização do mercado mundial, com ampliação da cooperação entre os grandes países, visando alcançar objetivos estratégicos comuns. Os principais fluxos de comércio ocorrem entre os países desenvolvidos, enquanto os demais aproveitam suas vantagens competitivas objetivando maior inserção no mercado internacional. A economia mundial cresce a uma taxa média de 3% a.a., até 2010, com os países desenvolvidos crescendo a 2,8% a.a. e os em desenvolvimento a 4,5% a.a. O comércio internacional cresce a uma taxa média de 5% a.a., com maior integração política e complementaridade econômica entre os países. A divisão internacional do trabalho caracteriza-se pelo domínio dos processos, fases de produção e produtos, de tecnologia avançada nos países desenvolvidos. Já nos países em desenvolvimento são alocados os processos, fases de produção e produtos, de tecnologia madura, com alguns destes tendo acesso à fronteira tecnológica em segmentos específicos. Nesses países localiza-se a produção de bens intensivos em materiais tradicionais e energia, e a de maior impacto ambiental. As preocupações ambientais consolidam-se como fator relevante nas relações internacionais. Os fatores determinantes da competitividade internacional são a pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a qualificação da mão-de-obra e o uso de novos materiais, ênfase na estrutura educacional e a integração das redes internacionais de telemática nos processos produtivos. A relação entre o aumento da energia demandada e o crescimento do PIB cai, decorrente de ganhos de eficiência na produção e no uso de energia. A conservação é um componente prioritário nos programas de investimentos, por força da escassez de recursos financeiros, especialmente nos países em desenvolvimento, e considerando, também, os aspectos de melhoria da qualidade dos produtos, através da adequabilidade dos equipamentos e do emprego de novas tecnologias, o que resulta em benefícios para a preservação do meio ambiente. O preço do petróleo continua como vetor diretivo dos preços de energia e não deve apresentar aumento real superior a 20% no período em estudo. Este nível de preços não incentiva o desenvolvimento generalizado de fontes alternativas de energia. O conjunto destas premissas provoca alterações no perfil da matriz energética mundial, porém o óleo continua como a principal fonte de energia. O carvão mineral mantém sua participação em decorrência do seu uso em termelétricas, especialmente nas regiões de produção. O gás natural tem participação mais significativa, em decorrência do aumento de sua disponibilidade no mercado internacional e de suas características de reduzido impacto ambiental. 3.2. CENÁRIO REGIONAL MERCOSUL O MERCOSUL se institucionaliza, com novas regras de condução do processo integracionista. Consolidam-se a Zona de Livre Comércio e a União Aduaneira na Região. Na área de energia, seguem os acordos e contratos em vigor e são assinados importantes acordos visando maior interconexão elétrica e de gás natural e maior intercâmbio comercial de combustíveis líquidos. 3.3. CENÁRIO NACIONAL O País consolida seu programa de estabilização, a partir, principalmente, da implantação das reformas administrativas, tributária e da previdência, com reflexos positivos no controle do déficit público. Com isso, restrições ao crescimento, como taxas de juros reais elevadas, podem ser administradas. Além disso, o prosseguimento do programa de privatizações e a administração da demanda interna contribuem para manter sob controle a inflação. A questão do déficit do balanço de pagamentos é, também, equacionada, com a entrada de capital estrangeiro, favorecida pelo ambiente de estabilidade. Nestas condições, espera-se a recuperação da taxa de investimento. O Estado canaliza parte de seus recursos para a construção e modernização da infra-estrutura básica e para os gastos tipicamente sociais (educação e saúde). A reforma agrária é implantada de forma gradual e a educação é revisada com o objetivo de preparar a mão-de-obra, em todos os seus níveis, para melhor adequação ao processo de modernidade do País. A política energética tende a uma maior articulação intersetorial e regional, em um novo quadro institucional, com participação crescente do capital privado. A demanda nacional de energia apresenta menor crescimento em relação ao PIB, resultante de políticas de conservação de energia, da redução da participação relativa dos setores energointensivos e devido à influência das novas tecnologias redutoras da intensidade energética. A renovação das frotas de veículos de passeio e de caminhões e o processo de consolidação do transporte intermodal em curso, possibilitam, também, a incorporação de ganhos de eficiência, atenuando o crescimento do consumo de gasolina, de álcool e de diesel. Com a demanda de energia aquecida, continua bastante competitivo o processo de privatizações, pela atratividade da indústria de energia, fortalecida por políticas de preços reais. Nesta ordem de idéias há, também, uma maior participação de térmicas a gás natural no suprimento de eletricidade, bem como, maior participação dos autoprodutores, além de maior participação do gás natural no consumo final de energia do País. Assim, no cenário escolhido como de referência, o PIB cresce a uma taxa média anual de 4,3% até 2000 e de 5,0% até 2010, passando de US$ 775,4 bilhões em 1996, para US$ 1494,7 bilhões em 2010 (dólar constante de 1996). Os Setores Primário e Secundário apresentam pequena redução de participação em relação ao Setor Terciário. A população atinge 184 milhões de habitantes em 2010 (crescimento médio de 1,103% a.a.), dos quais, cerca de 83% na área urbana (em 1996 era de 77%). O PIB per capita atinge US$ 8120 por habitante, contra US$ 4914 em 1996. 4. IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS DE INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA O Brasil, desde 1995, caminha firmemente na reformulação do setor energético, abrindo oportunidades para a participação do setor privado nacional e internacional nos investimentos necessários e na responsabilidade pela garantia do suprimento nacional de energia. Na área de energia elétrica, as Leis 8987 e 9074/95 (novas Leis de Concessões), introduziram profundas e importantes alterações, em especial quanto: (i) à licitação dos novos empreendimentos de geração; (ii) à criação da figura do Produtor Independente de Energia; (iii) ao livre acesso aos sistemas de transmissão e distribuição; e (iv) à liberdade para os grandes consumidores escolherem seus supridores de energia. Na área de petróleo, com a promulgação da Lei 9478, de 06/08/1997, todos os seguimentos do setor foram abertos à competição, e a PETROBRAS deixou de ser a única executora do monopólio da União. Como entidades reguladoras dos Setores Elétrico e de Petróleo, foram instituídas, respectivamente, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, através da Lei nº 9427, de 26/12/96, e a Agência Nacional do Petróleo ANP, através da Lei 9478, de 06/08/97. Como órgão formulador de políticas e diretrizes de energia, foi instituído o Conselho Nacional de Políticas Energéticas - CNPE (Lei nº 9478, de 06/08/97), presidido pelo Ministro de Minas e Energia e destinado a:
Na medida em que o Brasil avança com o programa de reformulação do Setor Energético, aumentam as oportunidades de integração física com os Sistemas Energéticos dos países vizinhos, bem como de integração de capital. Nesta direção, os acontecimentos mais representativos são a seguir mencionados:
algumas empresas e consórcios estudam a possibilidade de importação de até 57 milhões de m3 diários de gás natural da Argentina, a partir da construção de gasoduto de 3.000 km, saindo de Salta (AR) e chegando aos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, no Brasil. ANEXO 1 ENTIDADES REPRESENTATIVAS DA ÁREA ENERGÉTICA BRASILEIRA 1. GESTÃO Ministério de Minas e Energia - MME Ministro: Raimundo Mendes de Brito Esplanada dos Ministérios - Bloco "U" - 8º. Andar - Sala 811 70065-900 Brasília DF Tel: (00-55)(61) 223.9059 - 225.4572 - 319.5041 - 319.5043 Fax: (00-55)(61) 226.1866 2. ACOMPANHAMENTO, SUPERVISÃO E SUPORTE TÉCNICO Secretaria de Energia do MME - SEN Secretário: Peter Greiner Esplanada dos Ministérios - Bloco "U" - 5º. Andar - Sala 544 70065-900 Brasília DF Tel: (00-55)(61) 225.4052 - 319.5160 - 319.5699 Fax: (00-55)(61) 224.8857 - 224.8767 3. DIRETRIZES GLOBAIS DE POLÍTICA ENERGÉTICA Conselho Nacional de Política Energética CNPE Composição: Ministro de Estado de Minas e Energia Presidência e Secretaria Executiva; Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia; Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento; Ministro de Estado da Fazenda; Ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia; Ministro de Estado da Indústria, do Comércio e do Turismo; Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República; Um representante dos Estados e do Distrito Federal; Um cidadão brasileiro especialista em matéria de energia. 4. SETOR ELÉTRICO 4.1. REGULAÇÃO Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL Diretor Geral: José Mário Miranda Abdo SGAN QD 603 MÓDULO "J" Sala 238 70830-030 Brasília DF Tel: (00-55)(61) 321.5158 - 812.5603 Fax: (00-55)(61) 321.5482 Estrutura: Diretoria de Regulação Econômica de Mercado e Estímulo à Competição; Diretoria de Relações com o Mercado; Diretoria de Gestão de Potências Hidráulicas; Diretoria de Outorgas de Concessões e Autorizações; Diretoria de Fiscalização da Geração, Qualidade do Serviço Econômico-Financeiro; Diretoria de Regulação Técnica e Padrão de Serviços; Diretoria de Planejamento de Gestão Administrativa. 4.2. EXECUÇÃO 4.2.1. Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRAS (Estatal Holding) Presidente: Firmino Ferreira Sampaio Neto Av. Presidente Vargas 409 13º Andar Centro 20079-500 Rio de Janeiro RJ Tel: (00-55)(21) 224.2112 224.2229 Fax: (00-55)(21) 507.8487 Estrutura: Diretoria de Gestão Corporativa e Financeira; Diretoria de Relações com o Mercado; Diretoria de Planejamento e Engenharia; Diretoria de Operação de Sistemas; Diretoria de Administração. 4.2.2. Geradoras e Distribuidoras Privadas e Estatais Entidades Representativas: Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica - ABCE Presidente: Nelson Vieira Barreira Alameda Campinas 433 10º. Andar 01404-901 Campinas - SP Tel: (00-55)(11) 288.1166 Fax: (00-55)(11) 288.8524 Associação Brasileira das Empresas Produtoras Independentes de Energia Elétrica - APINE Diretor Executivo: César Roland SCN Q.2 Ed. Centro Empresarial ENCOL Torre "B"-Sala 622 70710-500 Brasília - DF Tel: (00-55)(61) 315.9531 Fax: (00-55)(61) 327.2069 4.3. DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Centro de Pesquisa de Energia Elétrica CEPEL Assessoria de Planejamento: José Carlos Costa Av. Um s/n Cidade Universitária 21941-500 Rio de Janeiro RJ Tel: (00-55)(21) 598.2267 Fax: (00-55)(21) 598.2459 5. SETOR DE PETRÓLEO5.1. REGULAÇÃO Agência Nacional do Petróleo ANP Diretor Geral: David Zyllbersztajen SGAN 603 - MÓDULO "H" Salas 301 a 306 70830-030 Brasília DF Tel: (00-55)(61) 312.5128 - 312.5310 Fax: (00-55)(61) 223.5818 - 226. 0609 e, Rua Senador Dantas 105 12º e 13º Andar Centro 20031-201 Rio de Janeiro RJ Tel: (00-55)(21) 532.7770 R.413 e 430 Fax: (00-55)(21) 532.7762 R.63 e 64 Estrutura: 04 Diretorias a serem definidas; Procuradoria-Geral; Superintendência de Processos Organizacionais.
5.2.1. Petróleo Brasileiro S. A. - PETROBRAS (Estatal) Presidente: Joel Mendes Rennó Av. República do Chile 65 24º Andar 20035-900 Rio de Janeiro RJ Tel: (00-55)(21) 262.4623 - R. 534 Fax: (00-55)(21) 534.3838 gta 1
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