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Texto para Discussão:
"Retropolação" das Contas
Nacionais até 1947:
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Ano |
Crescimento Real do PIB (%) |
Índice do PIB (1995=100) |
||
|
|
Antiga |
Nova |
Antiga |
Nova |
|
1995 |
4,2 |
|
100,0 |
100,0 |
|
1996 |
2,7 |
2,2 |
102,7 |
102,2 |
|
1997 |
3,3 |
3,4 |
106,0 |
105,6 |
|
1998 |
0,1 |
0,0 |
106,2 |
105,6 |
|
1999 |
0,8 |
0,3 |
107,0 |
105,9 |
|
2000 |
4,4 |
4,3 |
111,7 |
110,5 |
|
2001 |
1,3 |
1,3 |
113,1 |
111,9 |
|
2002 |
1,9 |
2,7 |
115,3 |
114,9 |
|
2003 |
0,5 |
1,1 |
115,9 |
116,2 |
|
2004 |
4,9 |
5,7 |
121,7 |
122,8 |
|
2005 |
2,3 |
3,2 |
124,4 |
126,7 |
|
2006 |
2,9 |
3,5 |
128,0 |
131,1 |
Fonte: IBGE Elaboração: e&e
Observa-se que na nova série o maior crescimento do PIB previsto a partir do ano 2000 foi, em parte, compensado com o menor crescimento nos anos até 2000. Assim, enquanto até 2000, a série antiga tinha um crescimento acumulado maior em 1,2 pontos percentuais, a partir de 2000, a série nova acumula um maior crescimento de 4,4 pontos percentuais. Disto resulta uma diferença de 3,2 pontos percentuais[1], ao final do período de 1995/2006, entre as duas séries do produto interno bruto, conforme representado na Figura 2.1.

Figura 2.1: Índices do PIB segundo a série antiga e a nova do IBGE.
Fonte: IBGE Elaboração: e&e
Quando se trata do PIB a preços nominais, a diferença entre a série antiga e atual se eleva para 12,5% ao final do período (diferença de 257,8 bilhões de reais em um PIB de 2,3 trilhões de reais na série nova em 2006). Assim, o PIB em 2006 na nova série é maior que o na antiga, tendo em vista um maior crescimento real acumulado no período de 1995/2006 (3,2 pontos percentuais), uma maior variação do deflator implícito do PIB (0,7 pontos percentuais), bem como uma reavaliação do valor do PIB em 2000 (7,1%), ano de referência (conforme dados da Tabela 2.2).
Tabela 2.2 – PIB a Preços Correntes e Deflator Implícito
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Ano |
PIB a preços correntes (bilhões R$) |
Deflator do PIB |
Índice do Deflator |
|||
|
|
Antiga |
Nova |
Antiga |
Nova |
Antiga |
Nova |
|
1995 |
646,2 |
705,6 |
|
|
100 |
100 |
|
1996 |
778,9 |
844,0 |
17,4 |
17,1 |
117,4 |
117,1 |
|
1997 |
870,7 |
939,1 |
8,3 |
7,6 |
127,1 |
126,0 |
|
1998 |
914,2 |
979,3 |
4,9 |
4,2 |
133,3 |
131,4 |
|
1999 |
973,8 |
1.065,0 |
5,7 |
8,5 |
140,9 |
142,5 |
|
2000 |
1.101,3 |
1.179,5 |
8,4 |
6,2 |
152,6 |
151,3 |
|
2001 |
1.198,7 |
1.302,1 |
7,4 |
9,0 |
164,0 |
164,9 |
|
2002 |
1.346,0 |
1.477,8 |
10,2 |
10,6 |
180,7 |
182,3 |
|
2003 |
1.556,2 |
1.699,9 |
15,0 |
13,7 |
207,7 |
207,3 |
|
2004 |
1.766,6 |
1.941,5 |
8,2 |
8,0 |
224,7 |
224,0 |
|
2005 |
1.937,6 |
2.147,2 |
7,2 |
7,2 |
241,0 |
240,1 |
|
2006 |
2.065,0 |
2.322,8 |
3,6 |
4,3 |
249,7 |
250,4 |
Fonte: IBGE Elaboração: e&e
Dado o exposto, como o Projetar-e trabalha com os valores do PIB a preço constante e há uma pequena diferença entre as séries, nova e antiga (Figura 2.1), 3,2 pontos percentuais de crescimento em dez anos, parece aceitável para as avaliações do programa a junção das duas séries pela variação real da série antiga.
A seguir serão comparados os dados da Formação Bruta do Capital Fixo nas séries nova e antiga das Contas Nacionais do IBGE (conforme Tabela 3.1), sua participação no PIB a preços correntes, bem como determinado como será realizada a aglutinação entre as séries da participação da FBKF no PIB para o uso do modelo projetar_e.
A Tabela 3.1 mostra que a diferença entre a série nova e a antiga é ainda menor quando se analisa o comportamento do investimento (FBKF); 0,8 pontos percentuais de diferença no crescimento longo de dez anos (1995/2006), com pequenas oscilações para mais ou para menos no crescimento anual entre as duas séries.
Tabela 3.1 – Crescimento Real e Índice da FBKF
|
Ano |
Crescimento Real da FBKF (%) |
Índice FBKF (1995=100) |
||
|
|
Antiga |
Nova |
Antiga |
Nova |
|
1995 |
|
|
100,0 |
100,0 |
|
1996 |
1,2 |
1,5 |
101,2 |
101,5 |
|
1997 |
9,3 |
8,7 |
110,6 |
110,4 |
|
1998 |
-0,3 |
-0,3 |
110,3 |
110,0 |
|
1999 |
-7,2 |
-8,2 |
102,3 |
101,0 |
|
2000 |
4,5 |
5,0 |
106,9 |
106,1 |
|
2001 |
1,1 |
0,4 |
108,0 |
106,5 |
|
2002 |
-4,2 |
-5,2 |
103,5 |
100,9 |
|
2003 |
-5,1 |
-4,6 |
98,2 |
96,3 |
|
2004 |
10,9 |
9,1 |
108,9 |
105,1 |
|
2005 |
1,6 |
3,6 |
110,7 |
108,9 |
|
2006 |
6,3 |
8,7 |
117,6 |
118,4 |
Fonte: IBGE Elaboração: e&e
Cabe observar, contudo, que a revisão nos dados das Contas Nacionais gerou alterações relevantes na composição do PIB. Em particular, houve sensível mudança nos dados de investimento em termos de sua participação no PIB e na sua composição (máquinas e equipamentos, bens de construção e outros). Estas diferenças se devem a uma revisão nos preços relativos, tendo em vista a incorporação pelo IBGE de informações obtidas na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica e nas pesquisas anuais nas áreas da indústria e da construção.
A produtividade marginal do capital, por depender da quantidade deste insumo utilizado na produção, bem como o estoque de capital, por ser resultante da soma dos investimentos passados, considerando taxas de depreciação diversas para máquinas e equipamentos e para bens de construção, é significativamente afetada por alterações na composição do PIB e da FBKF.
Em termos de participação do PIB a preços correntes, a Tabela 3.2 compara os valores nas séries, antiga e nova, da FBKF e de seus componentes.
Tabela 3.2: Participação no PIB da Formação Bruta de Capital Fixo
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FBKF Construção |
FBKF máquinas e equipamentos |
FBKF outros |
FBKF |
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Nova |
Antiga |
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