Economia & Energia
Ano XI-No 61
Abril-Maio 2007
ISSN 1518-2932

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Texto para Discussão:

Co-processar, Incinerar, Aterrar ou Pirolisar? Caso estudo: Resíduos PP, ABS, Borra Tinta

Opinião:

A Desregulamentação da Eletricidade Chegou ao seu Limite?

Resumo de Tese:

Liberalização, Importação e Crescimento Econômico na América Latina 

Resultados de Estudo e&e OSCIP:

Avaliação de Emissões que Contribuem para o Efeito Estufa pelo Processo Bottom-Up por Coeficientes

 

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Resumo de Tese:

Liberalização, Importação e Crescimento Econômico na América Latina

Marcos Souza

masouza@ecen.com

 Tese apresentada ao Departamento de Economia da Universidade de Brasília como requisito parcial para a conclusão do Curso de Doutorado em Economia

Orientador: Prof. Maurício Barata de Paula Pinto

 Resumo

Neste estudo, analisamos o impacto da liberalização comercial - definida como movimentos da política comercial em direção à neutralidade, à liberalidade e à abertura - sobre o fluxo de importação e sobre o crescimento econômico (renda e produtividade) de 18 economias latino-americanas no período 1950-2004. Nas estimações, utilizamos técnicas econométricas para dados de séries temporais e de painel; e, na determinação das variáveis explicativas, além de calcularmos séries de estoque de capital total e por tipo de bem: máquinas e equipamentos e bens de construção, construímos um conjunto de indicadores de liberalização, selecionados e estimados a partir de trabalhos e de base de dados internacionais. Por meio deste conjunto de indicadores, que visam captar a liberalização, observamos que todos os países da região podem ser considerados abertos na década de 90. Os resultados mostram que a liberalização elevou a elasticidade-preço da importação do Brasil e o nível da importação do Mercosul e da América Latina. Da mesma forma, sob a hipótese de que as inovações tecnológicas ocorrem principalmente nos países ricos e são melhor absorvidas pelos países mais abertos (Edwards, 1992), verificamos que a liberalização afetou de forma positiva o crescimento dos países latino-americanos. Por meio da contabilidade do crescimento, observamos também, que a produtividade total dos fatores, que teria incorporado os efeitos da abertura sobre o crescimento tecnológico, se elevou na década de 90, apesar de permanecer pequena. Por fim, destacamos que, além da liberalização, as variáveis: estoque de capital em máquinas e equipamentos, capital humano, crescimento tecnológico mundial e defasagem tecnológica dos países latino-americanos apresentaram relação direta com o crescimento econômico da região.

Palavras-chave:Liberalização Comercial; Importações; Crescimento Econômico; América Latina; Séries Temporais; Dados em Painel

Conteúdo

O estudo tem como objetivo investigar o impacto da liberalização comercial sobre o fluxo de importação e sobre o desempenho econômico de 18 economias latino-americanas no período 1950-2004[1]. Os resultados, na medida do possível, são apresentados para o Brasil, o Mercosul[2] e a América Latina[3] - AL. O trabalho tem cinco capítulos, considerando este capítulo introdutório e o capítulo de considerações finais.

No Capítulo 2, mostramos como a literatura define e mensura liberalização e os problemas relacionados às medidas mais usuais. Apresentamos, também, um conjunto de indicadores de liberalização por país, coletados de trabalhos e de bases de dados internacionais. Esse capítulo serve, portanto, de base para os dois seguintes, ao determinar o conceito de liberalização e os indicadores a serem adotados no restante do trabalho.

Os indicadores de liberalização são usados na descrição do recente processo de liberalização dos países da América Latina; no estudo do impacto da liberalização sobre o fluxo de importação dos países latino-americanos e na investigação empírica da relação entre liberalização comercial e crescimento econômico (renda e produtividade).

No Capítulo 3, analisamos a evolução da importação agregada na América Latina. Revisamos a literatura e derivamos a equação de importação a partir do modelo de Clarida (1994), que leva em consideração questões de escolha intertemporal. Ressaltamos que a estimação dessa equação, considerando o efeito da abertura comercial sobre as estimativas das elasticidades-preço e renda, se baseia em técnicas econométricas de séries temporais e de dados em painel.

No Capítulo 4, contribuímos para a análise empírica da relação entre crescimento econômico e liberalização comercial na América Latina, seguindo o modelo de Edwards (1992) e usando técnicas econométricas de dados em painel. Dada a indisponibilidade de séries de estoque de capital e a importância desta variável na explicação do crescimento econômico, nesse capítulo, estimamos o estoque de capital agregado e por tipo de bem: máquinas e equipamentos e bens de construção para 18 países da América Latina de 1950 a 2004.

Acreditamos que o trabalho contribuirá para o entendimento da economia latino-americana. Os indicadores de liberalização e as séries de estoque de capital poderão servir de instrumento em outros estudos. Por sua vez, o conhecimento da sensibilidade da importação e do crescimento econômico à variação nas variáveis explicativas, considerando a liberalização comercial, poderá auxiliar no entendimento de características econômicas e na formulação de políticas macroeconômicas para os países da região.

 Versão Integral na Internet:

http://ecen.com/teses/marcossouza.pdf


[1] Devido à indisponibilidade de dados para algumas variáveis, nem sempre cobriremos todo esse período. Na verdade, para maioria das questões abordadas, consideramos apenas o período de 1960 a 2000.

[2] Por Mercosul, consideramos: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Mercosul evoluiu a partir de um processo de aproximação econômica entre Brasil e Argentina em meados dos anos 80 e foi iniciado com a assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Na XXVII Reunião do Conselho do Mercado Comum, realizada em dezembro de 2004 em Belo Horizonte, foi formalizada a adesão de Colômbia, Equador e Venezuela ao Mercosul na condição de Estados Associados.

[3] Por América Latina, a não ser quando ressaltado, consideramos os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

 

 

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MAK
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Revised/Revisado:
Monday, 10 December 2012
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