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Editorial Relatório da “Comissão Vargas” Completa Vinte Anos Textos para Discussão Comparação de Resultados de Projeções de Demanda de Energia Elétrica no Brasil Cana-de-açúcar: a Melhor Alternativa para Conversão da Energia Solar e Fóssil em Etanol. Opinião: D. Avani Caggiano e o Aprova Brasil Download:
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Texto para Discussão: Comparação de Resultados de Projeções de Demanda de Energia Elétrica no Brasil
Carlos Feu Alvim Frida Eidelman, Olga Mafra e Omar Campos Ferreira 1 - Introdução O objetivo deste artigo é comparar as projeções de energia elétrica feitas pela e&e com as apresentadas pela EPE no “Plano Nacional 2030 – Estratégia de Expansão da Oferta”, Também serão comentados resultados do estudo “Agenda Elétrica Brasileira” publicado sob os auspícios da WWF (Worldwide Fund for Nature) - Brasil. É também apresentado um resumo da metodologia aqui usada, e assinalado que ela já contém, nos seus mecanismos de projeção, algumas hipóteses de conservação de energia.
2 - Metodologia e&e A metodologia usada pela e&e para a projeção energética é análoga à que vem possibilitando com bastante sucesso a previsão do crescimento brasileiro nos últimos dez anos. São suas características genéricas: 1 – Estudo de variáveis que apresentam um comportamento estável e previsível no período histórico em que os dados estão disponíveis e estabelecimento do melhor ajuste para descrever o futuro através de curvas que, geralmente, conduzem à estabilização do seu valor máximo; 2 – Uso de dados de países mais desenvolvidos e do potencial brasileiro para a escolha de valores de referência ou de saturação, quando for o caso; 3 – Busca do melhor ajuste para os dados históricos do País com o valor de referência considerado. Note-se que a aplicação pura e simples do melhor ajuste em (1) geraria valores determinísticos. O objetivo da metodologia e dos programas de computador a ela associados é, ao contrário, possibilitar a formação de consenso sobre o cenário mais provável, mas sem a rigidez de relações pré-estabelecidas. 3 - Projeções de Energia O PIB utilizado nas projeções surge da aplicação do modelo macroeconômico semi-empírico projetar_e que vem sendo utilizado com sucesso já há mais de uma década. Em seguida, o PIB é correlacionado com a demanda de energia equivalente[1]. A projeção de energia baseia-se na razão energia equivalente / produto (EEq/PIB) que apresenta um comportamento previsível nos trinta e cinco anos para os quais se dispõe de dados do Balanço Energético e das Contas Nacionais. Como pode ser observado na Figura 3.1, a razão EEq/PIB vem subindo lentamente ao longo dos anos, mas apresenta tendência de saturação ao longo do tempo[2]. O melhor ajuste dos dados passados leva ao valor de 0,513 kep/US$2003 para 2030; o valor adotado conduz a 0,491 kep/US$ 2003 (4,3% inferior). Note-se que o programa limita os graus de liberdade da ajuste ao comparar a projeção com o comportamento histórico e ao sugerir limites estabelecidos pela experiência de outros países. Como resultado, os valores estabelecidos pelos grupos de consenso não costumam divergir muito da tendência histórica. Outro inconveniente de trabalhar apenas com o melhor ajuste é que circunstâncias (como a ocorrência do apagão) podem alterar a tendência de curto (e às vezes no médio prazo) fazendo com que o melhor ajuste mude com a introdução de novos anos à série. No caso mostrado a seguir (Figura 4.1), pode-se observar que, após um transitório, o comportamento da curva quase voltou ao anterior, mas foram aparentemente mantidos alguns ganhos da economia forçada pela crise.
Figura 3.1: Ilustração da metodologia de projeção da demanda em energia equivalente em função do PIB[3] (US$ de 2003) com hipótese de melhor ajuste ou impondo limite de países menos intensivos em energia (paises da Europa Ocidental e Japão)
4 - Projeções de energia Elétrica Em seguida, o programa ajuda a projetar a participação da energia elétrica na total (expressa em energia equivalente). O resultado é mostrado na Figura 4.1.
Figura 4.1: Projeção da participação da energia elétrica na energia equivalente.
Em trabalhos anteriores, os dados do período da crise foram ignorados e chegava-se a um melhor ajuste com uma participação máxima futura de 35%. Com a incorporação dos últimos anos, chega-se a um valor limite de 34%. Como resultado, os valores aqui mostrados para a projeção do consumo são ligeiramente inferiores aos anteriormente mostrados.[4] Uma forma complementar de testar a coerência das projeções é o estudo da intensidade energética por unidade de PIB em função do PIB per capita expresso em paridade de poder de compra (PPC). A EIA/DOE (Energy Information Administration) dos EUA fornece em seu portal os dados de intensidade energética de consumo de energia primária e elétrica para praticamente a totalidade dos países ou outro tipo de unidade geográfica. As Figuras 4.2a, 4.2b e 4.2c seguintes apresentam os valores, para a quase totalidade dos países, da razão consumo de energia elétrica / habitante em relação ao PIB (PPC)/habitante para os anos de 1980, 1990 e 2004.
A correlação entre os valores das duas razões para o conjunto de cerca de 200 países (198 em 2004) é bastante boa. Note-se ainda que a reta ajustada para 1990 é bastante próxima da correspondente ao ano 2004. Os valores para o Brasil foram destacados nos gráficos, podendo-se notar que para os anos de 1990 e 2004 os valores do País aproximaram-se da reta de ajuste. Quando o conjunto é limitado aos países com mais de 10 milhões de habitantes, o ajuste torna-se melhor, como pode ser observado na Figura 4.3. A reta de ajuste mantém praticamente a mesma inclinação. Deve-se notar que, para cada país, a curva energia/habitante e PIB/habitante é apenas uma representação (em escala diferente) da curva energia X PIB. Ao representar vários países, no entanto, tem-se a vantagem de poder comparar os dados considerando o estágio de crescimento econômico de cada país.
Figura 4.3: Consumo Energia Elétrica/PIB para países com população superior a 10 milhões de habitantes com indicação de alguns países. A Figura 4.4 mostra o mesmo tipo de apresentação considerando as regiões mundiais; também são indicados os valores para o Brasil e Mundo.
Figura 4.4: Consumo Energia Elétrica/PIB para as regiões mundiais comparadas com a do Brasil. Note-se que tanto em termos de PIB/habitante como em consumo de energia por habitante o Brasil está abaixo da média mundial. O comportamento da razão energia/habitante na medida em que varia o PIB/habitante também pode ser observado para um país ou conjunto de países. Como as Figuras 4.2a, 4.2b e 4.2c mostraram, o comportamento para o conjunto de países não variou muito entre os anos estudados, notadamente entre 1990 e 2004. O comportamento dinâmico das duas variáveis de intensidade estudadas (eletricidade por PIB e por habitante) pode ser colocado em um gráfico. Também foram representados os dados projetados[5]. Os valores extrapolados continuariam abaixo da tendência mundial em 2004 (que coincide com a de 1990)[6]. Na Figura 4.5 estão representadas as duas escalas (PIB real em US$ de 2000) e em poder de compra. A correspondência das duas escalas não é exata, mas a aproximação entre os valores lidos na escala superior e os observados é bastante boa.
Figura 4.5: Evolução da razão energia elétrica/habitante e PIB/habitante das projeções da e&e. Os valores correspondentes aos valores reais do PIB expressos em dólares do ano 2000 são apenas boas aproximações. Nas Figuras 4.2 a 4.4, o bom ajuste por uma reta para países com rendas muito diferentes faz esperar que a intensidade de energia elétrica na geração do PIB não seja muito dependente da renda. O valor negativo do coeficiente linear em todos os ajustes indica, no entanto, que para níveis de renda muito baixos (onde a energia elétrica nem mesmo está disponível), deve-se esperar que o valor da razão energia elétrica/PIB cresça com o tempo nos países que hoje apresentam uma renda muito baixa. Isto pode ser observado na Figura 4.6 que mostra, para o ano de 2004, a intensidade de energia elétrica para diversos países colocados em ordem ascendente de renda per capita. O gráfico foi obtido a partir do conjunto de dados disponível no portal EIA/DOE. Também se compara a razão consumo de energia elétrica/PIB em paridade de poder de compra do Brasil com os valores dessa razão para as Regiões Mundiais (Figura 4.7).
Figura 4.6: O comportamento da intensidade para diversos países mostra que, para os países que apresentam menor renda, a intensidade no uso de energia elétrica é menor (correspondendo à zona próxima à origem nos gráficos das Figuras 4.2 a 4.4); a partir do nível de renda em que está o Brasil, no entanto, a intensidade energética passa a depender de características sociais e econômicas do país e de sua opção energética.
Figura 4.7: O comportamento da intensidade elétrica para as regiões mundiais (dados de 2004) mostra que a intensidade de energia elétrica do Brasil já está próxima a da Europa. No agrupamento por região, ademais do comportamento já observado para os países, ficam evidentes algumas características interessantes das regiões: os países do Oriente Médio apresentam uma grande intensidade energética (cuja causa não foi identificada), a Eurásia, onde predominam países da extinta União Soviética, apresenta alta intensidade energética que pode ser decorrente da ineficiência econômica do regime anteriormente vigente. No entanto, deve-se lembrar que a abertura econômica trouxe àqueles países uma brutal queda no denominador (PIB) com conseqüente aumento da razão representada. É sabido que a queda na produção não conduz a uma redução correspondente no consumo de energia pelas ineficiências resultantes da baixa taxa de uso e pela própria inércia do consumo. A Europa revela-se uma região rica, mas que apresenta um coeficiente energia elétrica/ PIB bastante inferior ao da América do Norte sendo, inclusive, inferior à média mundial. A intensidade do uso da energia elétrica no Brasil já está quase no nível europeu. Para a projeção do consumo elétrico no Brasil, é importante saber como se comporta este parâmetro ao longo do tempo, principalmente em países desenvolvidos. Com efeito, as Figuras 4.6 e 4.7 mostram as intensidades de uso da eletricidade para diferentes estágios de desenvolvimento na atualidade, mas para um único ano. No Brasil o crescimento do consumo da energia elétrica vem, há décadas, superando o do PIB, como mostra a Figura 4.8 (aumento da razão consumo eletricidade/PIB). Esta Figura é uma das que servem para orientar a escolha dos parâmetros de projeção no programa usado neste trabalho. As opções de projeção sugerem (por comparação com outros países) uma tendência à saturação desse crescimento como indicado na figura abaixo.
Figura 4.8: Evolução da intensidade elétrica por produto e por habitante e extrapolações consideradas. Note-se que se as projeções supõem uma saturação da energia por unidade PIB; no entanto, a intensidade energia/habitante ainda estaria longe da saturação. Este comportamento (de certa forma inesperado) é coerente com o mostrado na Figura 4.3 onde não se observa esgotamento do consumo de eletricidade por habitante no nível mundial[7]. Na Figura 4.9, também usando o conjunto de dados da EIA/DOE, mostra-se a evolução da intensidade elétrica na economia para as diversas regiões do globo.
Figura 4.9: Razão Energia Elétrica/ PIB para as diversas regiões e a do Brasil que é praticamente constante ao longo do período para o mundo (levemente decrescente) A Figura 4.9 mostra uma certa convergência das diversas regiões: A América do Norte e Eurásia vêm reduzindo sua intensidade elétrica enquanto a América do Sul e Central (inclusive o Brasil) aumentaram esta intensidade, sendo que o Oriente Médio já ultrapassou a média mundial. África, Ásia e Oceania têm mantido suas intensidades sendo que a da Europa caiu ligeiramente acompanhando a média mundial. O comportamento verificado reforça a hipótese de que a intensidade energética tende a se manter aproximadamente constante ao longo dos próximos anos. 5 - Comparação com as Projeções da EPE e da WWF5 - Comparação com as Projeções da EPE e da WWF É interessante ressaltar que os cenários macroeconômicos de referência da EPE e da e&e são bastante semelhantes[8], mas não idênticos, como pode ser observado na Figura 5.1. Em particular, o crescimento dos primeiros anos (que resultam do Plano 2015) é superior, no caso da EPE, ao do período 2015 a 2020. Os valores da e&e são praticamente idênticos aos da EPE para o ano 2000 e maiores deste ano em diante.
Figura 5.1: Comparação entre os cenários econômicos de referência da e&e e EPE (B1). As hipóteses de base e a metodologia das duas avaliações são bastante semelhantes. Este trabalho serve, portanto, de teste de consistência para as projeções da EPE e para considerar com agilidade outras hipóteses. As projeções no Plano 2030 consideram explicitamente uma parcela de conservação de energia considerada viável pela equipe que elaborou o estudo. Os valores do PIB para os cenários de referência dos dois estudos já foram mostrados graficamente e estão resumidos na Tabela 5.1. Os resultados da demanda de energia elétrica também são semelhantes, como pode ser observado na Figura 5.2. O diferencial observado vem fundamentalmente das hipóteses de conservação adicionadas recentemente ao trabalho da EPE e da diferente evolução do PIB. Note-se, ainda que o valor correspondente daquele trabalho não inclui o consumo no setor energético que, em 2005, foi cerca de 6% do consumo total.
Figura 5.2: Resultados para a demanda de energia elétrica (nível do consumo final) das projeções dos cenários básicos da EPE e e&e. No presente trabalho, a conservação é levada em conta quando se toma como paradigma nas projeções futuras países desenvolvidos onde existe forte preocupação com a conservação de energia (Europa Ocidental e Japão). Assim, a conservação foi implicitamente considerada tanto na parte da energia total como na da eletricidade, não havendo necessidade de outros ajustes. O estudo já referido, patrocinado pela WWF, que contou com a participação de várias conceituadas entidades ligadas à conservação de energia ou a energias alternativas, apresenta resultados bastante discrepantes dos dois outros aqui abordados, tendo sido gerada alguma polêmica entre os autores dos estudos da EPE e da WWF. O comportamento do valor do consumo de energia elétrica/PIB (expresso em PPC) em função do PIB/habitante é mostrado na Figura 5.3 para as projeções e&e, EPE e para o estudo da WWF.
Figura 5.3: Projeções de energia elétrica/habitante, comparadas com a tendência mundial. Deve-se assinalar que os horizontes de projeção são diferentes: no presente estudo é 2035, no da EPE 2030, e no da WWF 2020. A projeção da e&e já é inferior ao do atual padrão mundial e se afasta gradualmente dela, a da EPE afasta-se um pouco mais desse padrão enquanto a da WWF diverge completamente dele ao supor que um importante incremento do PIB/habitante será conseguido praticamente mantendo constante o consumo per capita de eletricidade. Também é interessante comparar o comportamento da variável energia elétrica/ produto para os referidos estudos, como é mostrado na Figura 5.4.
Figura 5.4: Consumo energia Elétrica/ PIB nos três estudos considerados. A comparação mostra que a projeção da EPE fundamentalmente mantém a razão energia elétrica/PIB observada nos últimos anos enquanto a da e&e admite a continuação da tendência de um moderado aumento da intensidade do uso da energia elétrica com tendência à saturação após 2035. O valor da WWF é em 2020 inferior em 14% ao valor verificado por ocasião do “apagão” de 2001. O resultado mostrado na Figura 5.5 resulta da limitação da participação da eletricidade em 33%. Já os resultados da WWF são bastante difíceis de reproduzir no programa já que o mesmo leva em conta a inércia do sistema. A Tabela 5.1 compara os valores das projeções de PIB e consumo de energia elétrica adotando-se a intensidade de uso da eletricidade correspondente à participação de 33% da energia elétrica no total em energia equivalente (valores revistos) e os anteriores. Note-se que os valores intermediários não foram fornecidos pela EPE sendo deduzidos a partir dos gráficos e de taxas de crescimento (fornecidos os valores extremos 2000 e 2030)[9]. Para a WWF usou-se o valor para 2020 do consumo de eletricidade sendo os valores intermediários interpolados para os gráficos. A taxa de crescimento de consumo de eletricidade do estudo da WWF seria de 1,7% ao ano para um crescimento do PIB (o mesmo suposto pela EPE) de 3,8% ao ano.
Figura 5.5: Simulação do consumo de energia elétrica da EPE com o programa da e&e e da WWF alterando-se o parâmetro de participação futura da energia elétrica no consumo total. Esta aproximação deu origem aos valores revistos da Tabela 5.1 Tabela 5.1: Comparação de Resultados e&e (originais e revistos), EPE e WWF
e&e1 – Valores Originais; e&er Valores Revistos
6 - Conclusão As projeções e&e e da EPE são concordantes dentro da incerteza esperada neste tipo de estudos, mas divergem bastante do estudo da WWF. A hipótese alternativa da e&e, mostrada na Tabela 5.1, tem premissas energéticas praticamente coincidentes com as da EPE, divergindo ligeiramente no que concerne ao cenário econômico. A redução do desperdício de energia elétrica e a mudança do perfil industrial e agrícola brasileiro, excessivamente voltado para a exportação de produtos básicos e intermediários de baixo valor agregado, é desejável sob todos os pontos de vista. A inércia observada no comportamento do parâmetro consumo de energia elétrica/ produto em outros países faz duvidar de mudanças bruscas nesta razão. Além disto, o Brasil está longe de ser um país moderno, sendo o acesso da população à energia elétrica limitado e, em alguns locais, ainda inexistente. Também deve ser considerado que, com a escassez de combustíveis fósseis, o uso de energia elétrica em muitas atividades como, por exemplo, o transporte de carga e passageiros deve se intensificar. O estudo patrocinado pela WWF apresenta conclusões coerentes com o objetivo das instituições que a ela se associaram e representa uma importante contribuição para a mensuração do potencial de economia de energia existente. No entanto, a velocidade das mudanças sugeridas parece pouco provável no horizonte estudado. Basta lembra que se supõe reduzir a intensidade do uso da energia elétrica de coeficientes próximos aos da Europa (0,27 kWh/US$) e aos da África (0,20 kWh/US$) nos próximos quinze anos e crescendo o PIB a cerca de 4% ao ano. Se o suprimento da eletricidade for planejado em função de economias de difícil ou longa realização, o resultado pode ser um sério prejuízo à capacidade de crescimento do País. Além disso, ao contrário de previsões anteriores, a taxa de crescimento considerada nos estudos da EPE (e da e&e) é muito inferior à taxa almejada pelo Governo e não parece restar no atual planejamento margem de segurança para reduzir a potência instalada sem risco de desabastecimento nos próximos anos, [1] Forma de expressar a energia considerando a eficiência relativa dos diversos energéticos em cada setor da economia [2] A participação em energia equivalente da eletricidade é bem maior do que quando expressa em energia final, já que é levada em conta sua maior eficiência no uso. [3] Valores reais do PIB expressos pelo câmbio de 2003. [4] Chame-se atenção ainda de que trata-se do consumo final e não da demanda bruta, que inclui perdas. [5] Os valores do PIB em PPC para o período 1980 a 2004, para o qual se dispõe de avaliação por paridade de poder de compra, têm praticamente o mesmo comportamento relativo dos valores anuais do PIB em termos reais. Isto permite fazer uma extensão do conceito de paridade de poder de compra para o período 1970 a 1979 e para a projeção dos anos seguintes. [6] A disparidade entre taxas de câmbio em relação à paridade do poder de compra é uma realidade que persiste em vários países, não obstante a maior abertura econômica nos últimos tempos. É de se esperar, no entanto, que não sendo revertido o processo de internacionalização da economia, essa diferença venha a desaparecer. Em qualquer caso, no entanto, é o valor real do PIB que deve ser observado. [7] A energia elétrica é por excelência a forma adequada às aglomerações urbanas já que a poluição local é quase nula. O gás natural canalizado (também um combustível urbano) apareceu, nas últimas décadas, como concorrente da eletricidade em algumas de suas aplicações locais, ou associado a ela na cogeração. Para o futuro, com o esperado esgotamento do petróleo e mesmo do gás natural, a eletricidade é o vetor natural das energias nuclear, eólica, geotérmica e da biomassa, bem como o de uma eventual retomada do carvão mineral. Isto pode abrir novos espaços para a expansão do uso da energia elétrica. [8] A coincidência vem de premissas semelhantes sendo que o cenário da e&e é fundamentalmente o de estudo anterior publicado na e&e No 49 e precede o da EPE. [9] Os valores para eletricidade da EPE correspondem ao consumo sem o setor energético e seriam cerca de 6% superiores aos da tabela (consumo final de 1110 TWh em 2030).
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Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Monday, 05 March 2007. |