|
Textos
para Discussão
A Evolução da
Concentração de Metano na Atmosfera
Carlos Feu Alvim,
Omar Campos Ferreira, José Israel Vargas
O metano dobrou sua
concentração na atmosfera após a era industrial e é apontado como
responsável por cerca de 20% do incremento do efeito estufa causado pelo
homem. O Protocolo de Quioto estabeleceu uma equivalência que no entender
da delegação brasileira supervaloriza essas emissões por não considerar
adequadamente seu efeito de longo prazo. As medidas analisadas neste
trabalho mostram que a concentração na atmosfera está se estabilizando e
que a queda no seu ritmo de crescimento verificou-se muito anteriormente
às providências para a redução de sua emissão. Estas medidas acrescentam
um outro fator de dúvida sobre a ênfase que se está dando à redução das
emissões do metano no mecanismo em projetos de desenvolvimento limpo.
Cenário Macroeconômico
Horizonte 2026:
Periodicamente
a Organização Economia e Energia – e&e apresenta cenário de previsão de
crescimento. O cenário dito Referencial corresponde ao prosseguimento das
tendências observadas nos parâmetros que limitam (e determinam) o
crescimento segundo o modelo adotado.
Os resultados de duas projeções anteriores (de
dez e cinco anos atrás) pelo mesmo método apresentaram resultados muito
satisfatórios. Em particular, os resultados das projeções do PIB para o
período 1993/2003 corresponderam quase exatamente ao crescimento
verificado.
O objetivo da Organização e&e é fazer nos
próximos meses uma revisão sobre o comportamento histórico dos parâmetros
determinantes do crescimento e uma avaliação de sua tendência futura.
O primeiro objetivo é aperfeiçoar a
metodologia de projeção; o segundo, e o mais ambicioso, é apontar
correções de rumo que rompam as limitações que o Brasil vem encontrando ao
seu crescimento. Neste sentido, aliás, encontra-se em andamento um Termo
de Parceria entre a Organização e&e e o Ministério de Ciência e Tecnologia
– MCT visando incrementar a produtividade de capital, buscando a partir
dos bens de capital existentes maior produção (e emprego).
-
Resultados para o Cenário Macroeconômico de
Referência
A atual publicação corresponde a “rodada” com
os dados disponíveis até 2005. O crescimento médio projetado até 2026 é de
4,5% ao ano que, embora superior ao observado nas duas últimas décadas,
está longe de satisfazer as aspirações do País. Para o atual triênio, o
crescimento esperado é de 4,2%.
Estão descritas as hipóteses que conduzem ao
resultado apresentado e a evolução dos principais parâmetros.
-
Variáveis determinantes do Crescimento no Brasil : A Poupança Interna
(Nota 1 de revisão
do comportamento das variáveis usadas na projeção)
O investimento em bens reais (Formação Bruta
do Capital Fixo) é resultante da poupança interna + a poupança externa. Na
sistemática das contas nacionais, a poupança interna corresponde à fração
não consumida do Produto Interno Bruto e a poupança externa, às
transferências líquidas do exterior.
A análise revela que no início da década de
noventa houve um importante hiato de poupança interna que coincide com
juros reais de longo prazo elevados. Este hiato da poupança interna não
foi compensado, como se esperava, pelo ingresso da poupança externa. Como
resultado, caíram os investimentos e o crescimento foi limitado.
Discute-se a hipótese de que a poupança interna venha retomar o ritmo de
crescimento observado até o final da década de oitenta, o que poderia
incrementar o ritmo de crescimento do PIB, |