Economia & Energia |
No 41 |
|
Opinião: Artigo: Distribuição do Potencial Hídrico em uma Bacia Hidrográfica Tese: A Produtividade do Capital no Brasil de 1950 a 2002
|
Editorial: Os Sete Anos da e&e e a Produtividade de Capital A Produtividade de Capital e sua influência no crescimento econômico brasileiro tem sido tema constante na e&e. Com efeito, o tema já era destaque no seu Número Zero. No Livro Brasil: O Crescimento Possível, cuja equipe foi núcleo dos colaboradores regulares de nosso periódico, a acentuada queda da produtividade de capital no Brasil já era apontada como um dos entraves ao nosso desenvolvimento. Com este No 42 estamos entrando em nosso oitavo ano de divulgação da e&e na Internet. Nele temos o especial prazer de tornar disponível a tese de doutorado de nossa colaboradora Aumara Feu, na Universidade de Brasília, que consolida a análise do tema para o Brasil, dentro do contexto mundial, e abre importantes questões teóricas. Ela também ressalta a importância prática de atuar sobre esse parâmetro para que o Brasil volte a crescer. Temos chamado a atenção para o excessivo destaque que tem sido dado ao tema produtividade do trabalho em relação à produtividade do capital que é, por excelência, o fator escasso em nosso país. O produto por trabalhador está quase obrigatoriamente associado à renda per capita. Do contrário, estaríamos convivendo com a grande maioria da população potencialmente ativa fora do sistema produtivo. Se do ponto de vista microeconômico faz sentido buscar maior produtividade da mão de obra, do ponto de vista macroeconômico, isso só faz sentido se o crescimento econômico compensar o crescimento da população potencialmente ativa e o ganho da produtividade no trabalho. Também neste número, nosso colaborador João Antonio Moreira Patusco aborda alguns aspectos de um tema da maior relevância para o desenvolvimento brasileiro que é a relação investimento / empregos gerados. Igualmente,do ponto de vista macroeconômico, devemos computar, além dos empregos diretos, a criação de empregos a montante (construção do empreendimento) e a jusante (e.g. disponibilidade de energia possibilitando o crescimento econômico e geração de empregos) de cada investimento. Quando existem, como no caso citado pelo Patusco, uma opção entre dois combustíveis equivalentes os empregos a jusante não precisam ser considerados. Se um país insiste em alocar seu capital somente em atividades que gerem baixo número de empregos o resultado global não será muito diferente. A propósito, um dos resultados interessantes do trabalho da Aumara é que 74% da perda de produtividade no Brasil estão ligados ao efeito estrutura, ou seja, ao maior crescimento neste período de setores mais intensivos em capital. O resultado de políticas macroeconômicas inconsistentes é o desemprego que é o objeto de reflexões de nosso colaborador Genserico Encarnação Jr.. Completa nosso número um artigo de Omar Campos Ferreira sobre a extensão do conceito de entropia para a interpretação do potencial hídrico de uma bacia. Um expressivo potencial em pequenas centrais hidroelétricas resulta dessa avaliação. A extensão de conceitos termodinâmicos a outras áreas de conhecimento além da Física é outra constante de nossa revista. A Direção
|
Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Wednesday, 25 February 2004. |