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Economia & Energia
No 35: Novembro-Dezembro 2002  
ISSN 1518-2932

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e&e No 35

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Planejamento de  Longo  Prazo

Energia e Economia no Brasil 1970-2000

Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna e Voltar a Crescer

Monopólio Estatal do Petróleo Revisitado

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PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO

João Antonio Moreira Patusco:
joao.patusco@mme.gov.br

Subsídios ao Trabalho sobre o CENÁRIO INTERNACIONAL para o CNPE Conselho Nacional de Política Energética

A abordagem internacional é feita com base nos estudos do Departamento de Energia dos Estados Unidos, divulgados na Internet no início do segundo semestre de 2002, sob o título de “International Energy Outlook 2002 (IEO2002)”.

Os estudos contemplam três cenários macroeconômicos internacionais, para o período 1999-2020, denominados de referência, alto e baixo e desagregados por várias regiões e países.

Pela importância, a análise deste documento segmenta o mundo em três grupos de países, industrializados, em desenvolvimento e em estruturação (EE/FSU)(1). Quando necessário, são apresentadas as considerações sobre o Brasil. Com alguns ajustes, a análise considera 2000 como o ano base.

No cenário de referência o Produto Interno Bruto – PIB mundial cresce a 3,2% ao ano (aa) no período 2000-2020, um pouco superior ao crescimento histórico de 3,1% aa do período 1970-2000. Os países industrializados crescem a 2,7% aa, os países em desenvolvimento a 5% aa e os países EE/FSU a 4,7% aa. Os cenários alto e baixo se afastam entre 1 e 2 pontos percentuais das taxas de crescimento do cenário de referência, dependendo da região ou país.

Para o Brasil, é previsto um crescimento de 5% aa, um pouco superior aos 4,5% aa previstos para o conjunto da América Central e do Sul.

A população mundial, com crescimento médio de 1,13% aa, atinge 7570 milhões de habitantes em 2020. Os países industrializados apresentam taxa de 0,44% aa, os em desenvolvimento de 1,37% e os do grupo EE/FSU de –0,22. Para o Brasil é prevista uma taxa de 1,08% aa.

Os países em desenvolvimento, mesmo com maiores taxas de crescimento econômico, chegam a 2020 com apenas 26% do PIB mundial e uma renda per capita de US$2,570 (dólar de 1997). Os países industrializados, com uma renda per capita de US$40,360, ainda representam significativos 70% do PIB mundial em 2020. O Brasil, incluído nos países em desenvolvimento, atinge 3,8% do PIB mundial ao final do período, contra 2,7% em 2000. Considerando o câmbio de 1997, a renda per capita do Brasil chega a US$10,700, para uma população de 211 milhões.

A demanda mundial de energia (Oferta Interna de Energia), no cenário de referência do IEO2002, chega a 15.410 milhões tep (tonelada equivalente de petróleo) em 2020, apresentando taxa média de crescimento de 2,26% aa, pouco superior aos 2,14% aa do período histórico 1970-2000. Os países industrializados apresentam taxa de 1,27% aa, os em desenvolvimento de 3,86 % aa e os do grupo EE/FSU de 1,64% aa. O Brasil atinge um consumo de energia de 424 milhões de tep em 2020, com taxa de crescimento de 3,3% aa.

A intensidade energética mundial, medida pela relação entre a demanda de energia e o PIB,  decresce 0,95% aa no período projetado, percentual que representa um maior esforço de racionalização do uso de energia em relação ao período 1970-2000, quando a redução da intensidade energética  foi de 0,92% aa.

Aos países do grupo EE/FSU cabe o maior esforço de redução da intensidade energética (-2,58% aa). O esforço dos países industrializados, de -1,34% aa, é maior do que o esforço dos países em desenvolvimento (-1,15% aa). Os estudos do IEO2002 indicam para o Brasil uma taxa de redução da intensidade energética de -1,59% aa, o que significa um enorme esforço na racionalização do uso de energia.

São pequenas as variações na estrutura de participação das fontes de energia na oferta interna mundial de energia, comparando os dados projetados com a série histórica. O gás natural é o único energético a aumentar a participação, deslocando, principalmente, o carvão mineral. O petróleo e a energia nuclear apresentam pequena perda de participação e as fontes renováveis (hidráulica, biomassa, eólica, solar, etc) mantêm a participação.

As emissões de carbono (contido no dióxido de carbono – CO2) chegam a 9850 milhões de toneladas em 2020. Comparativamente ao ano de 2000, este montante mantém praticamente a mesma relação com o consumo de energia (0,639 tC/tep). Para os países em desenvolvimento é esperada uma redução neste indicador de –0,21% aa. Para o Brasil se projeta um crescimento de 1,06% aa no indicador, em decorrência da redução da participação das fontes renováveis, principalmente da hidráulica. Mesmo assim, o Brasil ainda continua apresentando um indicador bem mais favorável, de apenas 0,502 tC/tep. Os países do grupo EE/FSU aumentam o indicador em 0,14% aa, chegando a 0,616 tC/tep e os países industrializados mantêm o indicador de cerca de 0,595 tC/tep.

O Brasil chega em 2020 consumindo 2,75% da energia mundial, mas com apenas 2,2% das emissões totais de carbono, pela utilização de energia.

As previsões do IEO2002 levam a que os países em desenvolvimento ultrapassem o montante de emissões de carbono dos países industrializados, ao final do horizonte de projeção.

COMPARAÇÕES DE PREVISÕES DO CONSUMO MUNDIAL DE ENERGIA

As projeções de diferentes Organizações, sobre o crescimento do consumo mundial de energia até 2020, mostram pequenas variações - entre 2 e 2,1% aa. As maiores diferenças ao nível regional não modificam a tendência de que todos os estudos apresentam maiores taxas de crescimento para os países em desenvolvimento, seguidas das taxas dos países da EE/FSU. Aos países industrializados cabem as menores taxas de crescimento do consumo de energia.

CONSUMO DE ENERGIA POR REGIÃO, 1997-2020 - % aa

GRUPOS DE PAÍSES

IEO2002

IEO2001

DRI-WEFA

IEA

MUNDO

2,1

2,1

2,1

2,0

INDUSTRIALIZADOS

1,2

1,1

1,1

0,9

DESENVOLVIMENTO (*)

3,3

3,4

2,7

3,4

EE/FSU

1,5

1,4

1,3

1,6

(*) Inclui o Brasil 

Fontes de dados: IEO2002: Energy Information Administration (EIA), World Energy Projection System (2002). IEO2001: EIA, International Energy Outlook 2001, DOE/EIA-0484(2001) (Washington, DC, March 2001), Table A1, p. 169. DRI-WEFA, World Energy Service: World Outlook 2000 (Lexington, MA, January 2001). IEA: International Energy Agency, World Energy Outlook 2000 (Paris, France, November 2000), pp.364-418.

(1) Grupos de países:

Industrializados: Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Outros Industrializados da Europa, Japão e Australásia.

Em desenvolvimento: China, Índia, Coréia do Sul, Turquia, Países da África, Países da América Central e do Sul e outros Países em desenvolvimento da Ásia e do Oriente Médio.

EE/FSU: Rússia, Ucrânia, Belarus, Casaquistão, Bulgária, Albânia, Croácia, Outros da Antiga União Soviética, Outros da Europa em Reestruturação Econômica.

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Thursday, 19 February 2004
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