Economia & Energia
No 29-Novembro-Dezembro 2001   ISSN 1518-2932

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Convênio Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e Economia e Energia - e&e - ONG

 

Projeto: Fornecimento de Instrumentos de Avaliação de Emissões de Gases Formadores do Efeito Estufa, Acopladas a uma Matriz Energética Nacional.

Plano de Trabalho

1 – Dados Cadastrais

Órgão/ Entidade Proponente: Economia e Energia - e&e - ONG

CNPJ 02.809.008/0001-29

Endereço: Rua Jornalista Jair Silva Nº 180 - Bairro Anchieta

Cidade Belo Horizonte MG CEP 30310-290

DDD/Telefone 31-2843416

Nome do Responsável Omar Campos Ferreira

Cargo Superintendente-Executivo

Função Engenheiro

2 – Descrição do Projeto

Título de projeto

Período de Execução

 

Início

Término

Fornecimento de Instrumentos de Avaliação de Emissões de Gases de Efeito Estufa Acopladas a uma Matriz Energética.

dezembro de 2000

 dezembro de 2001

Identificação do Objeto:

Elaboração de um estudo técnico contendo a projeção da emissão de gases de efeito estufa correlacionada com o nível de atividade econômica, sendo a conexão  intermediada por uma matriz energética projetada para o horizonte de 20 anos (demanda) e de 5 anos (oferta).

Composição e Metodologia a ser utilizada:

O estudo técnico supra citado será composto por três módulos e um relatório final, a saber:

·         Módulo Macroeconômico:

Este módulo é uma adaptação dinâmica do modelo macroeconômico desenvolvido por Carlos Feu Alvim et. al ( "Brasil: o Crescimento Possível" - Ed. Bertrand Brasil/1996) e que já foi utilizado pela e&e em trabalhos para a ELETROBRÁS e ELETRONORTE, bem como pela Secretaria de Assuntos Estratégicos - PRE na formulação de cenários. Trata-se de modelo de economia física, consistindo em um sistema de equações coerentes  envolvendo variáveis macroeconômicas que apresentaram, no passado, comportamento fortemente inercial, sendo, por isto, adequadas à prospecção. A análise concentra-se na acumulação de bens de capital, na produção física e na transferência de bens e serviços não financeiros para o exterior.

O modelo faz, em primeira aproximação, abstração da moeda, da inflação da taxa de juros e dos fluxos financeiros. A moeda, corrigida pelo deflator implícito do PIB, é usada para exprimir as variáveis em unidade comum e as limitações financeiras ao crescimento - dívida acumulada e taxa de juros- são introduzidas como conseqüência das variações da economia real (transferências para o exterior) e como parâmetros para a avaliação dos limites de endividamento.

O balanço de capital considera o investimento acumulado desde 1947, quando iniciou-se a publicação das Contas Nacionais, e a depreciação específica para dois grandes grupos de bens: os da construção civil e máquinas/equipamentos/outros.

A produção relaciona-se com o estoque de bens de capital através da produtividade do capital, cuja evolução, no Brasil e em outros países, permite sua expressão em uma função logística inversa, utilizada na projeção.

A poupança territorial, que juntamente com a transferência para o exterior determina o investimento, é também expressa por uma função logística com base nas Contas Nacionais (produção e consumo).

O módulo é apresentado em "software" flexível que permite variar a base de dados em função de políticas do Governo, de tendências da economia e de disponibilidade de insumos.

·         Módulo de Energia Equivalente de                 Substituição:

Este módulo considera a demanda agregada de energia, sem fazer distinção dos vetores energéticos, expressa em unidades de energia equivalente, conceito derivado do conceito de energia útil que considera a eficiência no uso da energia. A desagregação da demanda em configurações de energéticos, necessária ao cálculo de emissões, é feita em segundo estágio levando-se em conta as disponibilidades, os preços relativos e, sobretudo, a preferência de certos vetores em alguns usos.

A demanda de energia é considerada, em primeira aproximação, como decorrente do nível da atividade econômica, mas leva em consideração a evolução da tecnologia de produção, nos casos em que se dispõe de prospecções, aspectos da evolução social (urbanização) e os parâmetros de intensidade energética em países de situação econômica próxima à do Brasil.

A opção pelo conceito de energia equivalente visa a se obter séries históricas "bem comportadas", evitando, desta forma, as flutuações não relacionadas com a necessidade da produção, mas apenas a circunstâncias da oferta de energéticos que é, entretanto, considerada na composição dos coeficientes de emissão.

O conceito de Energia Equivalente tem sido aplicado em outros estudos elaborados pela e&e, no estabelecimento de correlações com o PIB e na projeção de emissões pela frota de veículos rodoviários, este último desenvolvido para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Vale lembrar que a sua principal característica é a expressão da demanda em termos de um vetor energético de referência para cada setor de atividade, sendo a conversão da energia útil em equivalente feita através das eficiências relativas.

·         Módulo  Emissões Setoriais:

O cálculo das emissões por setor parte da desagregação do produto nacional conforme a estrutura adotada no Balanço Energético Nacional, da intensidade energética por setor e dos coeficientes técnicos de emissão por unidade de energia equivalente. A intensidade energética é calculada a partir das séries históricas do BEN (30 anos) mediante o ajuste de funções apropriadas. Conforme já estabelecido, o cálculo dos coeficientes técnicos de emissão considerará a configuração atual de oferta e as possíveis evoluções.

Dois setores serão tomados como exemplo de consideração de alternativas de oferta. No setor de transportes, estudar-se-á a modificação da estrutura do setor, hoje concentrada no rodoviário, automatizando-se o "software" para permitir o estudo das possíveis mudanças no perfil inter-modal, na oferta de combustíveis nos próximos 5 anos e na eficiência global decorrente do uso de veículos de maior porte e de motores mais modernos, visto ser este um dos setores mais intensivos em energia e de usar preponderantemente combustíveis fósseis cujas emissões são irrecuperáveis.

Da mesma forma, o setor energético terá "software" automatizado para acomodar a entrada das centrais termoelétricas a gás natural e suas repercussões sobre emissões, bem como a adoção da co-geração de vapor de processo e eletricidade.

·         Relatório Final:

O relatório final consolidará os resultados de emissões por setor e apresentará a projeção de emissões condicionadas ao nível de atividade econômica para os próximos 20 anos, considerada a modificação da estrutura de oferta nos próximos 5 anos.

 

Justificativa da Proposição:

O Brasil é parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e assumiu, entre outros, o compromisso de realizar estudos com vistas a minimizar os efeitos negativos sobre o clima de diversas atividades incluindo as referentes à produção e uso da energia.

A proponente, Economia e Energia, é uma Organização Não-Governamental que se propõe contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil por meio da elaboração de pesquisas no campo de energia e economia, divulgando trabalhos de sua equipe e de terceiros, além de dados energéticos em “home page” (http://ecen.com). No acervo de trabalhos próprios, registram-se estudos elaborados para a ELETRONORTE e ELETROBRÁS, centrados em modelo macroenocômico e de prospecção energética (energia equivalente), já utilizados também pela Secretaria de Estudos Estratégicos na formulação de cenários econômicos, além de estudo de emissão pela frota de transporte a óleo diesel, elaborado para o MCT. O trabalho ora proposto, estabelecendo conexão entre a atividade econômica e o nível de emissão de gases de efeito estufa, permite rever e atualizar a matriz de emissão à medida que o cenário econômico se desenvolve, sendo, portanto, um aperfeiçoamento do conjunto de modelos da proponente, o que constitui o principal interesse da mesma.

A atividade econômica em países em desenvolvimento como o Brasil gera um aumento na demanda energética que repercute nas emissões.  Uma matriz de demanda de energia pode ser atendida de diferentes formas com diferentes impactos sobre as emissões dos gases geradores do efeito estufa.

A abordagem proposta pretende acoplar uma matriz energética, expressa em energia equivalente, a diferentes formas de atendê-la. O projeto fornecerá, na fase objeto desse convênio, a avaliação da emissão de gases geradores do efeito estufa a partir do uso das fontes de energia previstas na Matriz Energética e comparará as alternativas de atendimento pelos diferentes energéticos.

No caso do setor transportes, existe um aspecto adicional a ser considerado, que é o consumo diferenciado de energia nas diferentes modalidades de transporte. No Brasil, o transporte é predominantemente rodoviário que, relativamente ao ferroviário e hidroviário, é mais intensivo no consumo de energia por carga transportada. Além disso, o transporte rodoviário é quase exclusivamente  baseado  em motores que utilizam derivados de petróleo e são geradores de CO2 .

Está prevista nos próximos dez anos a introdução no parque de geração de eletricidade brasileiro de um número expressivo de usinas térmicas a gás natural, óleo combustível ou carvão mineral. Estas usinas têm impacto na geração de gases de efeito estufa, que deve ser avaliado e que depende da fonte de energia utilizada e da tecnologia (ciclo combinado, co-geração).

Também é importante poder associar cenários econômicos ao uso de energéticos e avaliar a emissão resultante em diferentes cenários.

O desenvolvimento de tal estudo também está previsto no Artigo 12.1 (c) do texto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o que justifica a sua elaboração pelo MCT.

 

4 – Cronograma de Execução (Meta, Etapa ou Fase)

Fase

Meta

Especificação

Indicador

Duração

 

 

 

Produto

Início

Término

1a.

 

Avaliação de impacto de geração de gases do efeito estufa de uma matriz energética com a demanda definida em energia equivalente

 

Dez/2000

Dez/2001

 

1a.

Descrição de uso de Modelo Macroeconômico  e apresentação de Cenário de Referência

01 Manual de uso

01 Programa

dez/2000

Dez/2000

 

2a.

Descrição de modelo de obtenção de Balanço Energia Equivalente

1 Manual de uso

1 Programa

dez/2000

Dez/2000

 

3a.

Levantamento de emissões por energia equivalente por setor

 Relatório Parcial 1

 

Dez/2000

jan/2001

 

4a.

Descrição dos módulos físicos de emissão por setor para casos exemplo. Primeira rodada não automatizada

Relatório Parcial 2

dez/2000

fev/2001

 

5a.

Modelo de Emissões por setor rodada automatizada para casos exemplos

Relatório Parcial 3

Módulo Automático Setorial 1

dez/2000

Mar/2001

 

6a

Uso de resultado da Matriz para gerar emissões – caso exemplo - Impacto de Matriz de referência e alternativas

Módulo Automático Setorial 2

dez/2000

Abril/2001

 

7a

Relatório Final e entrega de Modelo

Relatório Final e modelo

dez/2000

jul/2001

 Nota: A Redação do projeto é a a original. A e&e pediu, e o MCT concedeu, um adiamento no prazo de entrega dos trabalhos. Todos os relatórios haviam sido entregues em 30/11/01 

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Tuesday, 17 May 2011
.

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