e&e No 29
Página Principal
Matriz Energética e
de Emissões
Apresentação
Relatório Executivo
Projeto MCT
Setor Serviços
Análise Crítica de Resultados
Dívida Pública e Reservas do Brasil
Especial Crise
Argentina
Argentina tem Peso
Plano de Convertibilidade 2
http://ecen.com
Vínculos e&e
Matriz
Energética e de Emissões
http://ecen.com/matriz |
Convênio
Ministério da Ciência e Tecnologia MCT e Economia e Energia - e&e -
ONG
Projeto: Fornecimento de Instrumentos de
Avaliação de Emissões de Gases Formadores do Efeito Estufa, Acopladas a uma Matriz
Energética Nacional.
Plano
de Trabalho
1
Dados Cadastrais
Órgão/ Entidade Proponente: Economia e Energia - e&e - ONG
CNPJ 02.809.008/0001-29
Endereço: Rua Jornalista Jair Silva Nº 180 - Bairro Anchieta
Cidade Belo Horizonte MG CEP 30310-290
DDD/Telefone 31-2843416
Nome do Responsável Omar Campos Ferreira
Cargo Superintendente-Executivo
Função Engenheiro
2 Descrição do Projeto
Título de projeto |
Período de Execução |
|
Início |
Término |
Fornecimento de
Instrumentos de Avaliação de Emissões de Gases de Efeito Estufa
Acopladas a uma Matriz Energética. |
dezembro de 2000 |
dezembro de 2001 |
Identificação
do Objeto:
Elaboração de um estudo técnico contendo a
projeção da emissão de gases de efeito estufa correlacionada com o nível de atividade
econômica, sendo a conexão intermediada por uma matriz energética projetada para
o horizonte de 20 anos (demanda) e de 5 anos (oferta). |
Composição
e Metodologia a ser utilizada:
O estudo técnico supra citado será composto
por três módulos e um relatório final, a saber:
· Módulo
Macroeconômico:
Este módulo é uma adaptação dinâmica do
modelo macroeconômico desenvolvido por Carlos Feu Alvim et. al ( "Brasil: o
Crescimento Possível" - Ed. Bertrand Brasil/1996) e que já foi utilizado pela
e&e em trabalhos para a ELETROBRÁS e ELETRONORTE, bem como pela Secretaria de
Assuntos Estratégicos - PRE na formulação de cenários. Trata-se de modelo de economia
física, consistindo em um sistema de equações coerentes envolvendo variáveis
macroeconômicas que apresentaram, no passado, comportamento fortemente inercial, sendo,
por isto, adequadas à prospecção. A análise concentra-se na acumulação de bens de
capital, na produção física e na transferência de bens e serviços não financeiros
para o exterior.
O modelo
faz, em primeira aproximação, abstração da moeda, da inflação da taxa de juros e dos
fluxos financeiros. A moeda, corrigida pelo deflator implícito do PIB, é usada para
exprimir as variáveis em unidade comum e as limitações financeiras ao crescimento -
dívida acumulada e taxa de juros- são introduzidas como conseqüência das variações da
economia real (transferências para o exterior) e como parâmetros para a avaliação dos
limites de endividamento.
O balanço
de capital considera o investimento acumulado desde 1947, quando iniciou-se a publicação
das Contas Nacionais, e a depreciação específica para dois grandes grupos de bens: os
da construção civil e máquinas/equipamentos/outros.
A produção
relaciona-se com o estoque de bens de capital através da produtividade do capital, cuja
evolução, no Brasil e em outros países, permite sua expressão em uma função
logística inversa, utilizada na projeção.
A poupança
territorial, que juntamente com a transferência para o exterior determina o investimento,
é também expressa por uma função logística com base nas Contas Nacionais (produção
e consumo).
O módulo é
apresentado em "software" flexível que permite variar a base de dados em
função de políticas do Governo, de tendências da economia e de disponibilidade de
insumos.
·
Módulo de Energia Equivalente de
Substituição:
Este módulo considera a demanda
agregada de energia, sem fazer distinção dos vetores energéticos, expressa em unidades
de energia equivalente, conceito derivado do conceito de energia útil que considera a
eficiência no uso da energia. A desagregação da demanda em configurações de
energéticos, necessária ao cálculo de emissões, é feita em segundo estágio
levando-se em conta as disponibilidades, os preços relativos e, sobretudo, a preferência
de certos vetores em alguns usos.
A demanda de
energia é considerada, em primeira aproximação, como decorrente do nível da atividade
econômica, mas leva em consideração a evolução da tecnologia de produção, nos casos
em que se dispõe de prospecções, aspectos da evolução social (urbanização) e os
parâmetros de intensidade energética em países de situação econômica próxima à do
Brasil.
A opção
pelo conceito de energia equivalente visa a se obter séries históricas "bem
comportadas", evitando, desta forma, as flutuações não relacionadas com a
necessidade da produção, mas apenas a circunstâncias da oferta de energéticos que é,
entretanto, considerada na composição dos coeficientes de emissão.
|
O conceito de
Energia Equivalente tem sido aplicado em outros estudos elaborados pela e&e,
no estabelecimento de correlações com o PIB e na projeção de emissões pela frota de
veículos rodoviários, este último desenvolvido para o Ministério da Ciência e
Tecnologia. Vale lembrar que a sua principal característica é a expressão da demanda em
termos de um vetor energético de referência para cada setor de atividade, sendo a
conversão da energia útil em equivalente feita através das eficiências relativas.
·
Módulo Emissões Setoriais:
O cálculo
das emissões por setor parte da desagregação do produto nacional conforme a estrutura
adotada no Balanço Energético Nacional, da intensidade energética por setor e dos
coeficientes técnicos de emissão por unidade de energia equivalente. A intensidade
energética é calculada a partir das séries históricas do BEN (30 anos) mediante o
ajuste de funções apropriadas. Conforme já estabelecido, o cálculo dos coeficientes
técnicos de emissão considerará a configuração atual de oferta e as possíveis
evoluções.
Dois setores
serão tomados como exemplo de consideração de alternativas de oferta. No setor de
transportes, estudar-se-á a modificação da estrutura do setor, hoje concentrada no
rodoviário, automatizando-se o "software" para permitir o estudo das possíveis
mudanças no perfil inter-modal, na oferta de combustíveis nos próximos 5 anos e na
eficiência global decorrente do uso de veículos de maior porte e de motores mais
modernos, visto ser este um dos setores mais intensivos em energia e de usar
preponderantemente combustíveis fósseis cujas emissões são irrecuperáveis.
Da mesma
forma, o setor energético terá "software" automatizado para acomodar a entrada
das centrais termoelétricas a gás natural e suas repercussões sobre emissões, bem como
a adoção da co-geração de vapor de processo e eletricidade.
·
Relatório Final:
O relatório
final consolidará os resultados de emissões por setor e apresentará a projeção de
emissões condicionadas ao nível de atividade econômica para os próximos 20 anos,
considerada a modificação da estrutura de oferta nos próximos 5 anos. |
Justificativa
da Proposição:
O Brasil é parte da Convenção-Quadro
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e assumiu, entre outros, o compromisso de
realizar estudos com vistas a minimizar os efeitos negativos sobre o clima de diversas
atividades incluindo as referentes à produção e uso da energia.
A proponente, Economia e Energia, é
uma Organização Não-Governamental que se propõe contribuir para o desenvolvimento
social e econômico do Brasil por meio da elaboração de pesquisas no campo de energia e
economia, divulgando trabalhos de sua equipe e de terceiros, além de dados energéticos
em home page (http://ecen.com). No acervo de
trabalhos próprios, registram-se estudos elaborados para a ELETRONORTE e ELETROBRÁS,
centrados em modelo macroenocômico e de prospecção energética (energia equivalente),
já utilizados também pela Secretaria de Estudos Estratégicos na formulação de
cenários econômicos, além de estudo de emissão pela frota de transporte a óleo
diesel, elaborado para o MCT. O trabalho ora proposto, estabelecendo conexão entre a
atividade econômica e o nível de emissão de gases de efeito estufa, permite rever e
atualizar a matriz de emissão à medida que o cenário econômico se desenvolve, sendo,
portanto, um aperfeiçoamento do conjunto de modelos da proponente, o que constitui o
principal interesse da mesma.
A atividade econômica em países em
desenvolvimento como o Brasil gera um aumento na demanda energética que repercute nas
emissões. Uma matriz de demanda de energia pode ser atendida de diferentes formas
com diferentes impactos sobre as emissões dos gases geradores do efeito estufa.
A abordagem proposta pretende acoplar
uma matriz energética, expressa em energia equivalente, a diferentes formas de
atendê-la. O projeto fornecerá, na fase objeto desse convênio, a avaliação da
emissão de gases geradores do efeito estufa a partir do uso das fontes de energia
previstas na Matriz Energética e comparará as alternativas de atendimento pelos
diferentes energéticos.
No caso do setor transportes, existe um
aspecto adicional a ser considerado, que é o consumo diferenciado de energia nas
diferentes modalidades de transporte. No Brasil, o transporte é predominantemente
rodoviário que, relativamente ao ferroviário e hidroviário, é mais intensivo no
consumo de energia por carga transportada. Além disso, o transporte rodoviário é quase
exclusivamente baseado em motores que utilizam derivados de petróleo e são
geradores de CO2 .
Está prevista nos próximos dez anos a
introdução no parque de geração de eletricidade brasileiro de um número expressivo de
usinas térmicas a gás natural, óleo combustível ou carvão mineral. Estas usinas têm
impacto na geração de gases de efeito estufa, que deve ser avaliado e que depende da
fonte de energia utilizada e da tecnologia (ciclo combinado, co-geração).
Também é importante poder associar
cenários econômicos ao uso de energéticos e avaliar a emissão resultante em diferentes
cenários.
O desenvolvimento de tal estudo também
está previsto no Artigo 12.1 (c) do texto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre
Mudança do Clima, o que justifica a sua elaboração pelo MCT.
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4
Cronograma de Execução (Meta, Etapa ou Fase)
Fase
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Meta
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Especificação
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Indicador
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Duração
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Produto
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Início
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Término
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1a.
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Avaliação
de impacto de geração de gases do efeito estufa de uma matriz energética com a demanda
definida em energia equivalente |
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Dez/2000
|
Dez/2001
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1a.
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Descrição
de uso de Modelo Macroeconômico e
apresentação de Cenário de Referência |
01
Manual de uso
01
Programa |
dez/2000
|
Dez/2000
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2a.
|
Descrição
de modelo de obtenção de Balanço Energia Equivalente |
1
Manual de uso
1
Programa |
dez/2000
|
Dez/2000
|
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3a.
|
Levantamento
de emissões por energia equivalente por setor |
Relatório Parcial 1
|
Dez/2000
|
jan/2001
|
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4a.
|
Descrição
dos módulos físicos de emissão por setor para casos exemplo. Primeira rodada não
automatizada |
Relatório
Parcial 2 |
dez/2000
|
fev/2001
|
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5a.
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Modelo
de Emissões por setor rodada automatizada para casos exemplos |
Relatório
Parcial 3
Módulo
Automático Setorial 1 |
dez/2000
|
Mar/2001
|
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6a
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Uso
de resultado da Matriz para gerar emissões caso exemplo - Impacto de Matriz de
referência e alternativas |
Módulo
Automático Setorial 2 |
dez/2000
|
Abril/2001
|
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7a
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Relatório
Final e entrega de Modelo |
Relatório
Final e modelo |
dez/2000
|
jul/2001
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Nota: A Redação do projeto é a a original. A
e&e pediu, e o MCT concedeu, um adiamento no prazo de entrega dos trabalhos. Todos os
relatórios haviam sido entregues em 30/11/01 |