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ANÁLISE CRÍTICA DE RESULTADOS em 26/11/01 Por: João Antonio
Moreira Patusco Projeto:
Fornecimento de Instrumentos de Avaliação de Emissões de Gases de Efeito
Estufa, Acoplados a uma Matriz Energética. Redação Preliminar Executor: Economia & Energia - ONG Convênio Ministério da Ciência e Tecnologia MCT e Economia e Energia - e&e - ONG Nº 01.0036.00/2000 Metodologia A partir de uma leitura geral no documento, foram selecionados os dados da tabela 1, julgados mais representativos para a análise. Sobre estes dados foram calculadas taxas de crescimento e elasticidades para verificação de consistências econômicas e energéticas. Cabe acrescentar que no documento em análise, foi considerado 1999 como ano base, dado que à época do início dos trabalhos, os dados econômicos e de energia de 2000 ainda não estavam disponíveis. Nesta data, com a disponibilidade destes dados, é feita, também, uma abordagem sobre os dados projetados e os realizados.
Análise Em 2000, a economia brasileira cresceu 4,46% (dados preliminares), alavancada por bons desempenhos dos setores: Comunicações (16,96%), Extrativa Mineral (11,48%) e Indústria de Transformação (5,74%). Os Serviços cresceram 3,85% e a Agropecuária cresceu 3,02%. O baixo desempenho da construção civil (2,14%) e da produção de cimento (-1,8) demonstram uma queda no poder de compra da população, queda esta também comprovada pelas performances de consumo da eletricidade residencial (2,7%), do consumo residencial de gás de cozinha GLP (0,2%) e do consumo de gasolina e álcool (-3,4). Somam-se as estas, as baixas performances da produção de açúcar (-20,7%) e do álcool (-17,6%). Nestas condições, a Oferta Interna de Energia OIE do País cresceu apenas 2,35%, proporcionando uma das elasticidades renda (0,53) mais baixas desde 1970. Os resultados de 2000 mostram performances econômicas e energéticas atípicas, de difícil previsibilidade. Assim, na tabela 2, são identificadas as divergências entre os dados projetados e os do Balanço Energético Nacional BEN, ano base 2000. No consumo final total, a diferença foi de apenas 0,3%, entretanto, ao nível setorial e de energéticos as diferenças se acentuam. Por importância, merece destaque o consumo industrial projetado que ficou 4% abaixo do realizado e o consumo do setor energético projetado que ficou 9% acima do realizado. Os comentários do parágrafo anterior justificam estas diferenças. Ao nível de energéticos, o gás natural industrial projetado ficou 9,1% abaixo do realizado e o GLP residencial projetado ficou 3,1% acima do realizado. Com a implementação de termelétricas, o Gás Natural vem apresentado grande penetração na indústria nos últimos anos, fato que deve ser melhor avaliado nas projeções.
A tabela 3 apresenta as taxas médias de crescimento ao ano das variáveis selecionadas, para períodos de cinco, dez e vinte anos. A análise destas taxas induz às seguintes considerações: a) o consumo de GLP residencial, com taxas de crescimento próximas de 4% ao ano, parece estar alto. Este energético, por ser pouco elástico em relação à renda familiar e por estar praticamente em todas as residências, deverá apresentar taxas de crescimento próximas do crescimento da população. b) o gás natural deverá continuar avançando no uso industrial, em paralelo com o seu uso em termelétricas. Assim, é de se esperar, para os primeiros anos, taxas bem maiores de crescimento, por exemplo, próximas das taxas projetadas para o grupo comercial e outros. c) ainda não há estudos e informações suficientes para uma análise dos efeitos do racionamento na demanda futura de energia elétrica, entretanto, a taxa média de crescimento do setor comercial e outros, para o período 2005_2000, parece estar alta, demonstrando, aparentemente, que é o único setor que não é afetado pelo racionamento. Cabe lembrar que o setor público, com grande parcela de racionamento, está inserido neste grupo. A forte penetração do gás natural em centros comerciais pode, também, vir a substituir parcela de eletricidade. d) os dados econômicos indicam que o grupo comercial e outros, a exemplo do passado, continua com melhor performance no período do estudo, com a agropecuária apresentando a menor performance, o que parece razoável.
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