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Economia
& Energia |
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Matriz Energética e
de Emissões
Especial Crise
Argentina Matriz
Energética e de Emissões |
Matriz Energética e de Emissões: 7. Comercial, Público e Outros Serviços que não TransporteNota sobre a Redação: Coordenador : Carlos Feu Alvim feu@ecen.com O Setor Serviços vem crescendo de importância na participação no PIB e chega a corresponder a mais de 2/3 do PIB em alguns países. Do ponto de vista de consumo de energia, sua importância é relativamente pequena, com exceção do transporte que tem um tratamento especial em nossa metodologia. Grosso modo, o transporte representa cerca de 5% do Produto e 30% da energia. Do ponto de vista da apuração do produto, muitos países não consideram o produto dos transportes em separado a) Participação do Setor Comercial e Público no PIBComo observamos anteriormente, a participação do Setor Serviços no PIB cresceu nas últimas décadas e ainda existe, na comparação com outros países, algum espaço para o crescimento no Setor Serviços e nas atividades não diretamente relacionadas ao transporte que são objeto deste item. Na Figura 46 podemos observar a participação histórica e projetada para as atividades Comercial e Público onde estão englobadas, na ótica do Balanço Energético, todas as outras atividades relacionadas ao Setor serviços que não se refiram a transportes.
O valor de participação, projetado a preços constantes, é de 56,5% (52,1% a preços correntes) para o Comercial e Público. b) Razão Energia Equivalente / Produto SetorO valor do produto das atividades Comércio e Público foi obtido a partir dos valores do Setor Serviços descontados, quando disponível, a participação da atividade de transportes ou, na falta, a média de 4.8% correspondente à média do OCDE. A dispersão observada entre os paises para o valor da razão energia produto é bastante superior ao erro cometido na avaliação do produto. Os valores consideram o produto expresso ao nível de preços de paridade do poder de compra em cada país.
A média OCDE é, entretanto, superior ao valor observado para o Brasil. O comportamento histórico para o Brasil é mostrado na Figura 48. Também na Figura 48 mostramos a evolução da razão energia equivalente/produto extrapolada até 2020. O consumo por produto alcançaria o nível da OCDE em 1995 no último ano.
Figura 48: Energia/Produto para as Atividades Comercial e Pública, valores históricos e extrapolação, considerando nível de consumo próximo ao dos países da OCDE em 1995 e para o Brasil em 2020. c) Projeção da Energia Equivalente para as atividades Comercial e PúblicaBaseando-se no PIB projetado e na participação nessas atividades, podemos projetar o produto agregado nelas. Da projeção da razão energia equivalente/produto, pode-se projetar o valor da demanda de energia equivalente usando-se o valor do produto. Os valores históricos e extrapolados para o produto agregado nas atividades Comercial e Pública são mostrados na Figura 49. Os valores foram mostrados na Tabela 6 para os principais setores. Segundo a projeção de aumento do valor energia/produto, o crescimento em energia deverá superar o do produto, como podemos perceber na Figura 49.
d) Participação dos Energéticos nas atividades Comercial e Pública, em Energia Equivalente
Na Figura 50 podemos observar que a energia elétrica predomina nessas atividades em países medianamente desenvolvidos e mais adiantados. No Brasil, ela é bastante superior à média dos países mostrados ou dos países da OCDE, onde é ligeiramente superior a 70%. Na Figura 51 mostramos a evolução da participação das diferentes formas (agrupadas) de energia nas atividades em questão. Podemos observar que a partir das crises de petróleo de 1973 e 1979, a energia elétrica, que já era predominante, passou a representar quase a totalidade do consumo no Setor.
Figura 51: Participação de formas de energia (agrupadas) em energia equivalente histórica e projetada. A Figura 52 mostra em maior detalhe a participação de outros tipos de energia (que não elétrica) nas atividades comercial e outros.
Figura 52: Participação dos energéticos nas atividades comercial e pública. A queda na participação de outros energéticos que não a energia elétrica se deu a partir do primeiro choque de petróleo de 1973 até o choque frio nos preços de petróleo de 1986. Supõe-se na projeção um aumento da participação do gás natural. Pode-se observar que a participação dos outros energéticos nunca esteve nos níveis observados para a maioria dos países desde 1970. Deve-se lembrar que países temperados usam outros energéticos no aquecimento de ambientes comerciais e públicos. Isto pode limitar a penetração de outros energéticos no setor. Deve-se lembrar que o gás natural, desde que disponível, tende a deslocar outras fontes e até mesmo a eletricidade. A participação do gás natural, até 1999, era mínima e deve crescer nos próximos anos. Esta é a hipótese que adotamos e é mostrada na Figura 52. e) Participação dos Energéticos em Energia FinalA participação em energia final pode ser obtida a partir de coeficientes de transformação adequados para o setor. Na Figura 53 e na Tabela 26 estão indicados os valores projetados para a energia final nas atividades comercial e pública.
Figura 53: Consumo de Energia Final nas atividades comercial e pública, indicando-se os valores históricos e projetados Tabela 26: Valores Projetados da Energia Final para o Setores Comercial e Público (10^6 tEP)
f) Emissões Correspondentes ao Consumo em Energia FinalA partir do consumo em energia final e de coeficientes de emissão para o Setor, pode-se deduzir as emissões finais. Nessa avaliação foram usados os valores fornecidos pela equipe que está elaborando o Inventário Nacional de Emissões (valores fornecidos por Branca Americano à equipe da e&e). Os fatores usados na extrapolação, mostrados na Tabela 27, correspondem aos fornecidos para o ano de 1999. Cabe observar que somente estão mostrados os coeficientes de emissão para energéticos que foram projetados para uso no Setor no período 2000 a 2020. Tabela 27: Coeficientes de Emissões no Setor Comercial e Outros CO2 Gg/10^3tEP demais t/10^3tEP
Fonte: MCT: Comunicação de Branca Americano à e&e A aplicação desses coeficientes aos dados de energia final fornece os valores de emissão indicados nos gráficos para cada gás, considerado como contribuindo para a formação do efeito estufa.. Os resultados para CO2, CO, CH4, NOX, N2O e NMVOCs são mostrados nas Figuras 54 a 59 e nas Tabelas 28 a 33.
Figura 54: Emissões históricas e projetadas nas atividades comercial e outros serviços, provenientes do uso de energia final por energético. No caso das emissões de CO2 (e CO), os correspondentes ao uso da biomassa renovável não alteram o inventário no longo prazo e não contribuem para o efeito estufa. Esses valores são indicados de forma vazada na figura. Tabela 28: Emissões de CO2 em Gg/ano
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