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Economia & Energia
No 28-Setembro-Outubro 2001 
ISSN 1518-2932

setae.gif (977 bytes) No 28 English Version  

Apoio: MCT

 

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e&e No 28

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Energia e Emissões

Setor Agropecuário

Setor Industrial

Evolução da Razão Capital/Produto no Brasil e nos Países da OCDE

Dívida  Pública e Reservas do Brasil

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Vínculos e&e

Matriz Energética e de Emissões
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Matriz Energética e de Emissões:

 

Nota sobre a Redação: 
Trata-se de resultado referente à projeção do consumo de energia na indústria e das emissões correspondentes. A numeração das figuras e tabelas corresponde ao relatório entregue ao MCT que estará integralmente disponível para os leitores da e&e. 
TEXTO COMPLETO DOS SETORES ESTUDADOS, EM WORD, PARA DOWNLOAD

Coordenador : Carlos Feu Alvim feu@ecen.com
Equipe Técnica:Carlos Feu Alvim, Aumara Feu
(*), Eduardo Marques, Frida Eidelman, Omar Campos Ferreira, Othon Luiz Pinheiro da Silva

Estudaremos, neste capítulo,  a evolução dos coeficientes energia/produto e a distribuição do consumo em energia equivalente pelas diversas fontes de energia finais, visando a projeção do consumo de energia final (usando os coeficientes que refletem a eficiência relativa dos energéticos) para o Setor Industrial.

Essa abordagem também é possível para cada uma das atividades industriais e deverá ser feita nos trabalhos referentes à matriz energética.

A utilização dos coeficientes de emissão relativos às diversas fontes de energia final para o setor permite obter a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa no uso de energia pelo setor.

a) Participação do Setor Industrial no PIB

A participação histórica dos setores no PIB foi discutida no item 4 onde foram apresentados dados históricos para o Brasil e países da OCDE a preços correntes e a preços constantes. Foi visto que a perda de participação do setor a preços correntes foi, nos países da OCDE,  bastante superior à observada a preços constantes. No caso do Brasil, a participação do Setor Industrial caiu, em relação à década de oitenta, tanto a preços constantes como correntes, conforme é mostrado na Figura 29.

 
Figura 29: Valores históricos e projetados da participação do setor industrial  + energético no PIB, a preços constantes e correntes, para o Brasil. Nas comparações internacionais, deve-se comparar a soma dos dois setores com a participação da indústria no PIB para outros países.

 

Tendo em vista a queda da participação do setor industrial nas décadas oitenta e noventa do século passado e levando em conta que o Brasil não chegou a ser um país industrializado na plena acepção dessa palavra[1] preferimos manter a participação do setor industrial e energético aproximadamente na mesma proporção observada para os últimos anos da série histórica disponível. A participação média na OCDE do produto industrial  no PIB era cerca de 30% em 1995. Deve-se notar que países como  Japão e Alemanha ainda mantém participações da indústria de cerca de 35%  e que a média OCDE é fortemente influenciada pela baixa participação dos EUA que mantém, por vários anos, um déficit comercial externo mormente constituído de produtos industriais.

Os valores projetados para o Brasil da participação dos setores industrial e energético foram, respectivamente, de 28,0% e 4,5% totalizando 32,5% e a relação entre as participações a preços correntes e constantes foi suposta, em ambos os casos, tendendo para 1. Na Figura 30, mostramos, a preços constantes, a evolução suposta para os setores energético e industrial.

 

Figura 30: Valores históricos e projetados de energia equivalente / produto para o Setor Agropecuário no Brasil a preços constantes. Nota-se a  regularidade e constância dessa razão a preços constantes.

 

b) Razão Energia Equivalente / Produto Setor

A razão energia equivalente / produto do setor industrial mostra elevação sistemática a preços constantes ou correntes como pode ser visto na Figura 31. Aparentemente esses valores estariam tendendo para um valor limite. Os valores projetados se estabilizariam em 0,42 kEP/US$94. Uma análise preliminar dos dados para as diversas atividades industriais mostra que o aumento da razão energia/produto se deveu fundamentalmente ao setor metalúrgico.

 

Figura 31: Energia Equivalente / Produto Industrial em diversos países em ordem de PIB per capita (ppp - paridade de poder de compra). Existe uma grande variação nos valores observados que dependem fortemente das atividades industriais de cada país. A linha azul, no gráfico representa o produto industrial per capita)

 

É interessante apurar a situação da indústria brasileira em relação à de outros países. Na Figura 32, mostra-se a razão energia equivalente / produto para diversos países. Além dos países do atual e antigo bloco comunista, os países que se destacam por suas atividades em mineração e metalurgia apresentam   valores mais elevados de energia equivalente/produto.

Existe uma grande dispersão de valores sendo que o Brasil tinha um valor energia equivalente/ produto praticamente igual ao da OCDE em 1995. A hipótese adotada de que a intensidade energética atual permaneça constante parece coerente com essa observação. Uma melhor avaliação depende de uma análise prospectiva das diferentes atividades industriais no Brasil.

 

   Figura 32: Avaliação da evolução do parâmetro energia equivalente/produto no setor industrial.

 

c) Projeção da Energia Equivalente e Final para o Setor Industrial

A metodologia de avaliar a participação dos setores a preços constantes no PIB foi descrita anteriormente quando se discutiu o Setor Agropecuário. A participação do Setor Industrial projetada é mostrada na Figura 32 . Os dados de participação, para anos intermediários, foram mostrados na Tabela 5 .

A partir do PIB (em valores de dólares equivalentes ao de 1994) é possível obter os valores do Produtos Setoriais correspondentes que foram mostrados na 

Tabela 6  . Multiplicando os Valores do Produto Industrial assim projetados pelos valores anuais do parâmetro energia equivalente/produto industrial projetado chega-se à demanda em energia equivalente.

EE indústria (ano i) = Prod. Industrial (ano i) * (EE/PI) (ano i)

A Figura 33 mostra a evolução dos valores do produto a preços constantes e da energia equivalente no Setor Industrial.  Os valores históricos refletem o aumento da razão energia/produto mostrada na Figura 32 que provoca um distanciamento das curvas, principalmente após o ano de 1980, onde a produção industrial se dirigiu para produtos semi-acabados.

 

Figura 33: Evolução histórica e projeção da atividade econômica (medida pela demanda de energia equivalente) e do produto para o Setor Industrial

 

d) Participação dos Energéticos na Indústria em Energia Equivalente

A participação dos energéticos para a indústria foi feita em duas etapas. Uma primeira aproximação é feita considerando os energéticos agrupados como é feito na apresentação dos Balanços Energéticos da OCDE. Esta classificação é aplicada de maneira a agrupar os derivados de petróleo,de gás natural e  de carvão guardando uma idéia da fonte primária de origem. Isso facilita a  planejar o atendimento da demanda em função das disponibilidades. Em uma segunda etapa, considerou-se a participação percentual dos energéticos em cada subgrupo.

A metodologia adotada torna possível rever as participações entre os energéticos de forma a  possibilitar o estudo de substituições entre energéticos de outros grupos.

Na Figura 34 , mostramos a evolução da participação dos energéticos, assim agrupados, observada historicamente e a projetada. Ao projetarmos esta participação também consideramos a comparação da participação dos energéticos no Brasil com a de outros países.

Na Tabela 16, mostramos as participações dos energéticos agrupados, extraídas dos dados da OCDE em energia final e convertidas em energia equivalente, de acordo com  metodologia descrita anteriormente [F1] . Como o BEN não considera separadamente a energia na forma de calor, o total foi renormalizado distribuindo seu valor entre os outros energéticos (exclusive a eletricidade) como mostrado na Tabela 17 onde estão indicadas as participações adotadas para o ano de 2020 no Brasil.

 

Tabela 16: Participação, em Energia Equivalente, de energéticos agrupados, no uso na Indústria no ano de 1996.

 

Carvão

Deriv. de Petróleo e GN

Gás

Outros

Combust. Renov. e Rejeitos

Eletricidade

Calor

Total

Brasil

13.7%

20.5%

3.9%

0.0%

21.2%

40.8%

0.0%

100.0%

OCDE

6.6%

20.8%

20.0%

0.0%

2.3%

49.6%

0.7%

100.0%

Todos

19.9%

16.9%

14.5%

0.0%

3.4%

41.7%

3.7%

100.0%

Fonte: Dados de Energia Final de Balanços publicados pela OCDE e convertidos em energia equivalente pela e&e

 

Tabela 17: Renormalização de dados da Tabela 16 (sem o calor) e participação projetada para o Brasil

 

Carvão

Deriv. De Petróleo e GN

Gás

Outros

Combust. Renov. e Rejeitos

Eletricidade

Total

Brasil

13.7%

20.5%

3.9%

0.0%

21.2%

40.8%

100.0%

OCDE

6.7%

21.1%

20.3%

0.0%

2.3%

49.6%

100.0%

Todos

21.2%

18.0%

15.5%

0.0%

3.6%

41.7%

100.0%

Brasil 2020

12.0%

18.0%

12.0%

0.0%

12.0%

46.0%

100.0%

 

 
Figura 34: Participação histórica e projetada dos energéticos no Setor Industrial  no Brasil

 

Na  Figura 35 , mostramos a participação dos energéticos na indústria para diversos países, ordenados por PIB/hab. Como era de se esperar a participação da energia elétrica cresce com o desenvolvimento e atinge um patamar de cerca de 50%. A participação da biomassa se reduz com o desenvolvimento. A participação do Gás Natural na indústria é bem superior à observada no Brasil, mostrando que  existiria espaço para uma maior participação desse energético cuja maior aplicação dependerá da disponibilidade futura.

A participação do carvão mineral, no entanto, é praticamente o dobro da média da OCDE. Isso reflete o peso da siderurgia em nossa matriz industrial. Para o futuro, foi suposta, nesta primeira aproximação onde estamos tratando o setor industrial como um todo, que a participação do carvão mineral e seus derivados cairia dos atuais 13% (em 1999) para 12% (em 2020). Nos anos intermediários consideramos um acréscimo na participação do carvão mineral e seus derivados devido à necessidade de incrementar as exportações nos próximos anos. 

 

Figura 35: Participação do energéticos em uso no Setor Industrial nos diversos países, ordenados por PIB/hab.

 

Na Tabela 18, indicamos as participações em anos passados e as projetadas para anos intermediários até 2020.

Tabela 18: Valores de Participação dos energéticos agregados e valores projetados

INDUSTRIA

2020

1970

1995

1997

1998

1999

2000

2005

2010

2015

2020

Deriv. de Petróleo ou GN

18.0%

32.0%

18.1%

19.4%

19.5%

20.0%

19.6%

17.6%

16.5%

16.9%

18.0%

Gás Natural

12.0%

0.0%

3.2%

4.0%

3.8%

4.2%

4.7%

7.1%

8.7%

10.2%

12.0%

Carv. Mineral e Derivados

12.0%

8.0%

14.5%

14.5%

14.1%

13.1%

13.4%

14.7%

14.6%

13.6%

12.0%

Biomassa e Renováveis

12.0%

36.1%

21.0%

19.4%

20.2%

20.5%

20.0%

17.9%

15.4%

13.7%

12.0%

Eletricidade

46.0%

23.9%

43.2%

42.7%

42.4%

42.2%

42.3%

42.6%

44.8%

45.7%

46.0%

 

Figura 36: Participação histórica e projetada dos energéticos usados no Setor Industrial .

 

Para a definição das participações dos vários energéticos por grupo, foi utilizada a variação percentual de seus componentes. As Figuras 37 a 39 mostram a evolução e a projeção dos energéticos ao longo dos anos estudados.

 
Figura 37: Participação da Biomassa e de seus componentes no consumo industrial (em energia equivalente)

 

 
Figura 38: Participação dos Derivados de Petróleo (e GN) no consumo industrial  (em energia equivalente) e participação de cada energético no grupo.

 

 

 
Figura 39: Participação do Carvão Mineral e seus derivados no consumo industrial (em energia equivalente) e participação de cada energético no grupo

  d) Participação dos Energéticos em Energia Final

Os valores em energia equivalente foram, como nos outros setores, convertidos em energia final usando-se coeficientes de equivalência já descritos anteriormente (baseados nos valores de eficiência dos usos esperados para o futuro, conforme indicação no BEU/MME 1993).  

Baseado nesses coeficientes de equivalência, foram obtidos o consumo de energia final por energético no Setor Industrial mostrados na Figura 39 3 Tabela 19. Os valores do Produto utilizados são os da Tabela 6. 

 

 

Figura 39: Consumo de Energia Final no Setor Industrial indicando-se os valores históricos e projetados

 

Tabela 19: Valores Projetados da Energia Final para o Setor Industrial  (10^6 tEP)

                           Energia Final              10^3 tEP                                            

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

3384

5910

8549

11848

16606

CARVÃO   VAPOR

353

1602

2262

2338

2256

CARVÃO MET.

2132

1704

2001

2603

3225

LENHA

5174

6000

5958

5217

4058

PROD. CANA

9525

8873

9045

10389

12075

OUTRAS PRIMAR

2663

2794

2994

3242

3437

 TOTAL PRIMAR

23231

26882

30809

35637

41658

 ÓLEO DIESEL  

485

487

544

667

875

ÓLEO COMBUST.  

7586

8853

10150

12296

16050

GLP

766

620

653

792

998

  NAFTA  

0

0

1

11

33

QUEROSENE

62

83

105

138

197

GÁS

878

1305

1641

1836

2006

COQUE   C. MIN.

5984

7512

8529

8932

9043

 ELETRICIDADE

40490

46882

58545

70283

84288

  CARV. VEGETAL

3522

3680

3903

4221

4738

 O.SEC. PETR.

3744

2712

2792

3508

4598

ALCATRÃO

80

167

202

211

209

TOTAL SECUNDÁRIA

63598

72301

87063

102896

123037

Total Biomassa

15052

16475

17265

17944

18389

TOTAL

86829

99183

117872

138533

164695

 

e) Emissões Correspondentes ao Consumo em Energia Final

A partir do consumo em energia final e de coeficientes de emissão para o Setor, pode-se deduzir as emissões finais. Nessa avaliação foram usados os valores fornecidos pela equipe que está elaborando o Inventário  Nacional de Emissões (valores fornecidos por Branca Americano à equipe da e&e). Como primeira aproximação, foram usados fatores constantes ao longo do período 2000 a 2020. Os fatores usados, mostrados na Tabela 21, correspondem aos fornecidos para o ano de 1999.

Cabe observar que somente estão mostrados os coeficientes de emissão para energéticos que foram projetados para uso no Setor no período 2000 a 2020. Os usos não energéticos não foram computados na avaliação de emissões.

 

Tabela 20: Coeficientes de Emissões no Setor Industrial CO2 Gg/10^3tEP demais t/10^3tEP

 

CO2

CO

CH4

NOX

N2O

NMVOCS

GÁS NATURAL

2.272

2.612

0.047

33.363

0.004

0.203

CARVÃO   VAPOR

3.982

3.867

0.071

18.088

0.064

0.859

CARVÃO MET.

3.982

2.427

0.031

16.191

0.043

0.614

EN. HIDRAUL.

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

LENHA

4.097

74.271

0.937

4.648

0.172

2.148

PROD. CANA

4.144

74.073

1.289

2.932

0.172

2.148

OUTRAS PRIMAR

3.316

28.553

0.316

7.726

0.049

0.585

 TOTAL PRIMAR

3.776

52.036

0.803

9.252

0.122

1.555

 ÓLEO DIESEL  

3.150

0.533

0.006

2.857

0.024

0.206

ÓLEO COMBUST.  

3.290

2.128

0.091

13.330

0.019

0.215

GLP

2.682

2.510

0.067

32.633

0.004

0.215

  NAFTA  

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

QUEROSENE

3.055

2.495

0.031

15.357

0.023

0.215

GÁS

4.380

3.378

0.045

45.213

0.004

0.203

COQUE   C. MIN.

4.554

9.064

0.043

1.503

0.060

0.687

 ELETRICIDADE

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

  CARV. VEGETAL

4.458

171.826

8.591

4.296

0.172

4.296

 ÁLCOOL  ETIL.

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

 O.SEC. PETR.

3.748

2.192

0.060

16.447

0.043

0.214

NÃO E. PET.

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

0.000

ALCATRÃO

3.982

3.394

0.043

22.638

0.026

0.215

 Fonte: MCT: Comunicação de Branca Americano à e&e

 

A aplicação desses coeficientes aos dados de energia final  fornece os valores de emissão indicados nos gráficos para cada gás, considerado como contribuindo para a formação do efeito estufa.. Os resultados para CO2, CO, CH4, NOX, N2O e NMVOCs são mostrados nas Figuras 40 a 45 e nas Tabelas 21 a 26.

 

Figura 40: Emissões Históricas e Projetadas de CO2 no Setor Industrial, provenientes do uso  final de energia por energético. No caso das emissões de CO2 (e CO, veja próxima Figura), os correspondentes ao uso da biomassa renovável não alteram o inventário no longo prazo e não contribuem para o efeito estufa. Esses valores são indicados de forma “vazada” na Figura.

 

Tabela 21: Emissões de  CO2 em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

 

GÁS NATURAL

7688

13424

19419

26914

37723

 

CARVÃO   VAPOR

1407

6381

9008

9309

8982

 

CARVÃO MET.

8491

6785

7969

10367

12844

 

LENHA

21197

24585

24411

21376

16628

*

PROD. CANA

39473

36771

37485

43056

50044

*

OUTRAS PRIMÁRIAS

8830

9265

9928

10751

11399

 

 TOTAL PRIMAR

87087

97211

108221

121772

137621

 

 ÓLEO DIESEL  

1529

1533

1713

2101

2757

 

ÓLEO COMBUST.  

24961

29128

33394

40457

52808

 

GLP

2055

1663

1750

2125

2676

 

  NAFTA  

0

0

0

0

0

 

QUEROSENE

190

254

320

420

602

 

GÁS

3845

5717

7185

8042

8788

 

COQUE   C. MIN.

27250

34208

38837

40672

41178

 

 ELETRICIDADE

0

0

0

0

0

 

  CARV. VEGETAL

15700

16402

17398

18817

21121

*

 O.SEC. PETR.

14033

10164

10467

13148

17235

 

ALCATRÃO

317

665

803

839

833

 

TOTAL SECUNDÁRIA

89880

99733

111867

126623

147999

 

Total Sem Biomassa

114889

129207

149184

174654

209965

 

TOTAL

176967

196944

220088

248395

285619

 

(*) Emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa renovável

 

Figura 41: Emissões Históricas e Projetadas no Setor Industrial proveniente do uso  final de energia por energético.

 

Tabela 22: Emissões de CO        em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

 

GÁS NATURAL

8.8

15.4

22.3

30.9

43.4

 

CARVÃO   VAPOR

1.4

6.2

8.7

9.0

8.7

 

CARVÃO MET.

5.2

4.1

4.9

6.3

7.8

 

LENHA

384.2

445.7

442.5

387.5

301.4

*

PROD. CANA

705.5

657.2

670.0

769.5

894.4

*

OUTRAS PRIMAR

76.0

79.8

85.5

92.6

98.2

 

 TOTAL PRIMAR

1181.2

1208.4

1233.9

1295.9

1353.9

 

 ÓLEO DIESEL  

0.3

0.3

0.3

0.4

0.5

 

ÓLEO COMBUST.  

16.1

18.8

21.6

26.2

34.2

 

GLP

1.9

1.6

1.6

2.0

2.5

 

  NAFTA  

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

 

QUEROSENE

0.2

0.2

0.3

0.3

0.5

 

GÁS

3.0

4.4

5.5

6.2

6.8

 

COQUE   C. MIN.

54.2

68.1

77.3

81.0

82.0

 

 ELETRICIDADE

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

 

  CARV. VEGETAL

605.2

632.3

670.6

725.3

814.1

*

 O.SEC. PETR.

8.2

5.9

6.1

7.7

10.1

 

ALCATRÃO

0.3

0.6

0.7

0.7

0.7

 

TOTAL SECUNDÁRIA

689.3

732.1

784.1

849.8

951.3

 

Total Sem Biomassa

779.4

831.5

896.7

979.6

1100.6

 

TOTAL

1870.5

1940.5

2018.0

2145.7

2305.2

 

 (*) Emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa renovável

 

 
Figura 42: Emissões Históricas e Projetadas no Setor Industrial proveniente do uso  final de energia por energético. Destaca-se a predominância das emissões pelo uso da biomassa

 

Tabela 23: Emissões de CH4 em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

0.2

0.3

0.4

0.6

0.8

CARVÃO   VAPOR

0.0

0.1

0.2

0.2

0.2

CARVÃO MET.

0.1

0.1

0.1

0.1

0.1

LENHA

4.8

5.6

5.6

4.9

3.8

PROD. CANA

12.3

11.4

11.7

13.4

15.6

OUTRAS PRIMAR

0.8

0.9

0.9

1.0

1.1

 TOTAL PRIMAR

18.2

18.4

18.8

20.1

21.5

 ÓLEO DIESEL  

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

ÓLEO COMBUST.  

0.7

0.8

0.9

1.1

1.5

GLP

0.1

0.0

0.0

0.1

0.1

  NAFTA  

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

QUEROSENE

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

GÁS

0.0

0.1

0.1

0.1

0.1

COQUE   C. MIN.

0.3

0.3

0.4

0.4

0.4

 ELETRICIDADE

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

  CARV. VEGETAL

30.3

31.6

33.5

36.3

40.7

 O.SEC. PETR.

0.2

0.2

0.2

0.2

0.3

ALCATRÃO

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

TOTAL SECUNDÁRIA

31.5

33.0

35.1

38.1

43.0

TOTAL

32.6

34.2

36.5

39.8

45.0

 

 
Figura 43: Emissões Históricas e Projetadas no Setor Industrial proveniente do uso  final de energia por energético. Destaca-se a contribuição do Gás Natural nesse tipo de emissão.

 

Tabela 24 : Emissões de     NOX em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

112.91

197.16

285.21

395.28

554.03

CARVÃO   VAPOR

6.39

28.98

40.91

42.28

40.80

CARVÃO MET.

34.52

27.58

32.40

42.15

52.22

LENHA

24.05

27.89

27.69

24.25

18.86

PROD. CANA

27.93

26.02

26.52

30.46

35.41

OUTRAS PRIMAR

20.57

21.59

23.13

25.05

26.56

 TOTAL PRIMAR

226.37

329.22

435.87

559.47

727.88

 ÓLEO DIESEL  

1.39

1.39

1.55

1.91

2.50

ÓLEO COMBUST.  

101.13

118.01

135.30

163.92

213.95

GLP

25.01

20.23

21.30

25.85

32.57

  NAFTA  

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

QUEROSENE

0.95

1.27

1.61

2.11

3.03

GÁS

39.69

59.02

74.17

83.02

90.72

COQUE   C. MIN.

9.00

11.29

12.82

13.43

13.60

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  CARV. VEGETAL

15.13

15.81

16.77

18.13

20.35

 O.SEC. PETR.

61.58

44.60

45.93

57.70

75.63

ALCATRÃO

1.80

3.78

4.57

4.77

4.74

TOTAL SECUNDÁRIA

255.68

275.41

314.01

370.83

457.08

TOTAL

482.05

604.62

749.88

930.30

1184.96

 

Figura 44: Emissões Históricas e Projetadas no Setor Industrial proveniente do uso de final de energia por energético.

Tabela 26: Emissões N2O  em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

0.01

0.02

0.03

0.05

0.07

CARVÃO   VAPOR

0.02

0.10

0.15

0.15

0.14

CARVÃO MET.

0.09

0.07

0.09

0.11

0.14

LENHA

0.89

1.03

1.02

0.90

0.70

PROD. CANA

1.64

1.52

1.55

1.79

2.07

OUTRAS PRIMAR

0.13

0.14

0.15

0.16

0.17

 TOTAL PRIMAR

2.78

2.89

2.99

3.15

3.29

 ÓLEO DIESEL  

0.01

0.01

0.01

0.02

0.02

ÓLEO COMBUST.  

0.14

0.16

0.19

0.23

0.30

GLP

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  NAFTA  

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

QUEROSENE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

GÁS

0.00

0.01

0.01

0.01

0.01

COQUE   C. MIN.

0.36

0.45

0.51

0.54

0.54

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  CARV. VEGETAL

0.61

0.63

0.67

0.73

0.81

 O.SEC. PETR.

0.16

0.12

0.12

0.15

0.20

ALCATRÃO

0.00

0.00

0.01

0.01

0.01

TOTAL SECUNDÁRIA

1.29

1.39

1.52

1.68

1.90

TOTAL

4.07

4.28

4.51

4.83

5.19

 

 

Figura 45: Emissões Históricas e Projetadas no Setor Industrial de Outros compostos voláteis de carbono (não metanos) proveniente do uso  final de energia por energético.

 

Tabela 25: Emissões NMVOCs em Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

0.69

1.20

1.74

2.41

3.38

CARVÃO   VAPOR

0.30

1.38

1.94

2.01

1.94

CARVÃO MET.

1.31

1.05

1.23

1.60

1.98

LENHA

11.11

12.89

12.80

11.21

8.72

PROD. CANA

20.46

19.06

19.43

22.31

25.94

OUTRAS PRIMAR

1.56

1.64

1.75

1.90

2.01

 TOTAL PRIMAR

35.43

37.21

38.89

41.44

43.96

 ÓLEO DIESEL  

0.10

0.10

0.11

0.14

0.18

ÓLEO COMBUST.  

1.63

1.90

2.18

2.64

3.45

GLP

0.16

0.13

0.14

0.17

0.21

  NAFTA  

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

QUEROSENE

0.01

0.02

0.02

0.03

0.04

GÁS

0.18

0.27

0.33

0.37

0.41

COQUE   C. MIN.

4.11

5.16

5.86

6.14

6.22

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  CARV. VEGETAL

15.13

15.81

16.77

18.13

20.35

 O.SEC. PETR.

0.80

0.58

0.60

0.75

0.99

ALCATRÃO

0.02

0.04

0.04

0.05

0.04

TOTAL SECUNDÁRIA

22.15

24.00

26.06

28.42

31.89

TOTAL

57.58

61.21

64.95

69.86

75.85

(*) Parte da análise de dados setoriais, faz parte do Trabalho de Tese de Doutorado de Aumara Feu em curso no Departamento de Economia da Universidade de Brasília.

[1] Nota-se que a expressão “País Industrializado” era utilizada, até o  final da década de oitenta pelo menos, como sinônimo de país desenvolvido e a indústria brasileira continua carente em capacidade de produção e/ou tecnologia em vários setores vitais da indústria.


   [F1] Colocar referência da e&e

  

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Sunday, 28 August 2005
.

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