Economia
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Energia e Emissões Evolução da Razão Capital/Produto no Brasil e nos Países da OCDE Dívida Pública e Reservas do Brasil Matriz
Energética e de Emissões |
Matriz Energética e de Emissões: 5. Uso dos resultados no Setor AgropecuárioNota
sobre a Redação: Coordenador
: Carlos Feu Alvim feu@ecen.com
Nossa metodologia usa a avaliação da energia equivalente em cada setor a partir da evolução dos coeficientes energia/produto. A distribuição do consumo em energia equivalente pelas diversas fontes de energia finais possibilita a projeção do consumo de energia final (usando os coeficientes que refletem a eficiência relativa dos energéticos) para cada setor. O uso dos coeficientes de emissão relativos às diversas fontes de energia final e as hipóteses de distribuição de fontes primárias e de eficiência no processo de transformação (principalmente na geração de eletricidade) permitem obter os coeficientes de emissão por setor. a) Razão Energia Equivalente / Produto SetorialNa Figura 15 ,está indicada a razão Energia Equivalente / Produto Setorial para os principais setores consumidores de energia. Os valores são apresentados em quilo equivalente de petróleo kEP. A razão de usarmos a mesma unidade normalmente usada para expressar a energia equivalente é o de não introduzir uma unidade nova, conforme exposto anteriormente. Deve-se entender, nesse caso, que 1 kEP = 10,8 Mcal corresponde, aproximadamente, a 1,167 m3 de gás natural seco (equivalência BEN/MME) a uma temperatura de 20 °C e à pressão de 1 atmosfera. Na Figura 15, também, apresentamos os valores correspondentes ao uso de energia equivalente extrapolado para o setor. A projeção baseia-se em um valor estimado para 2020 e é feita mediante uma curva de segundo grau ajustada ao comportamento histórico, acoplando-se o valor projetado com o último dado disponível com ajuda de uma curva integrada de Poisson. A constante de tempo da curva de Poisson pode ser escolhida pelo cenarista. É possível intervir nos anos intermediários como será mostrado em anexo a este trabalho. A conveniência de trabalharmos a preços constantes fica patente na Figura 16 e na Figura 17, onde são comparados os valores a preços correntes e a preços constantes.[1]
A razão energia equivalente/ produto do setor agropecuário é notavelmente “bem comportada” a preços constantes. Este valor, não obstante aos profundas mudanças na tecnologia e na participação dos energéticos, é praticamente constante ao longo dos 30 anos da série. O valor a preços correntes não mostra igual regularidade no comportamento mas, como já assinalamos, isto se deve fundamentalmente a variações de preços dos produtos agropecuários frente aos demais produtos que compõem o PIB. Como a participação do Setor Agropecuário, é supostamente declinante a preços correntes (baseando-se em países e estados da Federação mais desenvolvidos) e o consumo de energia equivalente é crescente no setor, a razão energia equivalente/ produto resulta crescente a preços correntes para o Setor Agropecuário.
b) Projeção da Energia Equivalente e Final para o Setor AgropecuárioA partir da participação dos setores (a preços constantes) no PIB e do valor do PIB fornecido (também a preços constantes) pelo módulo macroeconômico [M1] é possível obter o produto do setor (participação % x PIB em US$94) projetado para cada ano. A Figura 18 mostra o valor da evolução do produto e da energia equivalente a preços constantes. Os valores históricos refletem uma elevação de patamar da curva energia equivalente/produto, mostrada na Figura 16, a partir de 1986.
c) Participação dos Energéticos em Energia EquivalenteA participação dos energéticos na Agricultura, como já adiantamos, foi bastante significativa nos últimos 30 anos. Na Figura 19, mostramos a evolução histórica dessa participação expressa em energia equivalente. Deve-se distinguir, para fins de projeção, aqueles energéticos (ou fontes energéticas) usados [M2] para geração de calor (lenha, óleo combustível, GLP e, eventualmente, gás natural) daqueles usados para força motriz (fundamentalmente diesel) A eletricidade é usada para: geração motriz estacionária (onde tende a predominar); geração de calor (dependendo do preço e da disponibilidade de energia limpa); e, iluminação, onde a energia é imbatível, quando disponível. O uso de dados de avaliação de energia equivalente em outros países para o setor agropecuário pode ajudar na tarefa de projetar a distribuição de energia no setor para o horizonte 2020. Podem ser especialmente úteis os dados referentes aos países mais desenvolvidos. Deve, no entanto, ser levada em conta a extensão dos países objeto da comparação já que esta condiciona os métodos de produção. Dos balanços energéticos, retiramos os dados de base utilizados para obter a participação da energia final. Usamos dados publicados pela OCDE, para seus países membros , e para os que não a integram [M3] . O ano escolhido foi o de 1996 para o qual dispomos de dados desagregados para os países da OCDE. Os dados econômicos para os macro-setores estão disponíveis em outras fontes, em particular os relatórios anuais do Banco Mundial.
A comparação de dados energéticos de diversos países, publicados pela OCDE e convertidos para energia equivalente, apresenta alguns problemas para a orientação de nossa escolha para o futuro. Os critérios de alocação ao Setor Agropecuário devem diferir substancialmente. Na Figura 20,os dados de participação dos diferentes energéticos, para o ano de 1995, mostram claras discrepâncias dos critérios para alocar eletricidade cuja utilização aparece como nula em países como os EUA e Bélgica. Para os derivados de petróleo, existem também diferenças substanciais de participação que devem indicar critérios substancialmente diversos de alocação. Na Figura 21, é mostrada a extrapolação da participação considerada para o setor, nesta “rodada” inicial, com a eletricidade atingindo cerca de 30% no final do período. Supõe-se uma redução da aplicação da biomassa e um incremento de derivados de petróleo, dominantemente diesel para os próximos anos. Para avaliação de tendência, usou-se um quadro (mostrado na Tabela 7 ), fornecido para cada setor pelo programa utilizado, em que são apresentados: a)o gráfico; b) as participações históricas em anos selecionados; e, c) as participações, mínima, máxima e média de cada energético, agrupadas por energia primária e de origem (exceto eletricidade).
Tabela 7: Valores Indicativos e agregados para projeção
d) Participação dos Energéticos em Energia FinalOs valores em energia equivalente foram convertidos em energia final usando-se coeficientes de equivalência, baseados nos valores de eficiência dos usos esperados para o futuro, do Balanço de Energia Útil do MME de 1993. Baseado nesses coeficientes de equivalência foram obtidos o consumo de energia final por energético no Setor Agropecuário mostrados na Figura 22 e na Tabela 8.
Tabela 8: Valores Projetados da Energia Final para o Setor Agropecuário (10^6 tEP)
e) Emissões Correspondentes ao Consumo em Energia FinalUma vez obtida a projeção do consumo em energia final pode-se, a partir de coeficientes de emissões para o Setor, deduzir as emissões finais. As emissões entre 1990 e 1999, já contam com avaliação preliminar pela equipe que está elaborando o Inventário Nacional de Emissões (valores fornecidos por Branca Americano à equipe da e&e). No caso do setor Agropecuário, foram considerados fatores constantes ao longo do período. Os mesmos fatores foram utilizados para os anos seguintes e são os mostrados na Tabela 9 . Cabe observar que somente estão mostrados os coeficientes de emissão para energéticos que foram utilizados no Setor no período e que, na presente versão, não variamos o conjunto de energéticos a serem usados no setor. No caso de hipóteses que incluam outros energéticos, deveremos usar os coeficientes “default” da metodologia adotada no Brasil (do IPCC) na avaliação das emissões.
Tabela 9: Coeficientes de Emissões no Setor Agropecuário CO2 Gg/10^3tEP
Fonte: MCT (Dados usados para emissões entre 1990 e 1999) A aplicação desses coeficientes aos dados de energia final fornece os valores de emissão indicados nos gráficos para cada gás considerado como formador de parte do efeito estufa. Os resultados para CO2, CO, CH4, NOX, N2O e NMVOCs (outros compostos voláteis de carbono, não metano) são mostrados nas Figuras 23 a 28 e nas Tabelas 8 a14.
Tabela 10: Emissões de CO2 em Gg/ano
(*) Emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa renovável
Tabela 11: Emissões de CO em Gg/ano
(*) Emissões não contabilizadas por provirem de biomassa renovável
Tabela 12: Emissões de CH4 em Gg/ano
Tabela 13 : Emissões de NOX em Gg/ano
Tabela 14: Emissões N2O em Gg/ano
Tabela 15: Emissões NMVOCs em Gg/ano
[1] Pode-se lembrar que no caso dos produtos agrícolas os inconvenientes de se usar preços constantes, do ponto de vista econômico, são consideravelmente menores que em outros setores onde não existe a exata correspondência entre os produtos. Obviamente uma tonelada de soja (mesmo a transgênica) de 2000 é mais facilmente comparável que uma tonelada de soja produzida em 1970 (30 anos de intervalo) do que um computador de 1990 com um de 2000 (dez anos de intervalo).
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Revised/Revisado:
Sunday, 28 August 2005. |