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Economia
& Energia |
e&e No 26 A Crise de Energia Elétrica - Causas e Soluções Minimizando os Efeitos Negativos do Racionamento de Energia ElétricaValor Agregado por Setor e o Consumo de Eletricidade Como lidar com o "Ano Seguinte" Como Fica sua Conta de Luz Residencial A Exportação de Produtos Intensivos em Eletricidade Informações Relevantes sobre o racionamento O FENÔMENO
ENERGÉTICO Efeito estufa e Consumo de Combustíveis Dívida Pública e Reservas do Brasil
Infome Político e Econômico no Brasil (em espanhol) Matriz Energética e de Emissões
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O
FENÔMENO ENERGÉTICO Genserico
Encarnação Jr Energia
é a força vital do ser humano e da humanidade. Daí a abrangência dos
termos energia e energético, que engloba além do seu significado básico,
também o de dinamismo, firmeza,
vigor, força moral e física, etc. Com
a utilização comercial e em larga escala do carvão mineral, petróleo,
gás natural e das energias hidráulica e nuclear, o mundo testemunhou a
sua fase mais intensa de desenvolvimento econômico. A revolução
industrial e dos transportes, como de resto dos outros setores foram
deflagradas e aceleradas com o concurso dessas relativamente recentes
formas de energia. Recentes, bem entendido, no sentido histórico.
Sem os cuidados com a precisão podemos situar o advento do carvão
no século XVIII, o petróleo e o gás no século XIX
e a energia nuclear no século XX. Entramos no século
XXI sem a perspectiva de uma nova fonte energética que seja técnica,
econômica e ambientalmente viável de utilização universal. É a razão
porque nossas previsões de meio século atrás não se concretizaram,
tais como as viagens interplanetárias e os veículos pessoais voadores,
como exemplos. Por maiores que
tenham sido os progressos nos campos da ciência e tecnologia, notadamente
nos setores da telemática e
das comunicações de uma maneira geral, as fontes energéticas mais
difundidas continuam as tradicionais. Frutos da mineração pesada de
material orgânico em decomposição desde remotas eras ou de grandes
projetos para a dominação e aproveitamento dos
cursos d’água. Fontes não condizentes com o requinte do estágio
atual tecnológico, o que justificaria o apodo de fontes “jurássicas”.
A inexistência
de uma fonte energética que as substituísse impediu a realização
daquelas previsões. Flash Gordon ainda não saiu de todo das histórias
em quadrinhos. Kubrick viu seu “2001, Uma Odisséia no Espaço”
transformar-se numa odisséia no tempo; a realização total de suas
previsões, homericamente, ficou para as calendas gregas. Quais as reflexões
mais adequadas para este momento? Quero me permitir fazer algumas que
destoam do quadro das recomendações, decisões e ações que fervilham
nesta oportunidade. Pois observo que, cada crise gerada pelo modelo energético
dominante gera novos planos dentro do mesmo critério. Um círculo vicioso
centrífugo dinâmico que a cada volta aumenta seu raio (no sentido lato
deste último termo). Há necessidade de quebrar esse processo. Não vou me ater a
analisar o que se passou ou sugerir esta ou aquela linha de aumento de
oferta, racionalização do consumo, preservação ambiental,
economicidade, etc. Já atuei à (minha) exaustão neste campo. Gente mais
competente e com mais “energia” está empenhada neste importante
mister. Que será do ano
2050, quando provavelmente os hidrocarbonetos estarão se exaurindo, as
grandes reservas hídricas já estiverem aproveitadas, a atmosfera mais
poluída, o efeito estufa mais gritante, o lixo atômico mais acumulado e
o registro não-descartável de alguns acidentes nucleares? Em curto período
recente tivemos três: Chernobyl, Three Miles Island e o do Japão. Como estará o nosso planeta cuja população já é grande, se ela aumentar sensivelmente o consumo energético per-capita; mais detidamente, se os mais de um bilhão de chineses vierem, um dia a ter o mesmo padrão de consumo energético dos americanos? Assustou-me ver fotos da construção da Usina de Três Gargantas no rio Yang Tsé, na China. Foi-me aterrorizante, por sua estrutura gigantesca e as gigantescas conseqüências ambientais. O lago da usina vai cobrir doze cidades e 356 vilarejos, com a remoção de 2 milhões de pessoas. O planeta dificilmente suportará a continuação deste modelo. Os estadistas deste
mundo, devem-nos um plano energético para propiciar um Ponto de Mutação
nesta louca carreira energética em que o mundo se vê prisioneiro, cujo
fim, está a saltar às vistas, é profeticamente catastrófico. Os Estados Unidos,
como potência hegemônica, têm esta responsabilidade e não se dão
conta ao elegerem um “businessman” (ou com o mesmo espírito de corpo)
como seu primeiro mandatário, que recentemente apresentou um plano de visão
eminentemente empresarial, sem grandes preocupações ambientais. Um plano
guarda-chuva tem que emergir, nas instituições internacionais, com o
devido respaldo americano, para que se desenvolva uma nova forma de
energia mais viável, mais condizente com as condições de vida do
planeta, e, também, permitir a realização de nossos já antigos sonhos
de progresso humano. Itapoã, Vila Velha, ES, Maio de 2001. |
Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Sunday, 28 August 2005. |