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Muitos brasileiros conhecem o
trabalho realizado pela Rede SARAH. Não são apenas os de Brasília, Belo Horizonte,
Salvador e São Luís. Nas nossas unidades, atendemos pessoas de todos os Estados.
0 Sistema Único de Saúde está desfigurado
diante dos olhos do país.
As pressões dos lobbies na área de saúde se orientam apenas
para o Modelo de Gestão Privada de Saúde agrupado em volta das empresas de medicina de
grupo, cooperativas, autogestão e seguradoras, que privilegiam a doença, o consumo de
saúde, a rentabilidade do capital investido, a lucratividade e produtividade. 0 paciente
é um consumidor e ponto. É uma estrutura portentosa: 40 milhões de usuários, 1.500 empresas, 237 mil médicos
contratados e credenciados, com múltiplos vínculos, 110 mil empregos diretos e 577 mil indiretos, 265 hospitais
próprios e 12 mil credenciados, com múltiplos
credenciamentos, 23 mil leitos próprios e 1 milhão de
leitos credenciados, igualmente com múltiplos credenciamentos, e faturamento anual
estimado de US$ 19,0 bilhões, cerca de R$ 38,0 bilhões, em 99.
0 que é surpreendente: que tudo isto foi
implantado e se expandiu praticamente na década de 90, menos pôr força da
globalização, mas pela ganância, com a omissão de um Estado que deveria ser indutor e
regulador.
Tudo se processou em um ambiente com pouca ou
nenhuma regulação, auditoria fiscal, de custos, de qualidade, fiscalização e controle
de laboratórios, medicamentos, prestadores de serviços, hospitais, cooperativas,
autogestoras, seguradoras e planos de saúde.
Mais: os recursos dos orçamentos da
União (R$ 23,0 bilhões), dos Estados (não se sabe quanto) e dos Municípios (não se sabe
quanto) que servem para impulsar tal Modelo inclusive com repasses e renúncias fiscais.
Na área pública, sobraram o sucateamento da Rede, em
instalações precárias equipamentos quebrados, a baixa remuneração dos profissionais
médicos e paramédicos, multimilitância e o pânico que se apossou população
desassistida.
Nesta edição, estamos abrindo um debate sobre o
Modelo SARAH de Gestão de Saúde
Pública para que as instituições públicas
tomem conhecimento do que fazemos.
Convidamos os profissionais dos hospitais
universitários para que conheçam a Rede SARAH.
0 contribuinte brasileiro está cansado de pagar,
até com a vida, o preço do Modelo de Saúde - melhor diria o Modelo da Doença - que
deveria ser Complementar, como determina a Constituição, mas que virou Básico ou
Único.

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