Economia & Energia
Ano III - No 17
Novembro/Dezembro 1999
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ollaoro.gif (978 bytes)Petróleo e Gás Natural no ES
ollaoro.gif (978 bytes)Emissões de Gases do Efeito Estufa por Termelétricas
ollaoro.gif (978 bytes)O consumidor ganhando poder de mercado no setor elétrico?
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Energia:
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Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a
marcos@rio-point.com
Revisado:
Wednesday, 26 October 2005.

http://ecen.com

Emissões de Gases
do
Efeito Estufa por Termelétricas

(Versão Dezembro de 1999)

equipe e&e

Este trabalho é parte do estudo das emissões dos gases de efeito estufa resultantes da operação das Centrais Termelétricas Brasileiras no período de 1990 a 1997 para o MCT-Brasil e PNUD.

APOIO:

mct_p1.gif (2370 bytes)

image22.gif (2562 bytes)

Proposta Original (praticamente mantida)

O estudo concentrou-se em três linhas:

  • levantamento das Centrais Termelétricas instaladas no País por tipo de tecnologia e avaliação do consumo de combustível usado em cada uma dessas usinas; (levantamento das centrais realizado, não disponível em forma eletrônica)
  • avaliação das contribuições de cada tipo de combustível para a emissão dos diferentes gases do efeito estufa (CO2, CO, NOX, N2O, CH4 e NMVOC), conforme a tecnologia da Central Termelétrica  - (distrubuição geográfica por estado permite tratamento a nível da principais centrais) (Este relatório preliminar)
  • projeção dessas emissões pelas Centrais Termelétricas previstas no Plano Decenal de Expansão da Eletrobrás. Estes valores serão comparados com avaliação preliminar em cenário econômico de referência e&e e com o uso de outras informações disponíveis das empresas produtoras.(em andamento)

1. Introdução

1.1 Participação da Geração Térmica na Produção de Eletricidade

A geração de Energia Elétrica em usinas térmicas é bastante limitada e geograficamente localizada Existe no Brasil uma notável predominância da energia hídrica como fonte primária de energia elétrica. Térmicas a carvão mineral estão localizadas nas proximidades da ocorrência das minas, na região Sul.

 

Figura 1.1: A Geração nas centrais elétricas de serviço público é de base hídrica, a participação térmica é modesta e o uso da capacidade existente tem estado subordinada às necessidades enegéticas conjunturais - Dados BEN/MME 1998 (1.1)

Por opção estratégica, principalmente após os choques de petróleo de 1973 e 1979, toda prioridade foi dada a geração hídrica que, embora renovável, é intensiva em capital.

Além disto, os combustíveis são consumidos para essa finalidade com forte predominância regional com destaque para o óleo diesel no Norte e carvão no Sul. O óleo combustível se concentra no Norte e Sudeste sendo que nesta última região é usado somente para suprir necessidades eventuais ou sazonais da rede interligada.

Tabela 1.1:

Uso de Combustíveis para Gerar Eletricidade no Período 1990-1997
TJ/ano

Combustível

N

NE

SE

CO

S

Óleo Diesel

39390

337

5428

5025

980

Óleo Combustível

13331

0

8237

304

8355

Carvão

0

0

0

38479

43737

Gás Natural

0

69

491

0

0

TOTAL

52721

405

14155

43808

53072

A distribuição por estados da Federação das centrais de Geração para uso público é, por outro lado, de tal forma especializado que permite, como poderá ser visto, praticamente individualizar o consumo das centrais mais importantes (carvão e óleo combustível) pelo consumo a nível estadual.

 

 

Figura 1.2: A geração nas centrais elétricas de serviço público por combustível apresentam notável concentração por estado; o óleo combustível nos estados AM, RJ, e SP e o carvão nos estados de SC e RS.

 Por tipo de combustível temos a distribuição no período mostrada na figura seguinte. O carvão (4 usinas) e o óleo combustível (3? usinas) representam 71% do combustível queimado e devem ser tratados de maneira especial. As usinas a óleo diesel podem ser tratadas em conjunto ou por tipos principais.

 

 

Figura 1:3: Carvão e óleo combustível representam 71% da energia térmica , em GJ, usada na geração térmica nas centrais públicas (não inclui nuclear)

 

Figura 1.4: A participação do óleo combustível nas fontes geradoras de CO2, vem cedendo lugar ao carvão vapor e ao diesel; as centrais a óleo combustível atendem a regiões de redes interligadas e são usadas para suprir déficits anuais ou sazonais. - Dados BEN/MME 1999 e anteriores.

1.2 Autoprodutores

Na geração térmica de eletricidade os autoprodutores têm um importante papel que vem crescendo com o tempo como é mostrado no gráfico seguinte.

Figura 1.5: As autoprodutoras termelétricas atingem contribuição quase equivalente à das centrais de serviço público - Dados BEN/MME 1998.

Figura 1.6: Nas autoprodutoras encontra-se uma variedade muito maior de combustíveis com destaque para combustíveis disponíveis no local ou usados em processo de cogeração - Dados BEN/MME 1998.

As autoprodutoras pela sua importância, pela diversidade de combustíveis e dos setores envolvidos merecem um estudo à parte.

2. Centrais Elétricas de Serviço Público

Em dezembro de 1997, a capacidade instalada das centrais termelétricas públicas apresentava os seguintes valores:

 

Tabela 2.1 Capacidade Instalada por Sistema

SISTEMAS

CAPACIDADE INSTALADA(MW)

% DA CAPACIDADE TOTAL

Sul/Sudeste/Centro-Oeste

3431

8

Norte/Nordeste

299

3

Isolados (*)

1367

71

(*) Correspondem a mais de 300 localidades eletricamente isoladas umas das outras

Cerca de 85% dos Sistemas Isolados estão na Região Norte que englobam os Estados de Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Acre. Os 15% restantes estão distribuídos nos Estados de Pará, Maranhão, Tocantins, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

O percentual de geração térmica de eletricidade por região e por tipo de combustível em dezembro de 1997 é apresentada a seguir:

Tabela 2.2 Geração Percentual Térmica por Região e por tipo de Combustível

REGIÃO

ÓLEO COMBUSTÍVEL

ÓLEO DIESEL

CARVÃO

Norte 20 80 0
Nordeste 0 100 0
Sudeste (*) 97 3 0
Sul 0,67 0,56 98,76
Centro-Oeste 0 100 0

(*) Não está incluída a geração nuclear

 

3. Térmicas a Carvão

3.1 Aspectos Gerais

A geração a carvão vapor está localizada em 4 centrais, associadas a minas próximas às geradoras. São elas

USINA LOCALIZAÇÃO E OPERADORA UNIDADES E POTÊNCIA INÍCIO OPERAÇÃO
Jorge Lacerda Tubarão - SC / ELETROSUL 2 X 50 MW 1961 e 1963
2 X 66 MW 1972
2 X 125 MW 1977
1 x 350 MW 1997?
Charqueadas/ Jacuí RS - ELETROSUL 4 X 18 MW 1956-1968
350 MW 1999?
Candiota RS - CEEE 2 X 63 MW 1974
2 X 160 MW 1986
350 MW 2003?
 Cambuí PR

O fato de utilizarem tipos de carvão específico, diferenciados por seu poder calorífico, permitem que os dados disponíveis a nível estadual sejam usados para inferir, com boa aproximação para fins de emissão, as emissões a nível de usina. Para as três primeiras existe estudo específico de emissões realizado por JICA/ELETROSUL/CEEE (2.1) .

3.2 Parâmetros de Emissão

      3.2.1 - Eficiência

O estudo levantou para diferentes condições de operação as emissões de SO2, NOx e particulados para estas usinas usando combustíveis de diferentes poderes caloríficos e diferentes teores de enxofre. Também foram feitos levantamentos de dispersão desses poluentes. Igualmente são fornecidos dados operacionais como temperatura e velocidade dos gases na chaminé, potência gerada e quantidade de combustível consumido. Os dados operacionais foram fornecidos pelas centrais que também parecem ter fornecido as características do combustível tais como teor de cinza e enxofre.

A eficiência de operação das central foi inferida para diversas condições de operação e são mostradas na Tabela 3.2 para as três centrais estudadas.

eficiecjl.gif (6542 bytes)

Figura 3.1: A Eficiência das unidades não depende da faixa de operação estudada em relação à potência nominal. As unidades de maior porte se mostram mais eficientes;

Tabela 3.1

Eficiência

Poder Calorífico do Carvão

Potência relativa à nominal

Jorge Lacerda

Unidades 50 Mw

26,8%

4550-4850

56-90%

Unidades 66 Mw

34,1%

4500-4600

68-88%

Unidades 125 Mw

30,8%

4460-4580

64-100%

Charqueadas

Unidades 18 Mw

19,3%

3050-3180

82%

Candiota

Unidades 50 Mw

24,3%

3050-3250

50%

Unidades 160 Mw

22,8%

3140-3240

51%

As eficiências não se mostraram sensíveis na faixa de operação acima de 50% da potência nominal. As variações de teor calorífico do carvão utilizado não foram significativas em cada unidade para verificar a influência deste fator. Como se tratava de diferentes partidas (diferentes dias e diferentes teores de cinzas e enxofre) isto pode ser tomado como indicação de uma relativa estabilidade desta característica. Em diferentes unidades da mesma usina a variação é significativa o que torna preferível, sempre que possível, trabalhar diretamente com o consumo de carvão conferindo as eficiências através dos dados da geração elétrica.

      3.2.2 - Emissões SO2 e NOx

As emissões de SO2 e Nox e de particulado foram objeto específico do estudo liderado pelo JICA. Alguns fatos contraditórios podem ser observados como valores de emissão de enxofre em massas superiores a das indicadas para o combustível. O gráfico seguinte ilustra esse fato.

Figura 3.2: Foi detectada diferença sistemática entre o enxofre emitido que se apresenta sistematicamente superior ao indicado no carvão.

Trata-se aparentemente de erro sistemático na determinação do teor enxofre do carvão ou das emissões (ou na interpretação de nossa equipe). Nota-se, por outro lado, uma boa correlação relativa. Os valores calculados de emissão de enxofre, no trabalho referenciado, são coerentemente bastante inferiores aos medidos. Pode ter havido um erro na interpretação dos valores de teor de enxofre fornecido que seriam, para essa usina, relacionados à massa de carbono e não a do combustível. Corrigindo-se para esta hipótese acha-se um valor bem mais coerente. Ademais os teores fornecidos para o combustível ~1.9% estão em contraste com os fornecidos no INFORMATIVO ANUAL DA INDÚSTRIA CARBONÍFERA 1994, Ministério de Minas e Energia,  para a referida mina. Adotando-se a hipótese dos teores referirem-se ao carvão sem as cinzas encontra-se valores de emissão (retenção de cerca de 23% do enxofre) e de teor ~3,4% que parecem mais coerentes. Adotamos preliminarmente os valores assim corrigidos para este nosso trabalho.

 Os valores obtidos para as três centrais, em diferentes medidas em algumas unidades em cada central.

Figura 3.3: A Emissão observada é proporcional ao teor de enxofre declarado mas apresenta algumas incoerências quando aplicados a uma mesma usina

O parâmetro massa de S emitido por TJ de combustível queimado permite inferir diretamente as emissões a partir de dados de queima de combustível e, sendo disponível o teor de enxofre. No caso da usina de Candiota existe uma incoerência aparente entre a variação nas emissões e a relativa estabilidade dos teores de S indicados para o carvão. Como a metodologia usada na detecção da emissão foi adequada em outros caso caberia verificar a confiabilidade das análises do minério.

Na tabela abaixo indicamos os valores dos coeficiente obtidos para emissão de enxofre. Para os valores da Usina Jorge Lacerda foram considerados o valores corrigidos dos teores como mencionado anteriormente.

 Usina

t de S por
TJ de combustível

% de S no combustível

Retenção do enxofre contido no combustível

Jorge Lacerda:

1,34 ± 0,21

3,35 ± 0,7 %

0,4 %

Charqueadas

0,65 ± 0,20

0,85 ± 0,13 %

23,1 %

Candiota

0,95 ± 0,43

1,66 ± 0,07 %

23,3 %

No caso de se dispor do teor de enxofre para os diversos anos seria usada a retenção mencionada no item anterior amenos de indicações da usina sobre variação no processo.

As emissões de NOx foram medidas no trabalho do JICA encontrando-se os seguintes parâmetros médios para as três usinas. Estes valores são indicados na tabela seguinte.

Usina

Jorge Lacerda:

Charqueadas

Candiota

NOx t/TW

233

102

144

Os autores do trabalho observam que as emissões de NOx são baixas em virtude das baixas temperaturas nas caldeiras. Foram realizadas medidas nos pontos de amostragem ambientais externos às usinas da relação NO2/NOx, no entanto, na ausência de medidas de O3 não foi possível modelar a dispersão. Os índices de NO2 observados foram inferiores ao habituais assim como os observados para o NOx. Nas presentes avaliações consideramos que se mantenham as relações dos parâmetros de "default" indicados.

Nota: A emissão relativamente de particulado pode indicar queima incompleta. O material recolhido nos preciptadores (de eficiência relativamente baixa) é reinjetado nas caldeiras. Isto é uma indicação de tratar-se de material não queimado. Uma análise dos dados de combustão poderá, eventualmente, fornecer dados sobre carbono não queimado e de emissão de CO. Provisóriamente foi feita uma estimativa paramétrica dessas emissões.

3.3: Comparação das emissões a partir de parâmetros globais e específicos

Os dados do estudo do JICA foram colhidos em 1996. Para este mesmo dispõe-se de dados globais por estado da Federação especificando o tipo de carvão. Isto praticamente permite identificar a quantidade de carvão consumida por usina. como é mostrado nos quadros seguintes.

Combustível
ou
Usina

UF
ou
Mcal/kg

Consumo E03t

Fator de conversão (TJ/e03t)

Fator de emissão de N2O (kg/TJ)

Fator de emissão de NOx (kg/TJ)

Teor de enxofre no combustível (%)

Retenção de enxofre nas cinzas (%)

Eficiência de redução (%)

CV 3100

RS

470

12,98

1,4

300

1

0,05

0

CV 3300

RS

1387

13,82

1,4

300

1,5

0,05

0

CV 4500

SC

1621

18,84

1,4

300

3,5

0,05

0

CV 6000

PR

26

25,12

1,4

300

6,5

0,05

0

Charqueadas

3128

442

13,09

0,5

102

0,85

0,4

Candiota

3205

1426

13,41

0,7

145

1,66

23,1

Jorge Lacerda

4582

2228

19,17

1,1

233

3,35

23,3

Cambuí

6000

26

25,12

0,5

100

6,5

0,05

0

A partir desses parâmetros pode-se obter a emissão devida as usinas e/ou tipo de combustível por estado que como pode-se observar é biunívoca. No caso os dados disponíveis por UF permitem estimar o comportamento das usinas.

Emissões de SO2

Combus-tível ou
Usina

Consumo de Combus-tível (TJ)

Conteúdo de enxofre (%)

Retencão de enxofre na cinza (%)

Eficiência de diminuição (%)

Valor Calorífico Líquido (TJ/kt)

Fator de emissão de SO2 (kg/TJ)

Emissões SO2 (t)

CV 3100

6101

1

0,05

0

13,0

1540

9395

CV 3300

19168

1,5

0,05

0

13,8

2170

41589

CV 4500

30540

3,5

0,05

0

18,8

3714

113413

CV 6000

653

6,5

0,05

0

25,1

5173

3378

TOTAL

167776

Charqueadas

5785

0,85

0

0,4

13,1

1300

7521

Candiota

19124

1,66

0

23,1

13,4

1908

36488

Jorge Lacerda

42719

3,35

0

23,3

19,2

2676

114326

Cambuí

653

6,50

0

0,0

25,1

5175

3380

TOTAL

161714

Emissões de NOx e N2O

Combustível

A Consumo (TJ)

Fator de Emissão de N2O (kg/TJ)

E Emissões de N2O (Gg)

Fator de Emissão de NOx (kg/TJ)

Emissões de NOx (Gg)

CV 3100

6101

1,4

0,0085

300

1,83

Cv 3300

19168

1,4

0,0268

300

5,75

Cv 4500

30540

1,4

0,0428

300

9,16

CV 6000

653

1,4

0,00091

300

0,19

TOTAL

0,0790

16,94

Charqueadas

5785

0,5

0,0027

102

0,59

Candiota

19124

0,7

0,0129

145

2,76

Jorge Lacerda

42719

1,1

0,0464

233

9,94

Cambuí

653

0,5

0,0003

100

0,07

TOTAL

0,0623

13,36

3. Térmicas a òleo Combustível

3.1 Aspectos Gerais

As centrais de geração de eletricidade para uso público estão limitadas aos estados do Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e Minas Gerais

A Tabela Abaixo resume as características destas centrais:

Tabela 3.1: Centrais Térmicas a Óleo Combustível

CENTRAL

LOCALIZAÇÃO

POTÊNCIA (MW)

Nova UT Porto Alegre Porto Alegre, RS

24

Oswaldo Aranhas Alegrete, RS

66

Camaçari Camaçari, BA

290

Santa Cruz Rio de Janeiro, RJ

600

Roberto da Silveira Campos dos Goytacazes, RJ

30

Igarapé Igarapé, MG

131

Carioba Americana, SP

36

Piratininga São Paulo, SP

470

Mauá Manaus, AM

137

3.2 Consumo de Óleo Combustível por Estado

Tabela 3.1 Consumo de óleo Combustível para Geração de Eletricidade nas UF em 1000 t/ano

AM

MG

RJ

SP

RS

1990

139

0

70

45

35

1991

209

0

42

50

56

1992

271

29

52

52

46

1993

177

34

67

36

49

1994

225

30

83

68

43

1995

250

34

74

25

35

1996

219

31

286

263

39

1997

227

83

301

107

40

 

Gráfico do Consumo de Óleo Combustível para geração de eletricidade.

consoc.gif (10835 bytes)

Os resultados são, por enquanto, paramétricos. Na medida que sejam obtidos os dados dos óleos combustíveis utilizado (Frida tem para Santa Cruz um ano) os resultados melhoram a precisão. Nota-se que os dados por Estado resolvem o problema.

  • Dados Mínimos Necessários sobre o Combustível

      Poder calorífico

      Teor de enxofre

      Composição ( ajuda razão C/H, densidade)

  • Dados sobre as centrais

      Esquema de funcionamento com características dos componentes principais associados à combustão

      Dados de emissão específicos para as usinas específicas ou similares

4. Emissões por Unidade da Federação

4.1 Aspectos Gerais

Foram elaboradas tabelas paramétricas por estado e por ano e quadro do consumo por tipo de combustível e por ano. A multiplicação desses parâmetros (como exemplificado para o carvão) permitem deduzir as emissões a nível de estado da Federação

Por enquanto existem diferenciações por tipo de combustível (com subdivisão dos carvões) e algumas características já apuradas das usinas principais (carvão). As planilhas em Excel permitem atualização automática dos resultados globais.

4.2 Resultados preliminares

Alguns resultados preliminares já estão disponíveis. Abaixo os resultados para 1997 e 1991. A unidade é Gg (gigagrama)

Emisões por Estado e Região - Ano de 1997

CO2

CH4

N2O

NOx

CO

S

NORTE

3726,350

0,151

0,030

10,078

0,756

129,043

Rondônia

456,396

0,019

0,004

1,245

0,093

16,223

Acre

199,937

0,008

0,002

0,545

0,041

7,107

Amazonas

2180,649

0,088

0,018

5,862

0,440

74,099

Roraima

330,416

0,014

0,003

0,901

0,068

11,745

Pará

257,865

0,011

0,002

0,703

0,053

9,166

Amapá

296,109

0,012

0,002

0,808

0,061

10,526

Tocantins

4,977

0,000

0,000

0,014

0,001

0,177

NORDESTE

6,279

0,000

0,000

0,017

0,001

0,223

Maranhão

1,145

0,000

0,000

0,003

0,000

0,041

Pernambuco

2,655

0,000

0,000

0,007

0,001

0,094

Bahia

2,480

0,000

0,000

0,007

0,001

0,088

Centro-Oeste

197,299

0,008

0,002

0,538

0,040

7,013

Mato Grosso do Sul

7,311

0,000

0,000

0,020

0,001

0,260

Mato Grosso

189,954

0,008

0,002

0,518

0,039

6,752

Goiás

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

Distrito Federal

0,034

0,000

0,000

0,000

0,000

0,001

SUDESTE

1335,567

0,053

0,011

3,675

0,288

41,063

Minas Gerais

0,287

0,000

0,000

0,001

0,000

0,010

Espirito Santo

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

Rio de Janeiro

989,062

0,040

0,008

2,770

0,220

30,356

São Paulo

346,218

0,014

0,003

0,904

0,068

10,697

SUL

696,691

0,076

0,097

20,998

1,404

121,945

Paraná

10,317

0,001

0,001

0,283

0,019

3,663

Santa Catarina

403,094

0,043

0,059

12,660

0,845

89,709

Rio Grande do Sul

283,281

0,032

0,037

8,055

0,541

28,573

TOTAL

5962,186

0,289

0,140

35,306

2,489

299,288

Emisões por Estado - Ano de 1991

CO2

CH4

N2O

NOx

CO

S

NORTE

1903,917

0,077

0,015

5,114

0,384

64,533

Rondônia

312,138

0,013

0,003

0,851

0,064

11,095

Acre

190,657

0,008

0,002

0,520

0,039

6,777

Amazonas

1030,494

0,041

0,008

2,732

0,205

33,486

Roraima

182,783

0,007

0,001

0,499

0,037

6,497

Pará

163,099

0,007

0,001

0,445

0,033

5,798

Amapá

14,341

0,001

0,000

0,039

0,003

0,510

Tocantins

10,405

0,000

0,000

0,028

0,002

0,370

NORDESTE

1949,304

0,080

0,016

5,324

0,400

69,279

Maranhão

7,311

0,000

0,000

0,020

0,001

0,260

Pernambuco

1940,316

0,079

0,016

5,292

0,397

68,971

Bahia

1,677

0,000

0,000

0,012

0,001

0,048

Centro-Oeste

286,680

0,012

0,002

0,782

0,059

10,190

Mato Grosso do Sul

11,192

0,000

0,000

0,031

0,002

0,398

Mato Grosso

172,379

0,007

0,001

0,470

0,035

6,127

Goiás

1,876

0,000

0,000

0,005

0,000

0,067

Distrito Federal

101,234

0,004

0,001

0,276

0,021

3,598

SUDESTE

302,009

0,012

0,002

0,790

0,059

9,350

Minas Gerais

0,073

0,000

0,000

0,000

0,000

0,003

Espirito Santo

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

0,000

Rio de Janeiro

140,143

0,006

0,001

0,367

0,028

4,348

São Paulo

161,793

0,006

0,001

0,422

0,032

4,999

SUL

534,307

0,059

0,071

15,458

1,036

80,182

Paraná

6,880

0,001

0,001

0,198

0,013

2,561

Santa Catarina

192,599

0,021

0,028

6,096

0,407

43,214

Rio Grande do Sul

334,828

0,038

0,042

9,164

0,616

34,407

TOTAL

4976,217

0,239

0,107

27,469

1,937

233,535

 

Gráficos


Também estão disponíveis tabelas por tipo de emissão para os estados e nos anos estudados como os dois exemplos abaixo.

 

EMISSÕES POR ESTADO - CO2

ANO

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

NORTE

1211

1904

2574

1964

2183

3250

2734

3726

Rondônia

349

312

292

298

304

392

326

456

Acre

177

191

202

214

236

166

179

200

Amazonas

399

1030

1653

980

1077

1976

1475

2181

Roraima

138

183

200

205

228

269

288

330

Pará

138

163

174

186

200

217

227

258

Amapá

8

14

43

70

127

223

235

296

Tocantins

3

10

10

11

12

7

5

5

NORDESTE

26

1949

11

4

3

6

4

6

Maranhão

9

7

8

3

3

3

2

1

Pernambuco

2

1940

3

0

0

0

0

3

Bahia

15

2

1

0

1

3

2

2

Centro-Oeste

186

287

193

215

241

265

220

197

Mato Grosso do Sul

11

11

9

10

12

14

11

7

Mato Grosso

172

172

183

203

229

251

209

190

Goiás

2

2

0

2

1

0

0

0

Distrito Federal

0

101

0

0

0

0

0

0

SUDESTE

374

302

345

338

495

327

1784

1336

Minas Gerais

0

0

1

1

0

0

0

0

Espirito Santo

0

0

0

0

0

0

0

0

Rio de Janeiro

229

140

176

221

275

245

932

989

São Paulo

146

162

168

117

220

81

851

346

SUL

454

534

519

481

519

582

589

697

Paraná

9

7

8

9

5

1

7

10

Santa Catarina

148

193

213

193

177

225

293

403

Rio Grande do Sul

297

335

298

279

337

355

288

283

TOTAL

2250

4976

3643

3002

3441

4429

5331

5962

 

 

EMISSÕES POR ESTADO - N2O

ANO

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

REGIÃO

NORTE

0,00991

0,01534

0,02076

0,01587

0,01761

0,02631

0,02213

0,03024

Rondônia

0,00285

0,00255

0,00239

0,00244

0,00249

0,00321

0,00266

0,00373

Acre

0,00145

0,00156

0,00165

0,00175

0,00193

0,00136

0,00146

0,00164

Amazonas

0,00327

0,00820

0,01322

0,00782

0,00856

0,01589

0,01182

0,01759

Roraima

0,00113

0,00150

0,00163

0,00168

0,00186

0,00220

0,00235

0,00270

Pará

0,00113

0,00133

0,00143

0,00152

0,00163

0,00177

0,00186

0,00211

Amapá

0,00006

0,00012

0,00035

0,00058

0,00104

0,00182

0,00192

0,00242

Tocantins

0,00002

0,00009

0,00008

0,00009

0,00010

0,00006

0,00004

0,00004

NORDESTE

0,00022

0,01595

0,00009

0,00003

0,00003

0,00005

0,00004

0,00005

Maranhão

0,00008

0,00006

0,00006

0,00003

0,00002

0,00002

0,00002

0,00001

Pernambuco

0,00001

0,01588

0,00002

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00002

Bahia

0,00013

0,00002

0,00001

0,00000

0,00000

0,00003

0,00002

0,00002

Centro-Oeste

0,00152

0,00235

0,00158

0,00176

0,00198

0,00217

0,00180

0,00161

Mato Grosso do Sul

0,00009

0,00009

0,00008

0,00008

0,00010

0,00011

0,00009

0,00006

Mato Grosso

0,00141

0,00141

0,00150

0,00166

0,00187

0,00205

0,00171

0,00155

Goiás

0,00002

0,00002

0,00000

0,00001

0,00001

0,00000

0,00000

0,00000

Distrito Federal

0,00000

0,00083

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

SUDESTE

0,00293

0,00237

0,00271

0,00265

0,00390

0,00258

0,01400

0,01054

Minas Gerais

0,00000

0,00000

0,00001

0,00001

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

Espirito Santo

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

0,00000

Rio de Janeiro

0,00179

0,00110

0,00138

0,00173

0,00217

0,00194

0,00733

0,00783

São Paulo

0,00114

0,00127

0,00132

0,00091

0,00172

0,00063

0,00667

0,00271

SUL

0,06070

0,07107

0,06946

0,06311

0,06670

0,07950

0,08054

0,09717

Paraná

0,00120

0,00092

0,00113

0,00117

0,00060

0,00001

0,00092

0,00131

Santa Catarina

0,02182

0,02839

0,03127

0,02822

0,02579

0,03307

0,04294

0,05897

Rio Grande do Sul

0,03768

0,04176

0,03706

0,03373

0,04031

0,04642

0,03667

0,03689

TOTAL

0,07528

0,10708

0,09460

0,08343

0,09021

0,11060

0,11850

0,13961

 

 

Por Região

CO2

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

NORTE

1211

1904

2574

1964

2183

3250

2734

3726

NORDESTE

26

1949

11

4

3

6

4

6

Centro-Oeste

186

287

193

215

241

265

220

197

SUDESTE

374

302

345

338

495

327

1784

1336

SUL

454

534

519

481

519

582

589

697

TOTAL

2250

4976

3643

3002

3441

4429

5331

5962

 

N2O

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

NORTE

0,00991

0,01534

0,02076

0,01587

0,01761

0,02631

0,02213

0,03024

NORDESTE

0,00022

0,01595

0,00009

0,00003

0,00003

0,00005

0,00004

0,00005

Centro-Oeste

0,00152

0,00235

0,00158

0,00176

0,00198

0,00217

0,00180

0,00161

SUDESTE

0,00293

0,00237

0,00271

0,00265

0,00390

0,00258

0,01400

0,01054

SUL

0,06070

0,07107

0,06946

0,06311

0,06670

0,07950

0,08054

0,09717

TOTAL

0,07528

0,10708

0,09460

0,08343

0,09021

0,11060

0,11850

0,13961


Planilha Resumo disponível para "download"

Bibliografia:

JICA..............................

Informativo Anual da indústria Carbonífera, 1994, ano base 1993, editado pelo Ministério de Minas e Energia, Departamento Nacional da Produção Mineral

Avaliação das contribuições de cada tipo de combustível para a emissão dos diferentes gases do efeito estufa (CO2, CO, NOX, N2O, CH4 e NMVOC), conforme a tecnologia da Central Termelétrica  - Mostra-se que a distrubuição geográfica por estado permite tratamento no nível das principais centrais.
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