Economia & Energia
Ano XIII-No 72
Fevereiro/Março 2009
ISSN 1518-2932

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Nova Lei do petróleo: Sim, Nós Podemos!

Recursos financeiros para explorar o Petróleo e Gás do Pré-Sal?
Sim, o Brasil e a Petrobras os terão.

 

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A Organização Economia e Energia - e&e  OSCIP 

Palavra do Editor

O Brasil, a Crise e o Petróleo do Pré-Sal 

A crise econômica mundial desviou o foco da mídia brasileira do assunto mais relevante dos pontos de vista energético, econômico e social da próxima ou, talvez, das próximas décadas no Brasil: O petróleo do pré-sal.

A crise trouxe junto a queda dos preços de petróleo e de outras commodities com profunda repercussão no comércio brasileiro ainda muito dependente deste tipo de bem.

Frente à crise, o Brasil é ainda um dos poucos países do mundo que não precisa tentar atabalhoadamente inventar em que investir para manter sua atividade econômica. Já estava em curso um plano de investimentos visando o crescimento.

Os planos de investimento destinados a gerar empregos e a redução dos impostos, embora possam reativar a economia por algum tempo, tendem a se exaurir rapidamente quando não existe retorno no curto e médio prazo dos recursos injetados na economia. Além disso, eles agravam o déficit fiscal que, mesmo em países com enorme capacidade financeira como os EUA, acaba encontrando limitações, às vezes drásticas, na economia real.

Mesmo com a queda nos preços de petróleo, o investimento no pré-sal oferece a oportunidade de um retorno garantido de médio prazo em um produto vital para a atividade econômica mundial, sendo assim uma oportunidade rara de investimento no cenário da crise. Esta extraordinária circunstância realça a importância da decisão que será tomada no Brasil com a nova Lei do Petróleo.

É visando subsidiar essa discussão que estamos apresentando reflexões sobre alguns pontos básicos para definição da nova política de petróleo e das modificações a serem introduzidas na Lei. O conteúdo deste número extravasa, em alguns aspectos, o padrão de nossa revista: no número de páginas, o artigo ultrapassa nosso padrão em tamanho para o mesmo assunto; também o tom dos artigos é mais opinativo que o usual e mais pessoal que o de hábito; finalmente (em parte como justificativa), o tema pré-sal, que já fora objeto de análise nos números 67 e 68 anteriores, excede, em importância para o País, os temas que ordinariamente tratamos.

O pré-sal é a própria síntese da estreita relação entre os temas Economia e Energia que motiva nossa publicação e está sendo considerado pela Revista e&e da mais alta prioridade para a discussão nacional.

Os artigos assinados de opinião, por convenção da Revista, expressam a opinião particular dos autores. Não obstante a participação do editor como co-autor dos artigos (a parte central é de José Fantine), este fato é, mais do que nunca, válido neste número especial.

Editor: Carlos Feu Alvim

Opinião:

Os Caminhos para o Petróleo e o Gás no Brasil

José Fantine e Carlos Feu Alvim

O trabalho apresenta uma reflexão sobre o setor petróleo e gás nacional, à luz das descobertas do pré-sal. Os textos integram uma série de trabalhos relativos ao tema que incluem os apresentados nos Nos 67 e 68 desta revista.

A primeira ótica destes trabalhos é a de que as reservas do pré-sal devem ser usadas para propiciar o desenvolvimento nacional, empresarial, tecnológico e social de forma conjunta. As elevadas reservas de óleo projetam uma oportunidade sem precedentes de progresso para o País que pode ser frustrada com opções incorretas, fruto de análises apressadas que não levem em conta um Projeto de Desenvolvimento Nacional.

A segunda ótica é de ampliar o debate desse tema, absolutamente fundamental para o futuro do País, que não pode ficar restrito àqueles poucos que estão comprometidos direta ou indiretamente com importantes interesses específicos em jogo. Os autores consideram, pelo que foi dado a conhecer, que o Governo está conduzindo o assunto considerando os principais aspectos da questão e se preocupam com a possibilidade de influir para que seja feito um bom debate sobre as proposições a serem apresentadas de maneira que a nova lei petrolífera seja capaz de conduzir o negócio petróleo e gás sempre dentro do estrito interesse nacional.


Texto:
Os Caminhos para o Petróleo e o Gás no Brasil

Além do artigo, foram colocados neste portal  dois outros relacionados com o tema aqui tratado mas que podem ter leitura independente e que focalizam alguns pontos principais sobre o assunto petróleo e sua nova Lei:

1. O aspecto estratégico: o assunto petróleo é, quase unanimemente, considerado um assunto estratégico e não puramente econômico ou fiscal. A Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em seu depoimento ao Senado colocou o quão importante é o assunto e a inclusão da América Latina nas preocupações de seu Departamento com o que chamou a segurança energética no hemisfério (americano). Se nosso petróleo passa a ser estratégico para os americanos, parece lógico que o seja também para o Brasil.

2. A questão de financiamento da produção: Tem sido insistentemente abordada a suposta incapacidade do Brasil e da Petrobras em explorar o petróleo do pré-sal, que exigiria até um trilhão de dólares de investimento. Só na hipótese de que o petróleo não seja considerado um produto estratégico é que o Brasil trataria de produzir o petróleo do pré-sal sem limitações de quantidade. Como até do ponto de vista econômico isto seria inconveniente, tem-se a considerar que a produção será gradual e, a partir de um determinado estágio, passará a sustentar o investimento. Além disto, jamais existiu dificuldade de financiamento para petróleo já encontrado mesmo em países sob forte contingenciamento político.

 

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Ecological Land Classification of Watersheds -  Economic Importance

The Independent National Commission on the Oceans – a memorable experience!

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Text for Discussion / Opinion:

Ecological Land Classification of Watersheds –Economic Importance

Paulo Pereira Martins Junior,

Sidney Augusto Gonçalves Rosa,

Marco Antonio Martins Cantisano,

Lawrence Andrade Magalhães Gomes

In spite of the fact that ecological zoning is a well established practice, it is presented in this article in different ways that show the complexity of natural systems. It is presented with more details the group of ecological zoning as a fundamental activity and the scientific product that is essential for the environmental and economical management of watersheds and their energy production and transformation industries. Ecological Zonings – ZE-L, based on multiple sciences, therefore multi- and interdisciplinary are fundamental for environmental regional planning and for social-economical planning as part of Territorial Ordering.

The Independent National Commission on the Oceans –

a memorable experience!

Luiz Philippe da Costa Fernandes -Vice-Almirante

Stimulated by the IWCO, that considered desirable the establishment of national advisory commissions in countries that were part of it, Brazil has formed the Independent National Commission on Oceans (CNIO in Portuguese) composed of about twenty members that were part of the Brazilian maritime world, including three former Ministers and naturally scientists, diplomacy representatives, enterpreneurs linked to the area and the International Maritime Law.

In September 1998 its final report “The Ocean: Our Future” was formally approved. The CNIO has had a unique and independent role in the country but it was estinguished. We truly believe that a new Commission should be created following the same model

Furthermore, it is imperative that the report Brazil and the Sea in the 21st Century after two decades of its publication should be updated and should become available for the decision-makers.

 

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