Economia & Energia
Ano XVII-No 90
Julho
/Setembro 2013
ISSN 1518-2932

e&e  OSCIP

setae.gif (977 bytes)English Version

BUSCA

CORREIO

DADOS ECONÔMICOS

DOWNLOAD

OUTROS NÚMEROS

e&e No 90

 

Página Principal:
Homenagem ao Prof. Francisco Magalhães

Desenvolvimento da Energia Nuclear: Minas e o BRASIL

 

 

 

e&e No 89

Página Principal

Rotas para a Vanguarda

Projeção das energias Primárias na Geração de Eletricidade com Avaliação da Demanda e Oferta de Energia, em Horizonte de Mádio Prazo (2020), Longo Prazo (2035) e Muito Longo Prazo (2060)

A nova Fronteira o Mar Profundo

 

 

Apoio:

CNPQ

 

Parceria:

 

ecentex

 

http://ecen.com
Vínculos e&e

Veja também

Novidade:
Veja nossa estante de revistas em PDF
_____________________

Paineis sob Responsabilidade dos Autores:

Genserico Encarnação Jr

Jornalego: nosso suplemento literário

 http://ecen.com/ jornalego

x

 

Informações sobre a Organização Economia e Energia - e&e  OSCIP 
_________________________________

e&e 90:

capa90

 

Homenagem:

Francisco de Assis Magalhães Gomes
(1906-1990).

Marcio Quintão Moreno

Magalhães Gomes desempenhou papel fundamental para o avanço da ciência em Minas Gerais. Engenheiro de formação, exerceu por vários anos essa profissão mas optou em definitivo pelo magistério, tornando-se professor de Física, por concurso, na Escola de Minas de Ouro Preto, em que se formara, e na Escola de Engenharia de Belo Horizonte (integrante da UFMG a partir de 1947).

Na década de 1950 a energia nuclear parecia ser a solução ideal para a geração de energia abundante, barata e segura. Essa foi a motivação da proposta de Magalhães Gomes e de seu colega Candido Holanda de Lima à Escola de Engenharia da UFMG, em que eram professores, para criar em 1952 o Instituto de Pesquisas Radioativas – IPR, destinado às aplicações da energia nuclear e à formação dos engenheiros correspondentes. Além disso, argumentavam que essa nova área tecnológica, de nascimento tão recente, por requerer engenheiros de formação científica mais apurada, contribuiria também para modernizar domínios afins, como a Metalurgia e a Ciência dos Materiais.

Designado primeiro diretor do novo Instituto, empenhou-se Magalhães Gomes em sua organização com a energia já demonstrada em outras missões semelhantes. Já em 1952, nele foi estabelecido o primeiro curso de engenharia nuclear do Brasil e que atraiu um grupo significativo de jovens engenheiros que aspiravam a desafios inovadores. Alguns dos engenheiros nucleares nele formados iriam responsabilizar-se, a partir de 1960, pela montagem e operação do reator nuclear do Instituto, voltado para o treinamento de pessoal e a produção de radioisótopos, para cuja aquisição a Escola recebeu importante aporte financeiro do governo estadual.

Patriota sem resvalar para o nacionalismo vulgar, na década de 30 Magalhães Gomes liderara a Sociedade Mineira de Engenheiros na campanha dessa entidade em prol da criação em nosso País da indústria siderúrgica autônoma, afinal alcançada com a usina de Volta Redonda. Coerentemente, era defensor de um programa nuclear autônomo para nosso País e incentivou no IPR a tentativa de projetar um reator nuclear brasileiro, objeto das atividades do seu “Grupo do Tório”, as quais não puderam frutificar por terem sido interrompidas pelo golpe militar de 1964. Membro da Comissão Nacional de Energia Nuclear, dela se exonerou Magalhães Gomes no governo Castelo Branco, que reformulou profundamente a política nuclear nacional, caracterizada pela renúncia a qualquer veleidade de autonomia nessa questão, mas que para ele deveria ser objetivo prioritário.

A partir de 1968, coube a Magalhães Gomes organizar outra instituição importante na UFMG: o Instituto de Ciências Exatas (ICEx), criado no âmbito da reforma universitária então implantada. Seu descortino e sua habilidade foram decisivos para que fosse alcançada a necessária convivência harmônica de docentes e servidores administrativos de origem e formação diversas, antes pertencentes a diferentes unidades universitárias. Criaram-se sob sua direção as condições que permitiram  sustentar a modesta atividade de pesquisa já existente em algumas das áreas transferidas ao ICEx e os primeiros cursos de pós-graduação em Matemática, Física,  Química e Ciência da Computação; estabeleceram-se relações proveitosas com as agências financiadoras da pesquisa, tanto nacionais, como FINEP e CNPq, como estrangeiras, caso do BID e da Fundação Rockefeller. Empreendeu-se importante programa de doutorado de jovens docentes em Universidades estrangeiras de grande reputação, o que contribuiu, como se desejava, para consolidar a pesquisa científica como atividade regular e vigorosa em todos os departamentos do Instituto.

Magalhães Gomes assumiu a direção do ICEx quatro dias antes de editado o funesto AI-5 em 13 de dezembro de 1968; sua gestão iria pois transcorrer no clima angustiante da ditadura militar assumida, o que contrastava com suas convicções humanísticas inabaláveis. Para ele, a tolerância era uma prática cotidiana e inerente ao ambiente universitário, não um princípio abstrato a ser mencionado em discursos. Foi por isto, com risco pessoal, que ele assegurou na nova unidade universitária a indispensável liberdade de expressão e evitou que servidores e alunos fossem atingidos pela intolerância policial dominante.

Mesmo um resumo tão breve da vida de Magalhães Gomes não pode omitir que, para ele, exercer cargos públicos - e foram vários os que ocupou - era sinônimo de prestar serviço ao bem comum, jamais ocasião para adquirir notoriedade ou benefício pessoal, atitude tão infrequente em nossos dias.

img17 

O brinde da foto faz parte da série: Criticalidade do reator TRIGA do acervo do CDTN. Vê-se na primeira fila, da direita para esquerda: Jair Carlos Mello, Mílton Campos, Omar Campos Ferreira, fundador da e&e e seu primeiro superintendente, Francisco Magalhães Gomes, Carlos Urban, Carlos Rodrigues. Na segunda fila, aparecem da esquerda para direita: duas pessoas não identificadas e Harry Gomes. Na terceira fila, da esquerda para direita estão Maurício Mendes Campos e um técnico da General Atomic e, por último, sozinho aparece uma pessoa não identificada.

 

e&e 89:

eee89

e&e 88:

eee88

 

Seminário Internacional:

Seminário Rota para a Vanguarda

Informações e Inscrições: http://ecen.com/vanguarda 

e&e No 88:

Editorial:

Omar Campos Ferreira 1931-2013

Omar Campos Ferreira foi um competente engenheiro com aguçado espírito de físico e especial predileção pela Termodinâmica. Seus artigos, como suas aulas, eram sempre claros e precisos e campeões de acesso em nossa revista.

Sabia conciliar seu pensamento lógico e preciso com uma religiosidade isenta de dogmatismo. O Sermão da Montanha era não só sua passagem bíblica favorita, mas seu código de vida.

Artigo:

Brasil: Energia, Economia e Comércio Externo de Bens

João Antonio Moreira Patusco

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu em média apenas 2,6% a.a. entre 1980 e 2011, enquanto a economia mundial cresceu 3,2% a.a. O artigo apresenta e analisa uma série de indicadores relativos à maior inserção de commodities intensivos em capital e de baixo Valor Agregado (VA) na economia e no comércio externo. Foram consideradas as commodities: aço, ferro-gusa, pelotas, minério de ferro, ferro-ligas, alumínio, alumina, bauxita, celulose, papel, soja e açúcar. São analisados os indicadores: Energia Agregada a Produtos Exportados, Intensidade Energética da Indústria, Paridade do Comércio Externo de Bens, Salário Setorial, Participação do Salário no VA e no PIB, Investimentos em Energia, Participação das Commodities no PIB e no Consumo de Energia. Os indicadores analisados e a continuidade da crise econômica nos países da Europa não são favoráveis a previsões otimistas.

Textos para discussão:

Existe a possibilidade de um novo apagão?

Carlos Feu Alvim

Existe a possibilidade de um déficit no abastecimento de eletricidade em 2013 como o de 2001?

O objetivo deste trabalho é permitir uma avaliação clara e independente da possibilidade de um déficit de abastecimento no Brasil em 2013.  Para tanto, são analisados três cenários, modificando a afluência ou capacidade não hídrica considerada: Básico (afluência normal: 100%), “Afluência de 2001" (83%) e de Mínima Afluência (70%).

Conclui-se que não existem perspectivas efetivas de racionamento para o ano de 2013 se for possível utilizar 70% da capacidade não hídrica do Sistema Integrado Nacional. As dúvidas que restam estão ainda relacionadas com a efetiva mobilização das usinas térmicas em um caso de seca muito severa em 2013.

Nota: Pelo acompanhamento a posteriori, mostrado abaixo, a realidade (até final de março)  conduziu a um armazenamento inferior ao do segundo cenário. A situação no final de março esta merecendo, portanto, atenção para que não venha ocorrer temor de dasabastecimento.

 Acompanhamento da situação dos reservatórios hidrelétricos
até 21 de Março de 2013: Sinal amarelo

A conclusão da avaliação da e&e até o final de ano foi que a probabilidade de desabastecimento de energia elétrica era reduzida, mas a situação merecia um acompanhamento e exigia o uso adequado da capacidade não hídrica existente, predominantemente térmica, para recompor o nível dos reservatórios que estava, no início do ano, abaixo do desejável. Colaborando com esse acompanhamento, a e&e analisou a situação até 21/03/2013. A afluência nessa estação de chuvas está sendo 20% abaixo da esperada e os estoques de água nos reservatórios só agora atingiram 50%. Não foi ainda alcançada a capacidade térmica que daria segurança ao sistema o que pode gerar inquietude sobre o abastecimento elétrico (sinal amarelo). Chuvas normais nos próximos meses ou o aumento da geração não hídrica pela maior mobilização das térmicas ou a entrada em operação de novas unidades poderia dar tranquilidade para este ano e o próximo.

Texto em pdf da última avaliação 21/03 (download)

Atualização:

Atualização tabelas e gráficos 31/03/2012 (download)

Formas de regulação do suprimento da energia elétrica

O sistema brasileiro é um sistema em transição de predominante hídrico e autorregulável por meio de reservatórios para um sistema misto ainda predominantemente hídrico mas com insuficiência de reservatórios para sua regulação. A estabilidade do sistema passa a depender de outros tipos de energia fornecendo a base ou possibilitando suprir a variação sazonal ou de anos mais secos. O aumento de uso de fontes alternativas (eólica e biomassa) podem ser positivas para a regulação sazonal mas introduzem outros tipos de instabilidade ao sistema.As diferentes formas de alcançar esta regulação são discutidas.

 

 

e&e No 87

Ensaio:

As Grandes Navegações Portuguesas e a Conquista das Águas Profundas pelo Brasil

Maria Malvina Gomes e Souza Bastos

Revista e&e 87 versão em pdf

Capa eee87p

Novidades:

 

Veja nossa estante de revistas em PDF

Revista e&e 86 versão em PDF

Livro:

 

livro Vanguarda

Versão maio 2013

O livro, de autoria de José Fantine, expande, para o campo da gestão, inovação e redes em geral, conceitos antes aplicáveis somente para organismos que o ECENTEX/COPPE/UFRJ conferia o status de Centros e Redes de Excelência (que dava o nome ao livro anterior). Essa abordagem mais ampla atende a necessidades geradas pelos últimos acontecimentos mundiais. Nela, os conceitos e a metodologia apresentados servem ao objetivo maior de incentivar empresários, gerentes e governantes a trilharem, por vários meios e contando com várias ferramentas, o caminho da vanguarda, pensando no desenvolvimento sustentável de suas instituições e/ou do País.
"O livro conta com apresentações de Luiz Pinguelli Rosa, diretor da COPPE, de Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, de Marcos Assayag, gerente executivo do CENPES/Petrobras e de José Fantine, coordenador do ECENTEX/COPPE

Download

 

   

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Monday, 07 October 2013
.

 Número Anteriores

2012 No 84 No 85 No 86 No 87    
2011 No 80 No 81 No 82 No 83    
2010 No 76 No 77 No 78 No 79    
2009 No 72 No 73 No 74 No 75    
2008 No 66 No 67 No 68 No 69 No 70 No 71
2007 No 60 No 61 No 62 No 63 No 64 No 65
2006 No 54 No 55 No 56 No 57 No 58 No 59
2005 No 48 No 49 No 50 No 51 No 52 No 53
2004 No 42 No 43 No 44 No 45 No 46 No 47
2003 No 36 No 37 No 38 No 39 No 40 No 41
2002 No 30 No 31 No 32 No 33 No 34 No 35
2001 No 24 No 25 No 26 No 27 No 28 No 29
2000 No 18 No 19 No 20 No 21 No 22 No 23
1999 No 12 No 13 No 14 No 15 No 16 No 17
1998 No 6 No 7 No 8 No 9 No 10 No 11
1997 No 0 No 1 No 2 No 3 No 4 No 5

 

 

Economy & Energy
Year XIV-No 82
June - September
2011
ISSN 1518-2932

 

No 86 Em Português

SEARCH

MAIL

Data

DOWNLOAD

other e&e issues

e&e No 86

Support:

 

 

 

 

 

Main Page

Editorial:

The ten largest economies and nuclear energy

Initiatives for the use of biomass in Ligno Cellulosic Feedstock Biorefineries

The present American flu

Parceria:

 

 

COPPE/UFRJ

 

http://ecen.com

 

 

Economy and Energy Organization - e&e  OSCIP 

setae.gif (977 bytes)e&e em Português

Editorial:

 Workshop on Capital Productivity

 

Economy and Energy Organization - e&e  OSCIP 

Nº 82: June/September de 2011  

IISSN 1518-2932

_________________________________________________________

Texts for Discussion:

The ten largest economies and nuclear energy:

Reflections regarding the future of Brazil

Carlos Feu Alvim  and Leonam dos Santos Guimarães]

The article analyzes the ten largest world economies, among which Brazil is included, both relative to mastering the nuclear fuel cycle for electricity generation and the possession of nuclear weapons. Of these ten countries only Brazil does not possess nuclear weapons while the other countries have them or share nuclear arms with those that have them. In this context it is shown the strategic importance of the fact that Brazil is active regarding the peaceful uses of nuclear energy, expanding its technological mastering and installed industrial capacity in its different sectors. It is also noted the convenience of the Brazilian rejection of the non-peaceful use of nuclear energy as established in the Brazilian Constitution and in different international agreements signed by Brazil.

Initiatives for the use of biomass in Ligno Cellulosic Feedstock Biorefineries: the sugar platform in the world and in Brazil

Márcia França Ribeiro Fernandes dos Santos,
Suzana Borschiver e Maria Antonieta Peixoto Gimenes Couto

Oil, natural gas and their products represent 55% of the world energy consumption; however these are finite resources and their predominance will not last more than some decades. It is necessary to find substitutes for these fuels and one alternative is the use of renewable organic matter (biomass). The article aims at presenting initiatives taken in the world and in Brazil about the use of ligno cellulosic raw material in bio-refineries. The focus will be on the sugar platform for 2nd generation of ethanol production considering the importance of this segment in the national agribusiness market. The results of the bibliographic search suggest that the technology is still in the search and development phase and raises great interest for consolidating the ethanol world market.

Essay:

The present Americam flu

The belief that a cold in the USA corresponds to a flu or pneumonia in Brazil is not confirmed by the analysis of the economic growth rates behavior in the two countries in the last eighty years. In effect, it seems that there is no correlation between the growth rates of the two countries in this period. When the analysis is made in smaller historical periods it is verified a positive correlation (growth in phase in the two countries) in some periods but most of the time the correlation is negative.

____________

Editorial:

American cold and Brazilian flu ?

We have been convinced that an American cold certainly represents a flu or pneumonia here in Brazil, that is, crisis in the USA have immediate and more radical results here than there. In the present American cold season it is useful to discuss the truth of this assertion because the simple fact that we believe in it is sufficient to produce negative effects in our economy.

Celso Furtado, opposing this belief, observed that crises in the American economy are perceived here in the short term but, in general, they become beneficial to the Brazilian economy in the medium term. He correlated the 1920/1930 crisis in the USA with the notable Brazilian re-emergence in 1932 based on the national market.

If one searches for a correlation between the American and Brazilian growth rates in the 1930 – 2010 the statistic indications are that they do not exist in the whole period.

It is possible to separate along these eighty years periods in which the high and low economic growth rates in the USA and in Brazil are in the same cycle phase and others in which the two countries had inverse signs. In a preliminary analysis it can be said that in the periods when they were in inverse phase are more numerous than those when they were in the same phase.

When we examine the linear correlation between the GDP variation of the USA and that of Brazil in this period we find out that effectively this variation is sometimes positive and sometimes negative.

The change in intensity and sense of this correlation makes us think that the possible dependence of the Brazilian growth and the American one is not direct; it is much more complex and to be coherent it should be studied considering the historical periods. It is concluded that the “cold theory” does not explain the past even when we were much more dependent on the USA.

In the last fifteen years we were in the inverse phase of that of the USA: in 1998 they were on the top of the Clinton era and Brazil’s annual growth rate was low. Then the American growth rate started to diminish while that of Brazil started to grow.

At the end of 2008 there was a crisis in the USA that had consequences in the following years in Brazil that had a drop of 0.6% in its GDP. However, consumption grew 2.4% in that year. In 2010 the considerable 7.5% GDP made it possible to consider together the 2009 and 2010 years as normal ones. Consumption grew 4.5% on the average, more than the average value of the Lula period (4%). As to the GDP, it grew 3.3%, a little less than the average value of 4% annually in the past administration. Data are from IBGE’s Quarterly National Accounts. The gap between production and consumption was practically closed with imports and less investment. That is, the GDP drop in 2009 was due, in our opinion, to an exaggerated reduction of supply by the productive sector because of an erroneous interpretation of the effect of the American crisis on the Brazilian economy.

The growth in the two years after the crisis in the USA was normal, the first “ripple” was over. And now, will we be in phase with the American cycle?

____________

The data analysis is made in the The American cold essay in this issue.

 

 

Graphic Edition/Edição Gráfica:
Marcos Feu

Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Monday, 07 October 2013
.

Other Issues

2012 No84 No85 No86    
2011 No80 No81 No82 No83    
2010 No76 No77 No78 No79    
2009 No72 No73 No74 No75    
2008 No66 No67 No68 No69 No 70 No71
2007 No60 No61 No62 No63 No64 No65
2006 No54 No55 No56 No57 No58 No59
2005 No48 No49 No50 No51 No52 No53
2004 No42 No43 No44 No45 No46 No47
2003 No36 No37 No38 No39 No40 No41
2002 No30 No31 No32 No33 No34 No35
2001 No24 No25 No26 No27 No28 No29
2000 No18 No19 No20 No21 No22 No23
1999 No12 No13 No14 No15 No16 No17
1998 No6 No7 No8 No9 No10 No11
1997 No0 No1 No2 No3 No4 No5

Contador de visitas